Pão Diário

Festival Nacional da Cultura e Esporte Indígena 2015
Foto: Divulgação / Festival Nacional da Cultura Indígena
Bertioga vai receber mais de 400 índios durante
Festival Nacional da Cultura Indígena
Programação está sendo elaborada pela Prefeitura e Comitê Intertribal.
Evento acontece de 17 a 19 de abril de 2015
O Festival Nacional da Cultura Indígena acontece de 17 a 19 de abril. A programação já está sendo preparada pela Prefeitura de Bertioga, por meio da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura, e Comitê Intertribal – Memória e Ciência Indígena.
Cinco etnias, Pataxó (BA), Paresi (MT), Kayapó (MT), Bororo (MT), Javaé (TO), além dos anfitriões Guarani, já confirmaram presença no evento, que é um dos maiores do país e que envolve cultura, rituais, dança, música, esporte e culinária indígena. Duas outras etnias ainda vão confirmar presença. A previsão é de que mais de 400 índios participem do evento. A programação completa será divulgada oportunamente.
O Festival, que acontece desde o ano de 2001, será realizado na Praça de Eventos, na Praia da Enseada, ao lado do Forte São João, onde será montada uma tenda com arquibancada para aproximadamente cinco mil pessoas. Grande parte da programação também vai acontecer no Parque dos Tupiniquins.
Um dos pontos altos será a realização do Fórum Social Indígena, onde são propostas discussões em torno de assuntos de interesse da comunidade em todo país. O tema do fórum este ano será o I Jogos Mundiais Indígenas, que acontecem em setembro deste ano em Palmas (TO).
A importância do evento foi destacada pelo prefeito Mauro Orlandini, que acredita que o propósito do Festival vai muito além de mostrar a beleza da cultura indígena. “É um congraçamento entre raças e a demonstração do orgulho que temos dos primeiros povos que habitaram essas terras”.
O fortalecimento do turismo no Município foi destacado pelo secretário de Turismo, Esporte e Cultura, Luiz Carlos Pacífico Júnior. “Temos que reforçar também a importância do potencial histórico de Bertioga, um nicho do turismo que pode ser muito bem explorado”, afirmou o secretário, que completou: “sem esquecer nunca o respeito às etnias que nos prestigiam com suas culturas”.
As etnias
Guarani
Também conhecidos como Ava-Chiripa, Ava-Guarani, Xiripa ou Tupi-Guarani, é considerado um dos povos mais populosos do Brasil, somando mais de 30 mil índios. Em Bertioga estão na reserva indígena Rio Silveira, na divisa com o município de São Sebastião, mas existem reservas espalhadas por todo país.
Os Guarani vivem basicamente da agricultura, através do plantio do arroz, da mandioca, entre outros alimentos. Suas danças, cantos e rituais são direcionados ao Deus Tupã, pedindo proteção às pessoas e à natureza.
Kayapó
Os Kayapó vivem no Mato Grosso (MT) e Pará (PA) em aldeias dispersas ao longo do curso superior dos rios Iriri, Bacajá, Fresco e de outros afluentes do rio Xingu. As aldeias são relativamente grandes em relação ao padrão amazônico: se uma aldeia indígena costuma variar entre 30 e 80 pessoas, entre os Kayapó, esse número flutua entre 200 e 500 habitantes.
Os rituais Kayapó são numerosos e diversos, mas sua importância e duração variam fortemente. Dividem-se em três categorias principais: as grandes cerimônias de confirmação de nomes pessoais; certos ritos agrícolas, de caça, de pesca e de ocasião - por exemplo, aqueles realizados quando de um eclipse solar ou lunar - e, enfim, os ritos de passagem.
Paresi halíti
Os Paresi têm uma antiga história de contato com os não-índios. As primeiras referências feitas a eles datam do fim do século XVII e, desde então, o contato foi se intensificando e gerando consequências muitas vezes devastadoras para o povo. Atualmente, os Paresí mostram-se preocupados em manter seus costumes e com a recuperação de outros aspectos que consideram importantes para a manutenção das suas práticas socioculturais, tendo em vista todas as consequências sofridas ao longo da sua história com os não-índios.
Javaé
Os Javaé são um dos poucos povos indígenas da antiga Capitania de Goiás que sobreviveram às capturas e grandes mortandades promovidas pelos bandeirantes, à política repressora dos aldeamentos, às epidemias trazidas pelos colonizadores em épocas diferentes e à invasão crescente do seu território.
Muitos estudos destacam a notável capacidade de resiliência cultural desses povos, que souberam dialogar com as mudanças drásticas impostas pelo contato, mantendo aspectos essenciais de sua estrutura social, ritual e cosmológica.
Pataxó
Habitantes da região sul da Bahia, o histórico do contato desses grupos com os não-indígenas se caracterizou por expropriações, deslocamentos forçados, transmissão de doenças e assassinatos. A terra que lhes foi reservada pelo Estado em 1926 foi invadida e em grande parte convertida em fazendas particulares. Apenas a partir da década de 1980 teve início um lento e tortuoso processo de retomada dessas terras, cujo desfecho parece ainda longe, permanecendo a Reserva sub-judice.
Bororo
O termo Bororo significa, na língua nativa, "pátio da aldeia". Não por acaso, a tradicional disposição circular das casas faz do pátio o centro da aldeia e espaço ritual desse povo, caracterizado por uma complexa organização social e pela riqueza de sua vida cerimonial.
A despeito de hoje terem direito a um território descontínuo e descaracterizado, o vigor de sua cultura e sua autonomia política têm atuado como armas contra os efeitos predatórios do contato com o "homem branco", que se estende há pelo menos 300 anos.
DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO - DATA: 05/03/15 - ÁREA: Turismo, Esporte e Cultura
Restaurando as portas
Vejamos o texto de Neemias 2.17
“Então, lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada e que suas portas têm sido queimadas; vinde, pois e reedifiquemos o muro de Jerusalém e não estejamos mais em opróbrio.”
Como Neemias se preocupou em restaurar a cidade e principalmente as portas de Jerusalém, conhecida como a cidade santa de Deus, onde estava o Templo, igualmente nós, cristãos, também devemos nos preocupar em restaurar as portas da nossa vida, escolhida por Deus como seu Templo.
Como na cidade de Jerusalém existia 12 portas de acesso, que foram destruídas, por ordem do rei nabucodonosor, rei da babilônia, em nossa vida espiritual também existem 12 portas de acesso, que precisam ser restauradas e fortalecidas, para que Satanás não tenha liberdade de acesso e possa nos derrotar e destruir.
1ª porta – A porta das ovelhas – Ne 3.1
A porta das ovelhas (servos) – Devemos restaurar a nossa condição de submissão, de reverência e obediência a Deus.
2ª porta - A porta do peixe – Ne 3.3
A porta do peixe (vidas) – Devemos restaurar a nossa condição de servos de Deus quanto a missão de ganhar almas para Deus.
3ª porta – A porta velha – Ne 3.6
A porta velha (original) – Devemos restaurar os valores da fé genuina em Jesus, com relação a simplicidade da mensagem do evangelho eterno.
(não é show – não é oba-oba)
4ª porta – A porta do vale – Ne 3.13
A porta do vale (lutas) – Devemos restaurar a confiança e esperança da vitória nas lutas. Muitos tentam escondê-la sem tentar enfrentá-la.
5ª porta – A porta do monturo - Ne 3.14
A porta do monturo (lixo) – Devemos restaurar a característica de santidade, através da limpeza da alma. (jogar fora tudo que possa impedir o agir de Deus – Sentimentos de ira, ódio, medo, inveja, ressentimentos,etc)
6ª porta – A porta da fonte – Ne 3.15
A porta da fonte (espírito) – Devemos restaurar a intimidade com o Espirito Santo, de maneira a dar liberdade para Ele agir.
7ª porta – A porta das águas – Ne 3.26
A porta das águas (limpeza) – Devemos restaurar a importância da leitura da bíblia, como única fonte purificadora de Deus para a vida do homem.
8ª porta – A porta dos cavalos – Ne 3.28
A porta dos cavalos (força) – Devemos restaurar a nossa fé, na confiança do poder de Deus.
9ª porta – A porta oriental – Ne 3.29
A porta oriental (oração) – Devemos restaurar o desejo de conversar com Deus através da oração.
10ª porta – A porta da guarda – Ne 3.31
A porta da guarda (vigilância) – Devemos restaurar a preocupação com a vigilância de nossa vida.
11ª porta – A porta da prisão – Ne 12.39
A porta da prisão (cadeias, amarras) – Devemos restaurar a nossa visão com relação as promessas de Deus para a nossa vida.
12ª porta – A porta do Rei – Jo 10.9
A porta do Rei (Deus, Jesus) – Devemos restaurar o nosso relacionamento de intimidade com o Senhor Jesus. Ele é a solução para todas as dificuldades da vida.

Pra. Mallu de Araujo

Fé (o que é?).

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem. Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, sendo temente a Deus, preparou uma arca para o salvamento da sua família; e por esta fé condenou o mundo, e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé. Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, saindo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Hebreus 11:1,3,6-8 Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo. Romanos 10:17 (porque andamos por fé, e não por vista); 2 Coríntios 5:7
Porque na esperança fomos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Romanos 8:24 Depois disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; chega a tua mão, e mete-a no meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente. Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu! Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram. Jesus, na verdade, operou na presença de seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.João 20:27-31 Ora, temos o mesmo espírito de fé, conforme está escrito: Cri, por isso falei; também nós cremos, por isso também falamos, sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, nos ressuscitará a nós com Jesus, e nos apresentará convosco. 2 Coríntios 4:13-14 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. 1 Coríntios 13:2
Disse-lhes ele: Por causa da vossa pouca fé; pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível. Mateus 17:20 Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. Gálatas 2:20
e seja achado nele, não tendo como minha justiça a que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; Filipenses 3:9
Ao que lhe disse Jesus: Se podes! - tudo é possível ao que crê. Imediatamente o pai do menino, clamando, [com lágrimas] disse: Creio! Ajuda a minha incredulidade. Marcos 9:23-24 .  Peça-a, porém, com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é sublevada e agitada pelo vento. Tiago 1:6


"Estêvão, homem cheio da graça e do poder de Deus, realizava grandes maravilhas e sinais entre o povo."(Atos 6:8)

Estêvão, o primeiro mártir da igreja, morreu ainda jovem. Alguns podem olhar para a forma como ele morreu e pensar: “Que desperdício!” Mas nas palavras de Jim Elliot, outro jovem mártir da fé: “Não é tolo, de forma alguma, aquele que dá o que não pode manter para ganhar o que não pode perder”.

Que tipo de pessoa Deus procura para usar para Sua glória? O que qualifica uma pessoa a ser selecionada por Deus para ser Seu instrumento? Será que é um grande intelecto ou a quantidade de diplomas dependurados na parede? Você precisa ser fisicamente atraente? Precisa ter nascido um líder? O que dizer de uma pessoa que é tímida? O que dizer de uma pessoa que não é fisicamente atraente? O que dizer de pessoas que muitas vezes são classificadas como “comuns”? Há um lugar para pessoas como essas?

Eu acho que sim. Isso porque uma das coisas que se sobressaem nas Escrituras é o uso de Deus de pessoas, que amais imaginaríamos pudessem ser usadas por Ele.
E se minha vida pode usada como exemplo de alguma coisa, essa é uma delas.

Então, porque Deus faz isso?
Achamos a resposta em
 1 Coríntios 1:27-29:
Mas Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. Ele escolheu as coisas insignificantes do mundo, as desprezadas e as que nada são, para reduzir a nada as que são, para que ninguém se vanglorie diante dele.


Deus busca pessoas “inesperadas” para serem usadas para a Sua glória.
- Você está disposto a ser uma dessas pessoas?
Juã 3:16

Janeruwarete 'ga iporomutat nanimenime p~e nee. A'eram~u 'ga a'eram~u wa'yram~u je mua 'au ywy peikue. Majepei tee agawewi je 'ga ra'yram~u. A'etea 'gã je  mut 'awa yww pe je jukaukaa p~e nupe. A'eram~u je rerowiaara 'gã aman~um~u nimiam~u. A'ere 'gã oi oferapa Jarejuwarete 'ga rupaw ipe 'ga pyri aman~uu'jape'ema futat. Peufutat 'gã jemogyi nakwaparim~u ete r~ui-'jau Jejui 'ga Nikutemu 'ga upe.

1.      Os filhos são dedicados a Deus

 

Um Pastor, uma vez me disse: "visitei um lar em que o marido e esposa estavam se regozijando com o nascimento de seu primeiro filho. Eles pediram para eu ir vê-los e disseram então o motivo de seu pedido:” Pastor “, eles disseram,” nós amamos nosso bebê mais do que pensamos ser possível. Queremos prover tudo o que for necessário para que ele tenha uma vida feliz e saudável. Mas nós sabemos que sua vida não pode nunca ser completa sem Deus. Assim, nós pedimos ao senhor para vir e orar conosco, para que possamos dedicar nosso pequeno filho a Deus, desde o dia de seu nascimento “.Que imensa alegria orar com eles! Nós oferecemos a Deus a criança que Ele havia dado ao casal. E eles se ofereceram a si próprios a Deus como servos voluntários para criar a criança. Acho que os anjos sorriram nos céus como testemunhas de tão sagrada atitude: a mãe e o pai reconhecendo o lugar de representantes de Deus para criar de seu precioso filhinho” na doutrina e admoestação do Senhor “(Ef 6: 4)".
Esta é uma das marcas de um lar cristão. É um lugar onde as crianças são recebidas de Deus, dedicadas a Deus e criadas para Deus.
O exemplo bíblico clássico de dedicação de uma criança a Deus é encontrado no primeiro capítulo do livro de I Samuel. Ali nós somos apresentados a um homem chamado Elcana e sua mulher Ana. Eles eram hebreus que viveram há muito tempo atrás, pelo menos 1000 anos antes de Cristo nascer. O exemplo deles ainda é aplicável aos dias de hoje.
Abençoada é a Criança Que é Desejada
Ana queria ter um bebê. Ela demorou a ter um filho. O tempo passava e passava e ela não concebia. Sua cultura naqueles dias dizia que era uma maldição de Deus se uma mulher não tivesse um filho e era uma recompensa de Deus se ela tivesse um filho homem. Como Ana sofreu com sua condição de estéril! Somente Deus poderia dar a ela o bebê que desejava.
Nossa cultura é muito diferente hoje. Os filhos são considerados uma interferência em muitas sociedades. Contracepção para impedir uma gravidez, e aborto para acabá-la, são comuns em muitas nações do mundo hoje. Algumas vezes uma criança é nascida e deixada por sua mãe para ser apanhada e criada por outra. Que tragédia!
Uma criança desejada é uma criança feliz. Possa Deus abençoar esse instinto materno/paterno que se deleita no privilégio de cuidar de uma criança.
Abençoada é a criança cuja mãe ora
Ana foi ao tabernáculo com seu marido para adorar a Deus. Lá, no local que Ele falou que se encontraria com Seu povo, ela derramou seu coração a Ele em oração. Ela chorou diante do Senhor quando apresentava seu pedido diante Dele.
Os outros não entendiam. Até mesmo Eli, o Sumo Sacerdote, pensou que ela estivesse bêbada quando orava movendo seus lábios sem dizer uma só palavra audível. Ele a censurou, considerando-a uma pecadora até que entendeu a angústia de seu coração e a petição de sua oração.
Ana não foi à única mulher que implorou a Deus por um bebê. Nem tão pouco será a última. Hoje em dia há corações de mulheres chorando diante de Deus, pedindo-Lhe o privilégio da maternidade. É por isto que as agências de adoção de crianças recebem mais pedidos do que podem resolver. E também a razão pela qual muitos ministros do evangelho estão envolvidos com aqueles que desejam ser pais.
Mas uma criança é feliz se nasce em um lar que a mãe ora por ela. Com um pai comprometido em criá-la nas coisas de Deus e a mãe que passa tempo diariamente pedindo sabedoria para criá-la para Deus, essa criança terá um feliz e abençoado prospecto de vida.
Abençoada é a criança que é dedicada a Deus
Ana dedicou seu filho a Deus antes mesmo dele nascer. Ela ofereceu um voto ao Senhor: "Senhor dos Exércitos, se benignamente atenderes para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias de sua vida" (I Sm 1: 11). E ela não tinha concebido até o tempo daquele voto.
Entenda que Ana não estava tentando fazer um negócio com Deus, nem estava tentando suborná-Lo, ao fazer o que ela queria. Seu solene voto era de obedecer a Deus ao criar a criança, se ele fosse gracioso para com ela, fazendo-a frutífera para ter um filho.
Ana não esqueceu seu voto depois que a sua longa busca encerrou. No devido tempo ela concebeu e quando o pequeno bebê nasceu nove meses depois, ela o chamou de "Samuel". Na linguagem antiga a palavra Samuel significava pedido a Deus. Ela explicou que havia lhe dado aquele nome "porque eu o tenho pedido" (I Sm 1:20). Toda vez que ela chamava seu nome lembrava-se de seu pedido e do seu voto a Deus a respeito da criança.
O voto de dedicação de Ana foi por toda a vida de seu filho. Quando ele foi desmamado e podia viver sem sua mãe, ela e seu marido o levaram ao sumo sacerdote de Deus em Siló, com esta explicação: "por este menino orava eu e o Senhor me concedeu a minha petição que eu lhe tinha pedido. Pelo que ao Senhor eu o entreguei por todos os dias que viver, pois ao Senhor foi pedido" (I Sm 27: 28). Ela lembrou-se e cumpriu o seu voto.
Ana dedicou seu filho a Deus para servi-Lo. Ele viveu no tabernáculo e trabalhou como assistentes dos sacerdotes lá. Mas Deus tinha planos maiores para o rapaz. Nos anos da adolescência de Samuel o Senhor falou com ele e o chamou para o ofício de profeta. Foi aquele homem que falou por Deus, julgou o povo em nome de Deus, ensinou as leis de Deus e ungiu a dois reis da nação de Israel até a geração seguinte. Que impacto em sua nação teve este tão esperado rapaz que fora tão intensamente orado e dedicado a Deus por sua mãe!
Olhe para a história através da Bíblia e verifique quantos homens grandemente usados por Deus foram dedicados a Ele por seus pais antes mesmo do nascimento. A família de Manoá dedicou seu filho a Deus e ele se tornou um grande juiz e líder, que nós conhecemos como Sansão (Juízes 13). Zacarias e Isabel dedicaram seu filho ainda não nascido a Deus e ele tornou-se muito conhecido como João Batista, que anunciou Jesus ao mundo (Lucas 1). Isto mostra alguma coisa acerca do compromisso dos pais que dedicam seus filhos a Deus, compromisso que segue por toda a vida da criança, influenciando-a para o bem e para as coisas de Deus.
E o que dizer a respeito do seu lar? Os seus pais dedicaram você a Deus quando do seu nascimento? Fizeram-se, viva por aquele compromisso. Caso contrário, ainda não é tarde. Você pode oferecer-se a Deus em uma humilde entrega à Sua vontade. Confie em Jesus como seu Salvador pessoal. Renda-Lhe o controle de sua vida como seu Senhor. Ele lhe receberá, purificará e usará você como uma benção para muitos.

E resolvido este assunto sobre o seu compromisso pessoal, dedique a Deus cada um dos filhos que Ele lhe deu. Os pais cristãos podem criar filhos que conhecem e amam a Deus e O servem alegremente. Não há herança maior que você possa dar a seus filhos do que o seu amor. 
O texto do capitulo 40 do livro de Isaias é um dos mais belos da bíblia, está cheio de verdades que os crentes de hoje precisam descobrir. Dentro destas verdades existe uma afirmação que para mim tornou-se fundamental para entender e para enfrentar os dias de hoje: vv 31:“Mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam.” (NVI). Os que esperam no Senhor não esperam no mundo terrestre onde tudo é cansaço e angustia, aqueles que tem suas esperanças e seus projetos segundo a vontade de Deus podem se desprender da agonia que vivem os encarcerados homens deste mundo. Ao esperarmos no Senhor, adquirimos a visão plena, como a das águias, que sobem a alturas extraordinárias e lá de cima podem ver amplamente a tudo, escolhendo onde vão melhor atuar; desta forma nós podemos enxergar melhor a todas as situações e assim adquirimos o conhecimento e a capacidade para solucionar problemas com sabedoria e competência.
Adquirimos também uma força e uma perseverança que nos permite lutar(correr) pelos nosso objetivos sem ficarmos exaustos, pois esperando no Senhor depositamos nEle nossos fardos pesados e desajeitados (1ª Pe. 5:7) e passamos a uma condição plena de descanso, não um descanso maléfico (preguiçoso) mas um descanso de confiança, perseverança e de FÉ.
Assim sendo, confiar na providência de Deus é viver bem, é viver com a real qualidade de vida, pois independente daquilo que conseguimos com nossos esforços, o que nos dá realmente segurança, paz, tranqüilidade e bem-estar é a vida segundo a vontade de Deus, é viver segundo o Seus propósitos.
Esperemos pois em Deus e vivamos melhor.
Identidade e fé
Lançado relatório "Indígenas do Brasil 2010", importante estudo sobre presença evangélica nas tribos do país.
Um alentado estudo sobre a situação dos índios brasileiros acaba de ser apresentado à sociedade nacional. Iniciativa do Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB), em parceria c com suas mais de 40 entidades e agências filiadas, o relatório Indígenas do Brasil 2010 é o mais completo levantamento do gênero. O trabalho demandou um ano e meio de pesquisas de campo, coleta de dados, entrevistas e consultas a arquivos de órgãos oficiais e acadêmicos. O que emerge do relatório são algumas conclusões que contrariam parte do senso comum acerca do envolvimento da Igreja Evangélica com os povos indígenas. A principal delas é de que organizações religiosas de linha protestante prestam inestimável serviço àquelas comunidades, suprindo, muitas vezes, lacunas deixadas pelo poder público. A outra, não menos importante, é de que o Evangelho, se apresentado ao indígena da maneira correta, não representa qualquer atentado à sua cultura. Ou seja, o índio cristão continua sendo índio.
Segundo o estudo, existem no país cerca de 600 mil indígenas, número bastante superior ao registrado nos anos oitenta, que não chegava à metade disso. Há presença missionária evangélica em 182 dos 228 povos oficialmente catalogados. Mais de trinta agências missionárias e quase cem denominações protestantes históricas e pentecostais têm algum tipo de trabalho religioso e social entre esses grupos. “O relatório avalia e apresenta iniciativas, implicações e desafios do movimento evangélico indígena no Brasil de hoje”, diz o antropólogo e pastor presbiteriano Ronaldo Lidório, coordenador do estudo. Um dos mais respeitados indigenistas cristãos do país, Lidório tem larga experiência como missionário no Brasil e no exterior. Ele passou, por exemplo, uma década entre o povo konkomba, de Gana, na África, e hoje atua com o Instituto Antropos na Amazônia brasileira.
 Valorização cultural – Lidório faz questão de desmitificara crítica acadêmicaà atuação evangélica em aldeias e comunidades indígenas. “O índio crente, via de regra, tende a valorizar mais sua língua e aspectos centrais da sua cultura, o que é bem perceptível na vida de muitos líderes indígenas evangélicos no Brasil”, destaca. De acordo com o relatório, há nada menos que 257 programas e projetos de grupos evangélicos voltados à comunidade indígena. A ênfase é nas áreas de educação (análise linguística, registro, publicações locais e tradução), saúde, assistência básica, valorização cultural, promoção da cidadania, saneamento e inclusão social.
Segundo o missionário, iniciativas de entidades evangélicas têm ajudado também a gerar consciência sobre problemas que sequer estavam na pauta nacional, como a questão do infanticídio. Há cinco anos, missionários foram muito criticados por levarem duas crianças da etnia suruwahá gravemente doentes para receber tratamento médico especializado. É que, de acordo com a cultura de diversas tribos, crianças com deficiências físicas devem ser sacrificadas. “O importante é que o diálogo foi aberto sobre o assunto e vários indígenas sentiram-se encorajados a tomar posição a favor da vida”, comenta Ronaldo Lidório. Além disso, acrescenta, a fé é importante fator de superação de antigas mazelas que afetam os índios, como o alcoolismo e a prostituição.

O estudo, disponível no site da AMTB (www.indigena.org.br), mostra que as nações terena, tikuna, caiuá e wai-wai são algumas das que apresentam maior quantidade de índios evangélicos. Tal crescimento, claro, demanda a formação de liderança autóctone, uma das iniciativas do Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (Conplei). “A liderança da Igreja indígena tem crescido e ocupado espaços na evangelização, plantio de igrejas e iniciativas sociais, o que é muito positivo”, frisa Lidório. Ele defende que esse treinamento não seja somente bíblico, mas integral. “O indígena evangélico lida diariamente com questões conflitantes que envolvem questões legais e territoriais, diálogo com a cultura não indígena e assim por diante”, conclui que a  ação evangélica entre povos indígenas tem aspectos religiosos, sociais e culturais.
A Cruz

Mateus 16.24-28
(Cristo) morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou (2Co 5.15).
“Tenho de agüentar meu reumatismo: é a minha cruz”, reclamou alguém. Mas seria a dor realmente uma cruz? Existem vários tipos de sofrimento: aflições físicas, apertos financeiros, pressão de negócios, críticas e conversas, estresse, crises emocionais na família, a morte de alguém, e muito mais. Ninguém é isento de tais aflições. A dor atinge todo mundo, pois faz parte da condenação proveniente do pecado original. Portanto, a aflição em si não é a cruz; antes é uma ocasião para o cristão tomar a cruz. Tomar a cruz é renunciar ao controle sobre sua vontade e vida. É viver agradecendo a Deus pelo que experimentamos, se necessário escolhendo o mais difícil, aceitando tudo na confiança de que Deus sempre escolhe o caminho melhor.
Uma cristã idosa de classe alta dedicava-se a visitar famílias em ambientes miseráveis. Uma manhã, ao levantar-se com dificuldade, sentindo-se um pouco indisposta, disse: “Olha, meu velho corpo, você reclamaria ainda mais se soubesse para onde o levarei hoje!” Não se sentia bem, mas tomar a cruz para ela era negar a sua indisposição e fazer o que Deus indicava. Nossa inclinação natural é promover a nossa própria agenda, vivendo para nós mesmos. O versículo em destaque transmite a mesma mensagem que Jesus. Pela sua morte na cruz ele nos livrou do egoísmo da nossa natureza humana. Levou-nos a morrer com ele para seguirmos a agenda de Deus. A nossa posição é de “crucificado com Cristo” (Gl 2.20). Sobre esta base você pode dizer: “Considero-me morto para o pecado (de viver para mim) mas vivo para Deus em Jesus Cristo” (Rm 6.11). Toda a vez que renunciamos ao “eu” entra em ação a nova vida em Cristo por meio do seu Espírito e recebemos a paz e a alegria de sentir que realmente temos vida nova em Cristo. Tornamo-nos “mais que vencedores” por aquele que nos amou (Rm 8.37).
Levar a cruz é sofrer voluntariamente para gerar grandes bênçãos.


"Em tudo dai graças, porque esta é à vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco." (I Tss.5.18).
O ser humano tem a tendência de focalizar apenas as coisas negativas. Por exemplo, se alguém fala do governo, normalmente só se lembra de mencionar o que não foi realizado e o que deu errado na administração. Se falarmos do tempo, é para reclamar do calor, do frio, da chuva, ou da falta dela. Estamos sempre enfatizando aquilo que falta em nossas vidas. Assim, tornamo-nos pessoas que só reclamam, murmuram e lamentam. Aliás, a murmuração foi um dos pecados cometidos pelo povo de Israel no deserto que mais ofenderam a Deus. O Senhor enviava o maná todos os dias, mas o povo não agradecia. Pelo contrário, reclamava de tudo, até das bênçãos que Deus dava.
A palavra de Deus nos incentiva a termos em nossos lábios o louvor e a gratidão ao Senhor. Você pode fazer isso? Mas, pelo quê poderíamos agradecer? Talvez, num primeiro instante, pode parecer que não existem motivos. Porém, se pensarmos um pouco, logo nos lembraremos de inúmeras razões de agradecimento. Experimente fazer uma lista de tudo o que há de bom em sua vida: seus bens, seu emprego, seu salário, sua saúde, o alimento, os entes queridos, etc. De repente, você vai ver que, enquanto pensava naquilo que falta, estava se esquecendo de agradecer a Deus por aquilo que ele já lhe concedeu. Se, ao fazer essa análise, você constatar que não tem nada para agradecer, lembre-se que você tem o dom da vida, que é um milagre de Deus. As pessoas podem fazer muito por você, mas sua vida só Deus pode manter ou tirar. Sua vida representa a oportunidade máxima para toda e qualquer realização ou aquisição que você possa conseguir. Agradeça a Deus por isso.

Talvez você pense que recebeu tão pouco e, por isso, é insatisfeito. Certa vez, Jesus contou uma parábola a respeito de um senhor que deu cinco talentos a um servo, dois talentos para outro, e um talento para o terceiro. Os dois primeiros servos trabalharam com aquele dinheiro e o multiplicaram, enquanto que aquele que recebeu um talento ficou magoado e ressentido contra o seu senhor. Aquele homem foi ingrato, não trabalhou com o dinheiro recebido e, por fim, perdeu o talento e ainda foi castigado. Qual será a nossa situação? Achamos que recebemos poucos? Sejamos gratos ao Senhor. Vamos trabalhar para que aquilo que o Senhor nos deu seja multiplicado. Esta palavra não é um incentivo ao comodismo, mas uma admoestação para que a ingratidão não tenha lugar em nossa vida.Não nos esqueçamos de agradecer. Um dia, Jesus curou dez leprosos. Apenas um voltou para agradecer. Aí então, recebeu uma benção maior. Jesus lhe disse: "Vai em paz. A tua fé te salvou." Na hora de pedir, forma-se uma grande multidão. Na hora do agradecimento, poucos aparecem. Que estejamos no meio deste pequeno grupo que não perde a oportunidade de olhar para o céu e dizer: Senhor, muito obrigado. 

A PARÁBOLA DO SEMEADOR

(Evangelho de Marcos cap.4 vers. 2-20)
 
Voltou Jesus a ensinar à beira mar. E reuniu-se numerosa multidão a ele,
de modo que entrou num barco onde se assentou, afastando-se da praia.
E todo o povo estava à beira-mar, na praia.
2- Assim lhes ensinava muitas coisas por parábolas, no decorrer do seu
    doutrinamento.
3- Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear.
4- E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a.
    comeram.
5- Outra caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu , visto
    não ser profunda a terra .
6- Saindo, porém, o sol a queimou, e, porque não tinha raiz, secou-se.
7- Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto.
8- Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto que vingou e cresceu , produzindo a trinta a sessenta e a cem por um.
9- E acrescentou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.  
 
    A explicação da parábola
 
10- Quando Jesus ficou só, os que estavam junto dele com os doze o
      interrogaram a respeito das parábolas.
11- Ele lhes respondeu: A vós outros são dados conhecer o mistério do
      reino de Deus; mas, aos de fora, tudo se ensina por meio de parábolas ;
12-para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam;
     para que não venham a converter-se , e haja perdão para eles.
13-Então lhe perguntou: Não entendeis esta parábola e como compreendereis
     todas as parábolas ?
14-O semeador semeia a palavra.
15-São estes os da beira do caminho, onde a palavra é semeada; e, enquanto a
     ouvem logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles.
16-Semelhantemente são estes os semeados em solo rochoso, os quais, ouvindo
     a palavra, logo a recebem com alegria .
17-Mas eles não têm raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em
     lhes chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se
     escandalizam .
18- Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra,
19- mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições,
      concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera.
20- Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem, frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um.
Nesta parábola Jesus já deu a explicação.
 
Como reforço vou dizer algumas palavras: O que o pregador evangélico semeou, diz Cristo, é a palavra de Deus. Os espinhos, as pedras, o caminho e a terra boa , em que a semente caiu, são os diversos corações dos homens.
Os espinhos – são os corações embaraçados, com cuidados, com riquezas, com delícias; e nestes afoga-se a palavra de Deus.
As pedras são os corações duros e obstinados; e n’esta se seca a palavra de
Deus, e se nasce, não cria raízes.
Os caminhos- são os corações inquietos e perturbados com a passagem e tropel das coisas do mundo, umas que vão, outras que veem outras que atravessam, e todas passam; e n’estes é pisada a palavra de Deus, porque ou a desatendem, ou a desprezam.
Finalmente, a terra boa são os corações bons, ou os homens de bom coração, nestes prende e frutifica a palavra divina, com tanta fecundidade e abundância, que se colhe cento por um.



1 - HISTÓRIA E COSTUMES DO HALLOWEEN

O Halloween é uma celebração anual muito comum em vários países. Mas que celebração é essa? E onde esse evento tão peculiar teve origem? Será um tipo de culto às coisa do mal? Ou será somente a continuidade de um rito pagão antigo? Apesar de ser um acontecimento tradicional em paises como os Estados Unidos, o Reino Unido, dentre outros, o Halloween no Brasil começou a ser comemorado somente a poucos anos e, mesmo hoje ainda está restrito às capitais e grandes cidades.
A palavra Halloween tem sua origem na igreja católica e vem da contração feita de maneira errada da expressão "All Hallows Eve" que significa Dia de Todos os Santos, e corresponde ao dia Primeiro de Novembro, que no catolicismo é o dia de reverencia aos Santos mortos.  Mas no 5o.Século Antes de Cristo, na Irlanda Celtica, o verão terminava oficialmente no dia 31 de outubro. Esse dia marcava o início do ano celtico e era comemorado com um feriado denominado Samhaim. A história diz que, naquele dia, os espiritos desencarnados de todos aqueles que morreram no decorrer do ano, voltavam na busca de corpos de pessoas vivas nas quais eles habitariam durante o ano que se iniciava. Acreditava-se que essa era a única esperança de vida após a morte (Panati). Os celtas acreditavam que todas as leis de tempo e espaço ficavam suspensas durante este tempo permitindo aos espíritos um interrelacionamento com os vivos. (Gahagan).
Naturalmente, os que estavam vivos nào queriam ser possuidos pelos espíritos dos mortos. Então, na noite de 31 de outubro, os habitantes dos vilarejos apagavam os fogos em suas casas, para torná-las frias e indesejáveis. Eles então se vestiam com roupas fantasmagóricas e realizavam desfiles barulhentos pela vizinhança, sendo tão destrutivos quanto possível, de maneira a assustar e amedrontar os espíritos que estavam a procura de corpos para possuí-los (Panati).
Durante a era  Romana, estes adotaram as práticas célticas como se fossem suas. Porém, na medida em que a crença na possessão foi perdendo terreno, a prática de se vestir como espantalhos, fantasmas e bruchas foi transformada de uma crença religiosa para um cerimonial apenas.
O costume do Halloween foi trazido para os Estados Unidos na década de 1840 pelos imigrantes irlandeses que saiam de seu país pela escassez de seu principal alimento, a batata. Nessa época, a tavessura (brincadeira) favorita na Nova Inglaterra (nos Estados Unidos), era escrever sobre as paredes das casas e retirar as trancas dos portões (Panati).
O costume do trick-or-treating (travessura-ou-gostosuras : dê-nos coisas gostosas ou faremos travessuras) parece não ter origem nos célticos mas sim em costume europeu do século 9 chamado "Souling". No dia 2 de Novembro, Dia de Todas as Almas ou Dia dos Mortos, os cristãos andavam de Vila em Vila para ganharem as chamadas "Soul Cakes", ou tortas feitas com pedaços quadrados de pão e groselha. Quanto mais tortas recebiam, mais orações eles prometiam em memória dos parentes mortos daqueles que doavam as tortas. Naquela época, acreditava-se que os mortos permaneciam num limbo por um período de tempo após a morte e, através de orações, mesmo de estranhos, aconteceria a passagem do limbo para o céu.
A Abóbora-lanterna, (em inglês Jack-o-lantern) tem origem no folclore irlandes. Segundo a estória, um homem chamado Jack, que era um notório beberrão e trapaceiro, fez um trato com o Diabo que estava em cima de uma árvore. Jack então esculpiu a imagem de uma cruz no tronco da árvore, como uma armadilha para prender o Diabo onde estava, ou seja, em cima da árvore. Jack fez então um acordo com o Diabo: se ele nunca o tentasse ou atormentasse, Jack apagaria a cruz e o deixaria descer da árvore.
De acordo com o conto, depois que Jack morreu, sua entrada no céu foi negada por causa do seu trato com o Diabo, mas também lhe foi negada a sua entrada no inferno porque ele enganou o Diabo. Então o Diabo deu-lhe uma vela para iluminar o seu caminho através da fria escuridão. Então Jack colocou a vela dentro de um grande nabo, para mantê-la acesa por mais tempo. O nabo foi esculpido para ficar ôco e com buracos para dar passagem a claridade emitida pela luz da vela.
Originalmente os irlandeses usaram nabos para fazerem suas Lanternas de Jack. Porém, quando os imigrantes chegaram aos Estados Unidos, eles encontraram as abóboras, muito mais adequadas do que  os nabos e, até hoje, é o símbolo mais marcante do evento.
Então, apesar de alguns cultos e trabalhos satânicos terem adotado o Halloween como seu feriado favorito, o dia não teve origem em nenhuma prática demoníaca como algumas pessoas suspeitam. Ele cresceu a partir dos rituais de celebração do ano novo pelos celtas e de rituais europeus na idade média. Hoje o Halloween é apenas o que cada um faz dele, bem ou mal.
Referencias:
Charles Panati, Extraordinary Origins of Everyday Things, 1987;
Joseph Gahagan, University of Wisconsin-Milwaukee, Personal letter, 1997


2 - “O MAL NÃO VEM DAS BRUXAS”

   O Dia das Bruxas, Hallowe'en, ainda é visto com preconceito devido ao culto de divindades pagãs como a imagem de Pã.
    O distaciamento e relativismo cultural proporcionado pela antropologia através de autores como James Frazer, nos permitiu ver que a bruxaria (ou witchcraft) era, não uma religião maligna, mas apenas um culto pagão ao qual interessava ao cristianismo emergente expurgar. Daí as perseguições aos renitentes seguidores deste culto e as associações da parafernália religiosa deles com o mal.
    A própria figura estereotipada da bruxa passou a ser, na sociedade cristã, a de uma velha nariguda e disforme, de chapéu pontudo e vestida de negro, frequentemente montada numa vassoura para ir ao Sabá reuniões noturnas ter relações sexuais com o Diabo.
    Os modernos cultos wicca termo em inglês aracaíco do qual surgiu o nome witch, bruxo, procuram mostrar que os bruxos não são maus nem necessariamente feios, alguns são jovens belíssimos e saudáveis. Além disso, a vinculação da bruxa com a noite serve-se também do fato de que os antigos wicca eram pagãos adoradores da lua, e não do sol.
    Os wicca contemporâneos exercitam um culto pagão mais eclético, no qual divindades ligadas aos quatro elementos da natureza são igualmente cultuadas.
    Os novos bruxos são, talvez, os precursores da ecologia. Seus sacerdotes e sacerdotisas encabeçam grupos em geral compostos por 12 membros e entoam cânticos poéticos e mântricos. Ao contrário do que se crê, não usam os ritos sexuais como culto, embora o simbolismo sexual seja claro, já que o wicca cultua as forças da natureza expressas num par de opostos. Há diversos grupos wicca, um dos mais populares é o Feraferia, criado por Frederick Adam. Os rituais do grupo são sazonais abordando a mudança da Jovem Deusa (KoKê) e de seu filho amante.
    Aproximações A história da magia ganhou status acadêmico com a publicação de O Ramo de Ouro, em 12 volumes, do antropólogo inglês Sir James Frazer. Num dos volumes desta obra, Frazer faz um estudo dos santos cristãos, mostrando que a Igreja Católica, para converter os pagãos, tranformou as festas dos deuses pagãos em festas de santos Cristãos. Por esse motivo, a reforma portestante eliminou os santos, já que os associa corretamente com o paganismo. Na verdade, Frazer (e outros como William Robertson Smith com seu livro Pagan Christis) consideravam o cristianismo exatamente como mais uma religião pagã de sacrifício, na qual se come num ritual antropofágico denominado comunhão a carne do deus morto ou do cordeiro imolado.
    Origem do Nome A palavra Hallowe'en (Dia das Bruxas) vem de All Hallow's E'en que significa Véspera de Todas as Almas, uma celebração dos mortos da Grécia antiga. Essa celebração tinha o objetivo de trazer os espíritos dos heróis à terra. Neste dia, os gregos iluminavam as suas casa e ficavam até o amanhecer esperando seus heróis. No mundo céltico, o Hallowe'en definia a extinção do ano através de um festival do fogo.
    Atualmente, este dia é comemorado pelas crianças que se fantasiam e batem de porta em porta pedindo doces ou pregando peças.
    História da Perseguição A visão das bruxas tem sido deturpada através dos séculos, principalmente por instituições religiosas que se sentiram ameaçadas diante de seu poder. A Igreja Católica promoveu a perseguição das bruxas através da chamada Santa Inquisição.
    O livro Manual dos Inquisidores, escrito por Nicolau Eymerich em 1376, mostra como eliminá-las.
    O livro é bastante detalhado, ensinando os padres a agirem desde a denúncia até a tortura (para isso, suspeita e indícios são suficientes). O Manual dos Inquisidores mostra como reconhecer as bruxas, através das seguintes características: sinais no corpo, quem pratica a circuncisão, os islâmicos, quem se entrega aos prazeres da carne. Além disso, todos os adivinhos são, manifesta ou secretamente, adoradores do diabo. Os astrólogos também, e os alquimistas idem.
    E o manual acrescenta um detalhe, o inquisidor será mais flexível com o alquimista rico do que com o alquimista pobre.
    Antes de queimar as bruxas, a Igreja Católica forçava a confissão através de torturar terríveis com instrumentos feitos exclusivamente para esse fim.
    Margaret Murray, em seu livro The God of The Witches (O Deus das Bruxas) explica que as bruxas perseguidas eram, muitas vezes, mulheres consagradas a cultos antigos do sol e da lua e que reverenciavam velhos deuses pagãos, principalmente Pã, deus orgiástico representado como parte homem e parte bode. Segundo Murray, devido ao forte componente sexual do culto a este deus, a Igreja Católica transformou-o no diabo (daí a comum representação do diabo com o bode).
autores: Carlos Eduardo de Carvalho e Maria S.

O QUE É A RELIGIÃO DA BRUXARIA?
  
   A Bruxaria é uma religião de origem Xamãnica e forte tradição mágica, mas é bom lembrar que Xamanismo e Magia são técnicas espirituais, isto é, para ser Bruxa não é preciso fazer magia, ou ter poderes paranormais. Muito menos ser vidente ou médium.
     O que diferencia a Bruxa do Magoou Xamã é a sua devoção pelos Deuses.
  Xamanismo e Magia são técnicas utilizadas pelas Bruxas, mas não têm nada a ver com a parte devocional da Wicca. É possível ser bruxa fazendo-se somente os rituais de devoção, sem nunca praticar um único feitiço na vida, mas o contrário não é ver-dadeiro, pois, se não houver da sua parte um amor sincero pela energia dos Deuses e harmonia com a Natureza, você pode fazer feitiços dia e noite, mas  nunca será uma Bruxa!
     Tradicionalmente, as Bruxas podem (e devem) fazer feitiços recorrendo às energias da Natureza para resolver os problemas práticos da sua vida, bem como para ajudar ao próximo, mas nunca devemos nos esquecer de que o mais importante é a comunhão com as energias da Natureza, e o respeito por todos os seres vivos, e, em especial, pelos nossos semelhantes.


  Texto retirado de:AS BRUXAS DO BRASIL - CURSO WICCA PARA BRASILEIROS - MICAELA ELGEL
 

3 - POR QUÊ NÓS, BRUXAS, SOMOS PERSEGUIDAS ATÉ HOJE ? 

Analisando historicamente, há uma explicação bastante clara para o estigma que paira sobre a Bruxaria até hoje. Durante a Inquisição, qualquer pessoa podia ser acusada de "Bruxaria". Bastava alguém acusar. Não era preciso provar as acusações. Uma vez denunciadas, as
pessoas não tinham escapatória. A morte era certa.
Caso elas insistissem em negar que eram bruxas, eram queimadas vivas. Caso confessassem que eram bruxas, tinham o benefício de morrer por enforcamento.

Das centenas de milhares de pessoas mortas por enforcamento ou queimadas vivas (em nome de sabe-se lá que "deus"), pouquíssimas eram realmente Bruxas. Pois quem, em sã consciência, não confessaria qualquer coisa para evitar a terrível e dolorosa morte na fogueira ?

Mas... no caso de dúvidas, havia um teste. Jogavam a pessoa acusada em um poço ou lago. Caso ela morresse afogada, não era uma "bruxa" (que pena...) e recebia o "perdão divino". Se ela não se afogasse era, sem dúvida, uma bruxa ! Era retirada da água e queimada viva.

Os bens das pessoas acusadas eram confiscados e divididos entre o Inquisidor e o denunciante. Assim, era um negócio bastante lucrativo para ambas as partes tanto acusar alguém de "bruxaria" quanto aceitar a acusação - qualquer que fosse o motivo! E esses, geralmente eram os mais banais:

A linda donzela resistiu às cantadas do cavalheiro ? Simples. Vingue-se e acuse-a de bruxaria. 

Existe uma disputa de fronteiras de terra com o proprietário da fazenda vizinha ? Acuse-o de bruxaria  e resolva o problema.

A parteira do vilarejo está tirando os clientes do doutor, porque recebe apenas uma galinha como pagamento pelo parto, em vez de uma moeda de ouro ? Acuse-a de bruxaria.

A situação foi tomando tal volume que, depois de algum tempo, os motivos foram ficando cada vez mais fúteis. Morar sozinho (por não ter parentes ou por opção própria), ter um gato (preto ou não...) ou qualquer outro animal doméstico (ou não...), ter uma verruga no corpo, conhecer as ervas e fazer chás com elas, ter olhos e cabelos escuros, ter olhos verdes e cabelos ruivos, ser bonito demais, ser feio demais... tudo - absolutamente tudo - era motivo para ser olhado com
desconfiança - e acusado de bruxaria.

Através de uma mistura de fantasia e psicose (quase uma histeria coletiva) as "bruxas" acabaram se transformando nas personagens que a Inquisição inventou. "Bruxas são seres abomináveis, que adoram ao ‘diabo’, que transformam gente em sapo e sacrificam criancinhas".

Só que, como vimos, as pobres pessoas assassinadas pela Inquisição não eram ‘Bruxas’. Eram cidadãos comuns. Ou simplesmente pessoas de outras etnias, ou seguidores de outras religiões, como os Judeus, os Árabes, os Ciganos e os Cátaros. Eram todos colocados "no mesmo saco",
rotulados de pagãos e hereges.

Mas o estigma sobre as Bruxas, infelizmente, atravessou os séculos - e continua até hoje. Quando acontece algum crime horrível, bárbaro, inominável - como aquele das crianças que foram seqüestradas e mortas no Sul - a imprensa e a população não hesitam em acusar os criminosos
de "Bruxos".

Além disso, o termo "bruxo" também é usado, indiscriminadamente, por pessoas que nada têm a ver com Bruxaria.

Existem algumas religiões que realmente fazem uso de sacrifício de animais ? Existem, sim. Mas não são Bruxos.

Existe gente que pratica o "voodoo"  ? Existe, sim. Mas não são Bruxos.
Existem pessoas que praticam a magia negra ? Existem, sim. Mas não são Bruxos.

Cada uma dessas atividades têm um nome específico, mas - da mesma forma que durante a Inquisição - as pessoas acham mais fácil resumir tudo em uma só palavra: Bruxaria.

Mas a Bruxaria não tem nada a ver com "satanismo", nem com sacrifício de animais ou de gente (como  poderia, sendo uma religião que tem por base o respeito pela vida e pela natureza ?!),  e  nem com magia negra.

Resumindo: nós não adoramos ao "diabo", não fazemos sacrifícios, não comemos criancinhas, não tomamos sopa de asa de morcego e não praticamos magia negra.

Nós, Bruxas, não desejamos ser temidas: nós simplesmente queremos ser respeitadas e deixadas em paz.


4 - FABIANA GITSIO – O Estado de São Paulo 31/10/97

É tempo de bruxas e de assombrações. A cada ano o Halloween ganha mais adeptos entre nós. Na capital a festa, das mais cultuadas pelos norte-americanos, será comemorada em casas noturnas, shoppings, lojas e escolas, não apenas hoje - Dia das Bruxas - mas também amanhã e no domingo.
A festa de hoje à noite do Espaço Cultural Alemdalenda quer resgatar as tradições do ano-novo celta, data que acabou sendo popularizada com o nome de Halloween. "Vamos fazer uma comemoração o menos folclorizada possível", promete Heloísa Galves, estudiosa do assunto e proprietária da loja. À meia-noite, os desejos de todos os presentes, escritos num pedaço de papel, serão queimados em um caldeirão de ferro, entre outros rituais antigos.
Vários clubes noturnos estarão realizando suas comemorações hoje. O primeiro halloween da Rádio Transamérica, estará agitando o Galpão Fábrica. Apenas para maiores de 18 anos, a festança promete som, iluminação e tecnologia de última geração. O traje obrigatório é fantasia ou todo em preto. No Varanda Club, haverá música ao vivo embalada por magias, bruxarias, feitiços e premiação para a roupa mais original.
A The Jungle, de Jundiaí, vai virar uma enorme "casa dos horrores", com túnel do terror, bruxas assustadoras e até uma performance inspirada no temível Jason, que cortava suas vítimas com uma serra elétrica na série Sexta-Feira 13.Quem quiser ficar de cabelo em pé deverá comparecer fantasiado ou todo de preto.
Para amanhã, o Moinho Santo Antônio preparou abóboras ambulantes, teias de aranha gigantes, fantasmas com até dez metros de altura e vampiros para receber seus convidados.

Escolas e shoppings - Os colégios, que foram os divulgadores iniciais do Halloween no Brasil, continuam incentivando o Dia das Bruxas.Hoje os alunos do Colégio Play Pen, todos com idade entre 7 e 10 anos, passearão pelos corredores do Shopping Iguatemi usando fantasias de bruxos e de monstros. De quebra, pedirão balas e doces aos lojistas.
O Centro de Cultura Anglo-Americana (CCAA) fará comemorações no Ilha de Capri (todo decorado com catacumbas romanas) - hoje apenas para maiores de 16 anos e amanhã para crianças e adolescentes de até 15 anos. Amanhã é a vez do Reggae Night, que terá pagode e muitos outros ritmos.
Até hoje os shoppings Paulista e West Plaza estarão agradando os clientesmirins com castelos mal-assombrados gigantes, sessões de cineminha trash, maquiagem e leitura de cartas mágicas por uma bruxinha, entre outras atividades.


5 – O  HALLOWEEN

         No dia 31 de outubro é comemorado na Inglaterra e nos Estados Unidos o tradicional Halloween.  Nesse  dia  crianças e  jovens saem às ruas  fantasiados de monstros,  vampiros,  bruxas,  múmias  e  outros  personagens  assustadores batendo nas portas das casas e repetindo a frase : Travessura ou Gostosura? em Inglês, Tricks ou Treats. Mas será que a origem do Halloween está ligada a estes  países?   Não,  não  está,  sua  origem  vem  dos  celtas  irlandeses,  que comemoravam essa data desde o século cinco  antes  de  cristo no  Festival de Samhaim (O Príncipe das trevas e o senhor da morte). De acordo com a  lenda desse povo a data reunia as almas de todos os que haviam morrido durante  o ano para serem apresentadas ao deus Sol como agradecimento à colheita.

Halloween 
      Os Druidas , antigos sacerdotes de Gália e da Britânia, também colaboraram para o Halloween  se  tornar uma comemoração tradicional. O  ano  novo  dos  druidas começava em 1º de novembro. Na noite anterior, eles  acendiam  uma grande fogueira no topo  das  colinas  e  pintavam o  corpo  para  observar  as
chamas e contar suas experiências para celebrar  o  final  do  verão  e da  sua fertilidade. A  fogueira  também  era  acesa  porque  eles  achavam  que  suas chamas poderiam ajudar o Sol durante o inverno. 
     As mulheres mais velhas, chamadas de sábias, advinhavam o futuro e davam conselhos. Elas tinham como companheiro inseparável o  gato  preto  conhecido como o mascote das feiticeiras ou até mesmo uma bruxa disfarçada.
    Quando o cristianismo substituiu as religiões pagãs, as igrejas aproveitaram o dia 31 de outubro para homenagear todos os Santos. Já a noite anterior foi utilizada como dia oficial para se opor os fantasmas. A partir do final do século XVIII e XIX , a véspera do dia de todos os Santos se tranformou, me alguns países num dia diversão, celebrado com trajes de fantasia, lanterna e jogos.  Anteriormente era considerada uma  noite  de  medo,  na qual  homens  sensatos respeitavam os duendes e os demônios. Nos dias atuais, o Halloween  nada  mais é do que uma grande diversão. Os bailes promovidos por escolas e universidades
já ultrapassaram as fronteiras  e  são  comemorados  em  diversos  países,  dentre eles o Brasil que da oposição aos rituais da igreja, a  festa  conserva  somente  as máscaras feitas com abórboras, chamadas de Jack-o-Latern. 


Pacto com o Diabo

O Hábito de colocar velas dentro da abóbora  vem da Irlanda, quando o Halloween começou a ser comemorado.Segundo o folclore desse povo, por causa de um  homem chamado Jack  que tinha o hábito de fazer brincadeiras satanicasem cima de uma árvore. Numa dessas vezes Jack conseguiu prender o diabo dentro da árvore. Obviamente que o demônio não queria ficar preso. Muito esperto, Jack fez um pacto
com ele que dizia o seguinte: Se você me deixar em paz e nunca me incomodar, eu te solto. 
Como não estava em situação de recusar nada, o diabo aceitou a proposta, e assim estava criado o pacto entre os dois. O tempo passou e Jack morreu, mas não conseguiu entrar no paraíso e função de boa parte da sua vida passar fazendo brincadeiras maldosas.
Todavia no inferno o diabo temendo suas brincadeiras não o quis, então o diabo, que tinha virado seu amigo, deu uma vela para  iluminar seus caminhos. Jack então ficou com a vela, sendo única , teria que durar a eternidade e para que ela nunca apagasse, ele a colocou  dentro de um  nabo com pequenos furos.
Simbolo do Halloween
Deixando de lado a lenda do Jack um pouco, desde  1965 a UNICEF, Agência das Nações Unidas, tem  feito recolhimento de dinheiro para o fundo infantil  das Nações Unidas, nessa festa o símbolo do Hallowen
é o JACK-O-LANTERN (nome possivelmente derivado do vigia noturno) É uma abórbora com orifícios cavados e com a aparência demoníaca e com uma vela acesa no seu interior, veja a imagem ao lado.


Bibliografia dos textos extraídos de recortes do Centro Cultural de São Paulo :
- Jornal "A tribuna de Santos" - 25 out 1997 - reportagem de Thaís Lyra
-um trecho foi  retirado de um recorte que não constava a autoria, mas citava sua Bibliografia:
Os Druidas - Rutherford, Ward - Mercuryo - 1978
Merlin, o Mago - Markale, Jean - Paz e Terra - 1989
Wicca, A feiticaria Moderna - Dunwich, Gerina - Betrand Brasil – 1995


6 - A TRAJETÓRIA DO HALLOWEEN

Há 2.000 anos, os celtas, povo antigo que habitava as regiões da Irlanda, Reino Unido e França, comemoravam o ano novo no dia 01 de novembro. Este dia marcava o fim do verão e da fartura das colheitas e o início da escuridão, provocada pelos invernos rigorosos da época.
 A estação mais gelada do ano era responsável pelo maior número de mortes da população celta, por isso os mestres instituíram a crença de que o dia 31 de outubro era a abertura da passagem entre a vida e a morte. Na noite de 31 de outubro, os celtas celebravam o "Samhain", quando eles acreditavam que os fantasmas do mundo da morte voltavam a terra em busca de alimento. Além de causar dificuldade e prejudicar as colheitas, os celtas acreditavam que a presença dos espíritos auxiliavam as premonições dos druidas.
Alguns séculos mais tarde, a influência do Cristianismo espalhou-se pelas terras celtas e no início do século VII, o Papa Boniface IV designou o dia 01 de novembro como "O Dia de Todos os Santos", um dia dedicado para honrar os santos e os mártires. Assim, a noite de 31 de outubro seria "All Hallow's Eve" (véspera do dia de Todos os Santos), que foi posteriormente simplificado para Halloween e popularmente traduzido para "Dia das Bruxas".


7 - A noite é das bruxas na temporada Halloween
(O Estado de São Pualo  27/10/2000)

A data oficial é dia 31, mas a programação das casas noturnas já começou a atrair uma tribo animada e esquisita, o som de uma trilha que vai do rock gótico ao forró

No fim de semana, as bruxas estarão soltas por São Paulo. A festa que tem origens remotas em tradições celtas de 2 mil anos e se tornou uma espécie de carnaval americano, ganha cada vez mais adeptos no Brasil.
Pegando carona no humor e na animação da data, as casas noturnas prepararam celebrações para todos os gostos. Na quarta-feira, foi dada a largada para as festanças na cidade. A danceteria Diva, no Jardim Europa, foi uma das casas que resolveu antecipar a festa, que, no calendário oficial ocorre no dia 31. Velas vermelhas, músicas de filmes de terror e tochas de fogo deram o clima "noite das bruxas" ao local, atraindo centenas de pessoas.
"Adoro incorporar personagens nas baladas. O Halloween possibilita explorar o lado infantil", diz a professora Martha Sapiro, que exibia uma fantasia discreta de bruxa. Enquanto o estudante Élcio Felizardo improvisou uma múmia para sua primeira festa em São Paulo. "Estou ansioso por esta noite", disse o rapaz, que já participou de festas pelas ruas de Nova York, batendo em portas e pregando peças, com o trocadilho: "trick or treat?" (o equivalente a "gostosuras ou travessuras") O restaurante Flag também antecipou para ontem sua festa e preparou uma decoração inspirada no Castelo dos Horrores, da Universal Studios Monsters.
O público foi convidado a tomar o drinque "Poção do Amor", feito com vinho tinto e frutas tropicais.
A atriz Déborah Cardoso passou uma semana pensando em qual roupa usaria na festa. "Mas improvisei um figurino na última hora. Decidi-me por uma bruxa bem sexy", conta. Já a publicitária Marcela Herz, que acredita ser a preparação a parte mais divertida da festa, reuniu, em casa, amigas para provar os modelos.
Halloween à brasileira As festas continuam a ocorrer na cidade. As tribos do circuito alternativo já têm onde comemorar hoje. A boate GLS Blue Space promove sua Noite dos Insones. Uma produção da banda gótica Sleepless e do projeto Pandora. No local, haverá distribuição do CD Vodka and Tears da Sleepless além de estandes de moda, fanzines e CDs de outras bandas. O KVA abrasileirou a tradição e arma festim com forró. O trio Virgulino tocará Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro.
A danceteria Manga Rosa faz sua megafesta no sábado, em uma chácara de Aldeia da Serra, reunindo DJs da cena trance, techno, acid techno, hard trance e psychodelic trance para a noite. A organização ainda promoverá um concurso de fantasias. No mesmo dia, o América, daceteria da Sheilas do Tchan, fará uma rave indoor à fantasia com a participação de performers.
O Halloween-chique da cidade será preparado pela Veuve Clicquot, que armará festas em restaurantes e casas noturnas. Segunda-feira, a marca de champanhe fará seu auê no Live Club, com iluminação especial, bruxas, demônios, abóboras, teias de aranha, go go dancers, malabaristas e performances.
A esperada terceira edição do Halloween Veuve Clicquot, festa à fantasia, regada à champanhe, exclusiva para convidados, ocorrerá na terça, em local divulgado apenas no último minuto.
A casa noturna Absoluto arma um Halloween na terça, com toques bem brasileiros. A banda Inimigos animará a noite com axé e pagode. Trajes de terror são obrigatórios para o evento.
As drags-bruxas Alisson Gothz, Angel, Arethusa e Michael Love serão as hostess do Halloween da discoteca GLS, A Loca. Cultuada pelos modernos de plantão, a casa faz festa do dia 1º (quarta) ao dia 5 (domingo), com performances do extravagante Victor Piercing. O time de DJs é formado por Andréa Gram e Renato Cohen, entre outros.


Tatiana Vicentini e Alexandre Staut