domingo, 27 de maio de 2012
Hebreus 6.13-20
Temos esta esperança como âncora da alma, firme e segura (Hb 6.19a).
A mais conhecida crise econômica da história moderna ocorreu de 1929 a 1933, quando esforços e economias de vidas inteiras sumiram como bolhas de sabão. As pessoas entraram em pânico ao se ver repentinamente na miséria e alguns até se suicidaram. Quanto ou o que cada um precisaria perder para não ter mais nenhuma esperança? Pensar nisto me fez revisitar meus valores e repensar quais seriam meus tesouros mais queridos. Na verdade, nossos tesouros podem variar muito: bens materiais, saúde, pessoas amadas, beleza, juventude e o que mais? O maior tesouro de cada um é aquilo sem o qual não vale mais a pena viver.
O ser humano sempre vai para onde seu coração já foi antes e, conforme Mateus 6.21, “onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração”. Ora, se toda minha confiança estiver em determinado bem, quando ele se for levará junto minha mente (chamada na Bíblia de “coração”), e lá irei eu atrás dele, janela abaixo. Então, o que “segura a barra” quando tudo desaba?
Navios dependem da âncora, que ali está principalmente para a hora da tempestade, quando fixa a embarcação e impede que ela seja destruída. Aqueles que optaram pelo suicídio depois da crise de 1929 fizeram isso porque perderam a esperança que era a âncora de sua alma. No texto de hoje o escritor fala dessa âncora, uma habitação para o coração que, firmada além do horizonte visível das circunstâncias, faz toda a diferença. Que esperança é essa? Veja o contexto: as promessas de Deus.
Ser cristão não é “seguir uma religião” e tentar obedecer a um punhado de regras de “não pode”, tentando agradar a divindade para ver se consegue um lugarzinho melhor no céu, ou quem sabe uma “mãozinha” divina nos afazeres daqui. Seguir Jesus Cristo é exatamente aprender a viver neste mundo usufruindo as circunstâncias sem delas depender – porque o coração está mais além, firmado nas promessas de Jesus.
As promessas de Deus são uma âncora que nos segura nas tempestades da vida.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Cartas da prisão - Pastor Nadarkhani e Omar Gude Pérez
Dois homens que vivem em lados opostos do mundo estão confinados pelo
mesmo motivo. Eles nunca conheci, mas eles compartilham a fé em
Jesus Cristo. Esta fé tem finalmente levou os dois para a prisão. Os
dois homens, que são pastores, refletiu sobre suas experiências em cartas a
seus partidários. Aqui estão alguns trechos do que eles escreveram: "...
nestes dias que são difíceis para provar sua lealdade e sinceridade a Deus, eu
estou tentando fazer o melhor ao meu alcance para ficar bem com o que eu
aprendi com os mandamentos de Deus . "Pastor Nadarkhani , que passou quase três anos de prisão no
Irã "Eu quero compartilhar meu testemunho de ser um prisioneiro
com você ... as pessoas que ouvem esta pode ser edificada sabendo que Deus
cuida de seus filhos durante estes tempos, mesmo quando há tentativas de
assassinar nós ou qualquer outra coisa que está previsto contra nós. " Pastor Omar Gude Pérez , ex-prisioneiro, mas agora sob prisão domiciliar
por liderar uma rede de rápido crescimento cristã em Cuba Cada dia você
tem a oportunidade de escrever diretamente para um cristão passando por
provações de sua fé. É chamado Connect & Incentive , é grátis e você
pode usá-lo imediatamente! É muitas vezes a maneira mais direta, você pode
incentivá-los. E por favor,continuem orando por uma solução rápida para a
situação do asilo para a família Perez Gude em Cuba. O
Governo cubano quer se separar da família por recusar um visto de saída para
Omar, o marido e pai da família. Esposa de Omar, Kenia, e seus filhos duas
foram concedidos vistos de saída, mas, naturalmente, eles não querem deixar
para trás Omar. É provável que não vai ser deixado para trás em Cuba se
deixarem. O tempo está acabando, porque o asilo dado a oferecer toda a
família está perto de expirar. Obrigado por seu apoio A Equipe
CSW
quinta-feira, 24 de maio de 2012
A IRA
A linha que divide a “Ira” como indignação contra a injustiça, a maldade e a violência, da “Ira” como ferramenta de ataque e defesa como expressão de nossa indignação contra pessoas é muito tênue. É muito fácil justificar o mau uso da ira com os motivos de uma indignação justa. Nisso, muitos pecam!
Nem sempre nos sentimos mal ao agirmos de forma iracunda, principalmente se nos classificaram como pessoas coléricas. Para alguns, essa classificação é motivo de glória, mas na verdade o que chamam de temperamento não passa de um terrível defeito de caráter.Explosões emocionais, gritaria e violência nunca são sinônimos de “indignação”. É sim, um descontrole emocional provocado por uma série de maus hábitos, abuso de autoridade e complexos de inferioridade.
1- “Irai-vos, e não pequeis...”
Ninguém está livre de irar-se! A bíblia diz que Deus se ira! “A Ira de Deus vem contra toda injustiça dos Homens...”. O Senhor recomendou: “Não se ponha o sol sobre a vossa ira”. Dezenas de outros textos atestam para o fato de que irar-se nem sempre tem é algo pecaminoso. Jesus, quando expulsou os cambistas do templo, o fez com profunda indignação pela falta de temor a Deus.
Esse tipo de ira, necessária em determinadas situações, leva a pessoa a agir em favor da verdade, do amor e da justiça. Nunca em defesa própria!
2- “A ira do homem não produz a justiça de Deus”
A ira do homem, todavia, não é um instrumento de justiça. Ela deveria levar o homem a buscar a justiça de Deus. Quando isso não ocorre, o homem tenta fazer justiça própria, dando vazão à sua ira e assim acaba pecando!
Por exemplo: Se nossos filhos nos desobedecem, achamos que é justo “gritar” com eles. Também os irmãos mais velhos julgam ter o direito de “se irar” com os mais novos porque esses não fazem o que eles querem. Há uma seqüência natural dos fatos que se desencadeiam na ira. Primeiro há uma expressão facial de desagrado, depois um semicerrar das pálpebras, em seguida um travar das mandíbulas e por fim a explosão verbal seguida de gestos violentos. Tudo isso pode ocorrer em fração de segundos.
A depender de quem é o objeto da ofensa, a coisa pode ser
instantânea!
A mesma pessoa que se ira com alguém, pode não se irar com outra pessoa mesmo que ela faça exatamente o que a primeira tenha feito ou falado! Por quê? É aqui que se define o primeiro sintoma da “ira pecaminosa”. Ela tem endereço certo!
Jesus falou sobre isso quando disse: “Todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e quem disser a seu irmão: Raça será réu diante do Sinédrio; e quem lhe disser: Tolo será réu do fogo do inferno”- (Mt 5.22).
É por esse padrão que seremos julgados. O julgamento não é pelo “por que” da ira, mas sim contra quem se ira! O que a ira provoca no irmão determinará o grau de pecaminosidade que há nesse ato.
Muitos de nós nem chegaria a pensar nisso como algo grave, mas Jesus disse que isso pode levar alguém ao inferno! Considera essas pessoas no mesmo grupo dos assassinos. “Se tão somente odiares a teu irmão, no coração já o mataste”.
As cicatrizes que ficam na alma dos que foram vítima da ira de alguém, pode perdurar pela vida toda e algumas nunca se aliviam disso.
São inúmeros os casos de filhos que odeiam seus pais e não conseguem perdoá-los por terem sido vítimas de acessos de ira. Não são poucos os casamentos que se dissolvem porque um dos cônjuges não conseguia se controlar. Há inimizades profundas entre irmãos do mesmo sangue que, por não serem ajudados na infância e adolescência, vivem separados e solitários.
Deus condena sim a ira! Da mesma forma que os “mansos herdarão a terra”, diz que os “iracundos são passíveis do inferno”. Não podemos tratar da ira como um pecado sem valor.
Quando alguém tem que usar gritos para se fazer ouvir, já perdeu o direito de falar! Jesus disse: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”.
“Não saia de tua boca nenhuma palavra torpe, mas somente a que edifique.”
3- “Enganoso é o coração”.
Muitos justificam sua ira pelas “boas” intenções do coração! Mas, pode vir algo bom do coração? A Bíblia diz que o coração é engano, perverso e corrupto! É desse coração que surgem os homicídios, os adultérios, a maledicência. É no coração onde se peca primeiro! A boca fala do que está cheio o coração.
Quando uma pessoa esbraveja, grita e explode em ira, revela como está o coração. Ele pode até mesmo se controlar em diversas situações, mas uma vez em “suposta liberdade”, lá vem o coração carnal determinando o comportamento.
O coração pode ser considerado como um “covil de ladrões”. Ali estão os maus pensamentos, as más intenções e tudo se iniciam ali. É uma fonte de veneno mortífero. Cada vez que alguém é atingido por aquele veneno, uma parte dele morre! Morre a esperança, a fé, o amor, a bondade...
Pode haver algo bom atrás de nossas palavras ásperas, violentas e furiosas? Não passamos de hipócritas querendo dar um colorido diferente na nossa carnalidade. Fingimos quando dizemos que queremos o bem das pessoas, que fazemos aquilo por amor. Pura hipocrisia! Se nossas palavras ofendem, magoam e ferem como pode isso ajudar alguém?
O que ocorre realmente é que queremos extravasar a nossa contrariedade e ira. Iramos-nos porque a ação das pessoas vem contra nossos interesses, nossos direitos, nossas vontades, nossas opiniões, nossos planos, etc...
“Uma pessoa irada é como uma taça cheia de veneno, quem dela beber, morrerá!”
4- Temos que encarar a ira como pecado!
Corre-se o perigo de ficar racionalizando o pecado! Ao querer achar um motivo justo, podemos estar caindo na armadilha do diabo. Precisamos agir radicalmente contra isso. Não nos permitir irar-se em hipótese alguma. Não podemos admitir que um discípulo de Jesus não consiga se auto-controlar. É exatamente para isso que recebemos o Espírito Santo. Um dos frutos do Espírito é: Domínio próprio!
“Jesus transformou um Moisés assassino o homem mais manso, mais do que todos os homens”. Não fará isso por nós? O caminho é sempre o mesmo: Cruz!
Paulo disse: “Estou crucificado com Cristo e não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim”. Vive? Se Cristo vive em nós é óbvio que se manifestará a mansidão e a humildade!
Também escreveu: “Rogo-vos, como prisioneiro do Senhor, que andeis de modo digno da vocação com que fostes chamados, com toda humildade e mansidão, suportando-vos uns aos outros em amor” – Ef 4.1-2.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Amantes de Si Mesmos 2 Tm. 3:2,4
Os efeitos de um ensino carnal do
cristianismo são todos grandes erros. A Bíblia ensina que "Nos últimos
dias sobrevirão dias difíceis, pois os homens serão egoístas (amantes de si
mesmos), avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes
aos pais, ingratos, irreverentes, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos
dos prazeres que amigos de Deus...".
Onde está o coração do homem, aí estão seus
afetos também; e enquanto o coração do homem não for liberto do amor ao
"EU", então sua vida estará cheia dos demais pecados. Deus odeia a
avareza e nos livra dela quando nos dá nova vida em Cristo Jesus. "E,
assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já
passaram; eis que se fizeram novas" (II Co 5:17).
A Palavra de Deus nos chama a uma vida de
abnegação na qual devemos olhar para "coisas lá do alto, não nas que
são aqui da terra" (Cl 3:2). Portanto, visto que nosso Senhor estava
tão contrário à avareza, advertiu muitas vezes a seus seguidores nos evangelhos
contra o ser amantes de si mesmos. Devemos deixar nosso próprio caminho e o
amor próprio. Agora, enquanto começamos a ver estas coisas nas Escrituras, decidir
se um homem, cuja vida é controlada por este pecado, pode ser um verdadeiro
filho de Deus. Não será mais uma alma enganada por este evangelho falso que
ensina existir crente carnal?
Em Lucas 14:26 ouvimos nosso Senhor
pronunciar estas palavras assombrosas: "Se alguém vem a mim e não
aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua
própria vida, não pode ser meu discípulo." Sim, são palavras
assombrosas, mas são palavras do Filho de Deus e Ele não pode mentir. Em outras
palavras, ele está dizendo que quando uma pessoa O ama e O segue neste mundo
mau, é como se aborrecesse a seu próprio pai, mãe, esposa, filhos, irmãos e
irmãs; e ainda a sua própria vida também. É a única ocasião onde Jesus
fala dessa forma. Em Mateus 24 16:24-25 diz: "Então, disse Jesus a seus
discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e
siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a
vida por minha causa achá-la-á." Ou seja, se procuro salvar a minha
vida por não praticar a abnegação na fé cristã, vou perdê-la toda. Na verdade,
não a tenho salvo, mas a perdi toda. Mas se perco a minha vida por amor de
Cristo, e deixo de amar a mim mesmo, então a guardarei por toda a eternidade.
Logo vemos em João 12:25: "Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que
odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna." Bom,
se segues acariciando-te e não te negas a ti mesmo, mas segues fazendo o que te
convém para satisfazer aos desejos da carne, os desejos dos olhos e a soberba
da vida, perderás essa vida que tens procurado salvar e amar; porém, o que
aborrece sua vida neste mundo, para vida eterna a guardará.
O que nosso Senhor está dizendo aqui é que
não há nenhum lugar em seu reino para os "amantes de si mesmo".
Porque seu reino se compõe daqueles que O amam sobre tudo e negam-se a si
mesmos. Novamente vemos que aquele que ama mais a sua vida que a Cristo
perdê-la-á; mas o que aborrece sua vida neste mundo, preferindo o favor de Deus
e mostrando mais interesse em Cristo que em sua própria vida guardá-la-á para a
vida eterna.
Além disso, vemos nas Escrituras a
conseqüência final de um amor excessivo por nossa vida, um amor excessivo por
nosso "ego". Muitos há que se enamoram demasiadamente de si mesmos e
perdem suas vidas por causa desse amor. Aquele que ama sua vida animal ou suas
paixões tanto que satisfaz seus apetites e alimenta seus desejos da carne,
encurtará seus dias e perderá a vida que tanto estima; não herdará essa vida
infinitamente melhor que é a vida eterna com Cristo em glória depois da morte.
Aquele que está tão enamorado, tanto da vida deste corpo com seus ornamentos e
deleites que até negaria a Cristo em vez de perdê-la, perdê-la-á; isto é,
perderá uma verdadeira felicidade no mundo vindouro, enquanto procura
segurar-se numa vida imaginária neste mundo presente.
Este é o erro fatal deste falso evangelho
do cristianismo carnal que tem produzido este fruto de "amantes de si
mesmos", ou seja, o egoísmo. Sustentam que estamos vivendo em um século
mais iluminado e conseqüentemente devemos amar-nos a nós mesmos, amar o
dinheiro e o prazer. Não teria Cristo vindo ao mundo para dar-nos vida e vida
em abundância? Não somos filhos do Rei e não devemos ter melhor qualidade de
vida? Sim, Jesus disse que veio para dar vida e vida abundante (Jo 10:10),
porém lembremos que Ele veio para dar vida espiritual a Seu povo, a qual é uma
vida abundante, não se trata de uma vida de abundância material que só produz
mais amor a nós mesmos e mais amor ao dinheiro e ao prazer e no fim a
condenação de nossas almas. Se nossa alma está inclinada a estas coisas, nossas
afeições são más devido ao pecado.
Esses são os argumentos de quem deseja
continuar em seus pecados e deseja viver em dois reinos ao mesmo tempo: "O
Senhor não quer que amemos ao nosso próximo? Como podemos amá-lo se não sabemos
amar a nós mesmos? Não sabes que se não aprendermos a amar a nós mesmos
corretamente não poderemos amar ao nosso próximo?" Não nos deixemos
enganar por este raciocínio carnal, mesmo que nos pareça merecedor de crédito,
pois as Escrituras não ensinam isto. A razão pela qual as pessoas utilizam este
argumento carnal e distorcem as palavras do nosso bendito Salvador em Mt
22:34-40, entendendo-as num sentido errado, é que não desejam amar mais ao
próximo, mas que querem dedicar-se mais aos prazeres e deleites desse mundo.
Isso vemos quando analisamos com sinceridade. Dessa maneira, entregam-se a seus
apetites carnais e vivem num mundo onde eles mesmos é que mandam. As desculpas
apresentadas são: "Tenho que amar-me , devo buscar minhas raízes. Necessito
de mais auto estima!" Crêem que necessitam de tudo isso, mas isso poderá
levá-los à condenação. Têm uma forma de piedade, porém vivem para si mesmas.
Vejamos um exemplo bíblico de alguém que
perdeu sua vida por Cristo, porém, na verdade, a salvou. Estamos falando de
Saulo de Tarso que se converteu em Paulo, o cristão, um filho de Deus e
missionário. Ele disse: "Eu tinha muito amor próprio, me estimava bastante
e tinha confiança na carne, porém, quantas coisas eram para minha ganância
(este egoísmo, esta grande auto estima e esta confiança na carne). Tudo isso
tenho considerado como perda por amor de Cristo. Certamente tenho tudo como
perda pela excelência do conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor, por amor do
qual tenho perdido tudo considerando todas as coisas como refugo para ganhar a
Cristo e ser achado nEle, não tendo justiça própria que é pela lei, senão a que
é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus pela fé"
(parafraseado) - Fl 3:4-9).
Novamente Paulo diz em Romanos 7.9: "Outrora,
sem a lei, eu vivia; mas sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri"
— ao meu egoísmo, minha auto estima e minha confiança na carne. A estima de
Paulo era de que ele se tratava de um pecador que merecia o inferno, que estava
debaixo da ira justa de Deus. Paulo manteve este conceito e postura de si mesmo
até sua morte. Depois de sua conversão ele se referia a si mesmo como "o
menor dos apóstolos" (I Co 15:9). "A mim, o menor de todos os
santos, me foi dada esta graça..." (Ef. 3:8); ele se denominou o principal
dos pecadores (I Tm 1:15); disse também: "...ainda que nada sou"
(II Co 12:11). Aqui não vemos nenhum egoísmo nem confiança na carne, porém aqui
havia uma pessoa que havia aprendido da primeira bem-aventurança: "Bem-aventurados
os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mt 5:3).
"Nada sou; não sou nada; de mim mesmo não posso fazer nada." Desta
forma o apóstolo se via ao crer na graça de Deus. Assim vemos a verdade de Jo
12:25, ilustrada em Paulo, que havia sido anteriormente Saulo de Tarso: "Quem
ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo
preservá-la-á para a vida eterna."
Tu amas a ti mesmo mais do que a Deus?
Estimas-te ou te amas muito? Tens confiança na carne? Se é assim, o
"ego" é o teu ídolo, e nenhum idólatra pode entrar no reino dos céus
(I Co 6:9); devemos fugir da idolatria (I Co 10:14). Os verdadeiros filhos de
Deus adoram a "Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não
confiamos na carne" (Fl 3:3). "Amantes de si mesmos mais que de Deus"
são o fruto deste evangelho de um cristianismo carnal. Cristo disse que aquele
que não negasse a si mesmo e não O seguisse, não poderia ser Seu discípulo. O
verdadeiro Evangelho da graça de Deus diz: "Bem-aventurados os humildes de
espírito" e o homem que é pobre de espírito sabe que não é nada, que não
tem nada, que não sabe nada, e não pode fazer nada sem a graça de Deus.
Portanto, ele não ama sua própria vida, senão que a aborrece neste mundo para
que a possa guardar por meio da graça de Deus, por toda a eternidade.
sábado, 19 de maio de 2012
Ser Cristão
Atos 11.19-26
Os que haviam sido
dispersos pregavam a palavra por onde quer que fossem (At 8.4).
A perseguição aos
primeiros cristãos contribuiu para que o evangelho se espalhasse pelo mundo.
Após o apedrejamento de Estevão, os discípulos tiveram de fugir para outras
regiões. Fizeram isso para preservar suas vidas, mas essa dispersão foi usada
por Deus para que boa notícia de nova vida em Jesus não permanecesse num só
lugar. Se o cristianismo se espalhou por outras regiões foi porque os
seguidores de Cristo também se espalharam. Mesmo com as dificuldades que
enfrentavam por seguir Jesus, os discípulos não deixaram de anunciar a mensagem
de Cristo para as pessoas. Foi por causa disso que muitos creram e tiveram sua
vida transformada por Deus.
No texto que lemos
hoje, creio que o versículo mais interessante é o 26: em Antioquia os
discípulos foram chamados pela primeira vez de cristãos. Chama minha atenção o
fato de que não foram eles que se autodenominaram assim, mas as outras pessoas
o fizeram quando perceberam que eram seguidores de Jesus Cristo. Eles
demonstraram isto por meio de sua fé, de sua pregação e de seu modo de vida.
Será que eu também
posso ser chamado “cristão” pelo meu viver diário? As pessoas percebem que sou
discípulo de Jesus observando minhas atitudes? São perguntas como essas que me
faço quando leio este texto. Mesmo sofrendo por causa do nome de Cristo, os
discípulos não deixaram de anunciar o evangelho e demonstraram por meio de sua
própria vida em quem criam. Eles poderiam ter escondido a sua identidade e
camuflado a sua fé, mas com isso o nome de Jesus Cristo não seria glorificado.
Com o exemplo dos seguidores de Jesus do primeiro século, aprendi que a melhor
maneira de você dizer que é cristão é demonstrar sua fé por seu modo de viver.
Faça isso e contribua com a expansão do evangelho por onde você for. quando
nossa vida reflete os ensinos de Cristo, todos percebem que somos cristãos.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Pão Diário
Firmeza
Atos
14.21-23
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o reino dos céus (Mt 5.10).
O livro de Atos registra um cristianismo corajoso e saudoso, que ia acontecendo na medida em que as pessoas contavam umas às outras suas descobertas na caminhada com Deus, crendo que Cristo era o enviado de Deus ao mundo. Os apóstolos punham sua vida em risco por amor às pessoas, para que estas conhecessem a Deus. Aqueles que abraçavam a fé em Cristo, em vez de se dar bem, sofriam perseguição religiosa, discriminação e até ameaças. Não havia promessas de conseguir um emprego melhor, nem de prosperidade financeira ou ascensão social. O que havia era a experiência viva com Deus e isso bastava.
Chama-me a atenção a frase que Paulo e Barnabé dizem aos discípulos, estimulando-os à firmeza: “É necessário que passemos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus”. Isso parece bem o oposto do que se proclama hoje! Quando surge uma “tribulação” (um problema, uma enfermidade, um revés qualquer) muitos já a conectam a uma ação diabólica, como se cristãos fossem isentos de problemas, como se Deus fosse um tipo de super-herói pessoal que está sempre alerta para nos livrar dos problemas assim que estes surgirem. Isso gera um cristianismo oportunista e infantil. Quem não tem problemas? Quem não sofre angústias? Quem não tem sua fé questionada vez ou outra?
Ser cristão implica ter fibra, exercer a justiça, demonstrar amor, compaixão e verdade. Ser cristão não é um seguro contra problemas, e o nome de Jesus não é uma senha ou palavra mágica que abre todas as portas. Aqueles discípulos perseguidos foram encorajados a permanecer firmes na fé apenas porque criam em Jesus e se reconheciam amados por Deus, e isso lhes bastava. Que Deus nos torne hoje cristãos maduros, que enfrentam os problemas do dia a dia porque os pés estão bem firmados em Cristo que nos sustenta!
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o reino dos céus (Mt 5.10).
O livro de Atos registra um cristianismo corajoso e saudoso, que ia acontecendo na medida em que as pessoas contavam umas às outras suas descobertas na caminhada com Deus, crendo que Cristo era o enviado de Deus ao mundo. Os apóstolos punham sua vida em risco por amor às pessoas, para que estas conhecessem a Deus. Aqueles que abraçavam a fé em Cristo, em vez de se dar bem, sofriam perseguição religiosa, discriminação e até ameaças. Não havia promessas de conseguir um emprego melhor, nem de prosperidade financeira ou ascensão social. O que havia era a experiência viva com Deus e isso bastava.
Chama-me a atenção a frase que Paulo e Barnabé dizem aos discípulos, estimulando-os à firmeza: “É necessário que passemos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus”. Isso parece bem o oposto do que se proclama hoje! Quando surge uma “tribulação” (um problema, uma enfermidade, um revés qualquer) muitos já a conectam a uma ação diabólica, como se cristãos fossem isentos de problemas, como se Deus fosse um tipo de super-herói pessoal que está sempre alerta para nos livrar dos problemas assim que estes surgirem. Isso gera um cristianismo oportunista e infantil. Quem não tem problemas? Quem não sofre angústias? Quem não tem sua fé questionada vez ou outra?
Ser cristão implica ter fibra, exercer a justiça, demonstrar amor, compaixão e verdade. Ser cristão não é um seguro contra problemas, e o nome de Jesus não é uma senha ou palavra mágica que abre todas as portas. Aqueles discípulos perseguidos foram encorajados a permanecer firmes na fé apenas porque criam em Jesus e se reconheciam amados por Deus, e isso lhes bastava. Que Deus nos torne hoje cristãos maduros, que enfrentam os problemas do dia a dia porque os pés estão bem firmados em Cristo que nos sustenta!
Vida cristã não é uma carona para o céu, mas
uma caminhada em solo firme e seguro.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
O VAZIO
Jeremias 2.12-17
Que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus (Ef 3.19).
Em regiões de seca há cisternas para guardar água da chuva. Quando o tempo das chuvas passa e a água nos poços cavados acaba, há o recurso das cisternas, que devem ser rebocadas por dentro com cuidado para que não haja rachaduras. Na leitura de hoje, Jeremias lamenta que o povo de Israel tivesse abandonado as fontes de água que Deus providenciou e cavou seus próprios depósitos, que acabaram vazando. Substituíram a abundância que tinham no Senhor pela busca de satisfação ao imitarem os povos ao redor. Mas as suas “cisternas” racharam e secaram, deixando só materialismo e idolatria. Nos nossos dias, Billy Graham tem pregado que existe um grande vazio em cada coração e que só Jesus pode preencher essa abismal lacuna.
Cedo ou tarde, a própria vida esvazia a cisterna. Pouco a pouco você nota rachaduras no seu sistema de vida. As dúvidas aumentam e a depressão pesa no coração. Não há como “rebocar” a estrutura das suas belas esperanças. Foi o que ocorreu a Noemi quando voltou à sua terra de Israel depois de uma temporada em Moabe. Lá seu marido e os dois filhos casados com moabitas morreram. Uma das noras moabitas ficou por lá, mas a outra, Rute, acompanhou a sogra. Ainda assim, chegando à sua cidade natal, Noemi lamentou: “De mãos cheias eu parti, mas de mãos vazias o Senhor me trouxe de volta” (Rt 1.21). Tudo que representava a satisfação desapareceu em acontecimentos trágicos. Mas Deus havia providenciado algo que ela ignorava: eventos que levariam ao casamento de Rute com um parente que assumiria o cuidado dela e da sogra. Para você Deus receita abandonar suas próprias “cisternas” e voltar a buscar satisfação plena no Senhor Deus e assim evitar as conseqüências. Hoje Deus quer encher a sua vida com a certeza da salvação em Jesus Cristo, e como o versículo em destaque indica, quer que continue enchendo a vida com a plenitude de Deus. É melhor que o vazio – bem melhor!
Em regiões de seca há cisternas para guardar água da chuva. Quando o tempo das chuvas passa e a água nos poços cavados acaba, há o recurso das cisternas, que devem ser rebocadas por dentro com cuidado para que não haja rachaduras. Na leitura de hoje, Jeremias lamenta que o povo de Israel tivesse abandonado as fontes de água que Deus providenciou e cavou seus próprios depósitos, que acabaram vazando. Substituíram a abundância que tinham no Senhor pela busca de satisfação ao imitarem os povos ao redor. Mas as suas “cisternas” racharam e secaram, deixando só materialismo e idolatria. Nos nossos dias, Billy Graham tem pregado que existe um grande vazio em cada coração e que só Jesus pode preencher essa abismal lacuna.
Cedo ou tarde, a própria vida esvazia a cisterna. Pouco a pouco você nota rachaduras no seu sistema de vida. As dúvidas aumentam e a depressão pesa no coração. Não há como “rebocar” a estrutura das suas belas esperanças. Foi o que ocorreu a Noemi quando voltou à sua terra de Israel depois de uma temporada em Moabe. Lá seu marido e os dois filhos casados com moabitas morreram. Uma das noras moabitas ficou por lá, mas a outra, Rute, acompanhou a sogra. Ainda assim, chegando à sua cidade natal, Noemi lamentou: “De mãos cheias eu parti, mas de mãos vazias o Senhor me trouxe de volta” (Rt 1.21). Tudo que representava a satisfação desapareceu em acontecimentos trágicos. Mas Deus havia providenciado algo que ela ignorava: eventos que levariam ao casamento de Rute com um parente que assumiria o cuidado dela e da sogra. Para você Deus receita abandonar suas próprias “cisternas” e voltar a buscar satisfação plena no Senhor Deus e assim evitar as conseqüências. Hoje Deus quer encher a sua vida com a certeza da salvação em Jesus Cristo, e como o versículo em destaque indica, quer que continue enchendo a vida com a plenitude de Deus. É melhor que o vazio – bem melhor!
Para que tentar juntar satisfações
por aí se o amor de Deus jorra para nós o tempo todo?
quarta-feira, 9 de maio de 2012
OS DEZ MANDAMENTOS
Ex 20.3-171. Não terás outros deuses além de mim. 2. Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma de tudo que há em cima no céu, e do que há em baixo na terra, nem de coisa que haja nas água debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto, porque Eu sou o Senhor teu Deus, o Deus zeloso, que vinga a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, e que usa de misericórdia com milhares daqueles que me amam e que guardam os meus preceitos. 3. Não tomarás em vão o nome do Senhor teu Deus, porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar em vão o nome do Senhor seu Deus. 4. Lembra-te de santificar o dia de Sábado. Trabalharás seis dias e farás neles tudo o que tens para fazer. O sétimo dia, porém, é o sábado do Senhor teu Deus. Não farás nesse dia obra alguma, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu animal, nem o peregrino que vive das tuas portas para dentro. Porque o Senhor fez em seis dias o céu e a terra, e tudo o que neles há, e descansou no sétimo e o santificou. 5. Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres uma vida dilatada sobre a terra que o Senhor teu Deus te há de dar. 6. Não matarás. 7. Não adulterarás. 8. Não furtarás. 9. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. 10. Não cobiçarás a casa de teu próximo; não desejarás a sua mulher, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença.
VERSÍCULO: 1 Tessalonicenses 5:9-10
“Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para recebermos a
salvação por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele morreu por nós
para que, quer estejamos acordados quer dormindo, vivamos unidos a
ele”. Deus não nos salvou para nos condenar. Não, ele nos salvou para
que pudéssemos ir para casa com ele e gozar da sua graciosa
presença pela eternidade. Deus quer que estejamos na sua presença;
é o significado da salvação! Ele não vai deixar que qualquer coisa
nos afaste da sua presença quando nossos corações pertencem a ele!
www.iluminalma.com
salvação por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele morreu por nós
para que, quer estejamos acordados quer dormindo, vivamos unidos a
ele”. Deus não nos salvou para nos condenar. Não, ele nos salvou para
que pudéssemos ir para casa com ele e gozar da sua graciosa
presença pela eternidade. Deus quer que estejamos na sua presença;
é o significado da salvação! Ele não vai deixar que qualquer coisa
nos afaste da sua presença quando nossos corações pertencem a ele!
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domingo, 6 de maio de 2012
| Atos dos Apóstolos é um livro de relevância ímpar para a igreja de nossa época. Esta relevância não é por abordar questões doutrinárias que a igreja debate, mas porque é a primeira história escrita sobre a igreja. Segundo Crabtree:
“Fora das epístolas, é o único [livro] que conta a história da época apostólica primitiva, da vinda do Espírito Santo, do estabelecimento da poderosa Igreja de Jerusalém, e da expansão do evangelho até Samaria e aos confins do Império Romano”.
É evidente que não temos aqui, uma história objetiva, imparcial (se é que existe isto) apenas com o levantamento de dados porque a história da igreja primitiva é muito maior e muito mais rica que o livro de Atos nos mostra. Nas palavras de Storniolo: “São as raízes da Igreja, ao mesmo tempo da sua existência e dos seus problemas. É a etapa intermediária, entre a atividade de Jesus e vida das comunidades que, pouco a pouco, irão formando a fenômeno que hoje temos como Igreja”. Esta observação é muito boa porque nos relembra que Atos, também, narra os problemas da igreja da época. Vez por outra ouvimos alguém clamar por um retorno “à pureza e à simplicidade da igreja primitiva”, como se algum momento a igreja tivesse existido sem problemas internos e sem impurezas. Ananias e Safira estão no capítulo 5, e a murmuração (mais conhecida entre nós como fofoca) já surge no capítulo 6. Atos e as epístolas mostram que a igreja sempre foi um evento muito complexo e que as impurezas, tanto doutrinárias quanto morais, sempre estiveram presentes em sua vida. Não se deve pensar num evolucionismo teológico, em que a igreja saiu do estágio de uma ameba para uma vida mais complexa e mais perfeita. Os cristãos atuais não corromperam e desvirtuaram a igreja, nem a tornaram de algo simples em algo complexo. Na escolha dos doze, feita por Jesus, havia um homem chamado Judas. Os discípulos, durante o ministério terreno do Salvador, já lutavam por espaço e grandeza. A história da comunidade de Jesus é uma história de pecadores. A igreja é composta de pecadores. Numa expressão bem-humorada de Peterson: “Nenhuma igreja jamais existiu em estado puro. É composta de pecadores. As pulgas acompanham o cachorro” .
Em uma frase de Lutero, “a face da igreja é a face do pecador”. Sim, nós nos tornamos a igreja, mas nossos pecados nos acompanham. Porém, o Espírito Santo a dirige e a tem conduzido de maneira vitoriosa ao longo dos milênios, apesar de todos os desacertos dos cristãos.
O autor de Atos não se declara, mas sempre foi entendido como sendo um médico chamado Lucas. Não é um historiador imparcial, mas é partidário declarado do movimento. Isto não diminui sua obra. Pelo contrário, até. Sendo partidário do movimento, ele não somente pesquisou, mas se envolveu com seus eventos, viveu-os, sofreu por eles. Isto fez dele um pesquisador não distante do ocorrido, mas uma testemunha ocular. Muitas vezes, a narrativa surge na primeira pessoa do plural, “nós”. Ele esteve lá. Ele viu. Recebeu informações que repassou mas, também, viveu muitos dos eventos que relata em sua obra. Isto faz do livro uma obra significativa. Parte dele foi escrita em campo de batalha por um dos soldados. Ou por um médico dos soldados. E não num gabinete, por um pesquisador incapaz de compreender o impacto dos eventos na vida das pessoas. Ele sabe do impacto do evangelho. Ele o experimentou.
Embora seja história, Atos, também, é um documento de fé. Isto também é positivo. É um documento espiritual. Neste comentário, além de considerá-lo assim, também o consideramos como sendo uma revelação de Deus. Cremos que é um documento inspirado pelo Espírito Santo de Deus. Lucas foi seu autor humano, mas o Espírito foi seu autor primeiro. Assim o trataremos. Não é uma história seca e imparcial. É uma história de fé e parcial. Parcial porque escrita por quem tinha fé e inspirada por quem produz a fé. A história de nossos ancestrais na fé está contida neste livro. Atos foi escrito com elegância literária, em estilo elevado. Mostra ser uma obra bem construída e bem documentada. É um documento de fé, mas não é uma obra mal feita, irracional e irrefletida, produzida por um simpatizante simplório e desprovido de senso crítico. Fica claro que seu autor é uma pessoa bem preparada intelectualmente, culta, com bom vocabulário e domínio da arte de escrever, alem de se expressar bem em um grego elevado. Isto em termos de forma. Em termos de conteúdo, é uma obra da parte de alguém que conheceu o evangelho de Jesus e se rendeu a ele. E este comentário é de um autor, também rendido a Jesus e ao seu evangelho, apaixonado pela igreja, cuja história é narrada em Atos nos seus passos iniciais. E este autor confessa ser fascinado pela obra de Lucas. O livro de Atos é uma obra histórica parcial, foi dito e repetido. E este comentário sobre Atos é uma obra parcial. Não se propõe a ser um trabalho científico, no sentido de imparcialidade (se é que isto existe). Pode seguir regras de interpretação, de redação, de estruturação do pensamento. Mas foi escrito para ajudar na fé no Senhor Jesus e na compreensão maior do seu evangelho. Se isto for alcançado, ficarei satisfeito, porque Atos foi escrito para esclarecer sobre o evangelho e a igreja. E este comentário também. |
sábado, 5 de maio de 2012
Um jovem que
trabalhava no exército era humilhado por ser Cristão. Um dia seu superior
querendo humilhá-lo na frente do pelotão chamou o soldado e disse: Pegue esta
chave, vá até aquele Jipe e estacione ali na frente. O jovem disse: Não sei
dirigir. Então disse o superior, peça ajuda a seu Deus. Mostre que ele existe.
O soldado pegou a chave e começou a orar, depois ligou o veículo, manobrou e
est...acionou perfeitamente. Ao sair do Jipe o soldado viu todos de joelhos,
chorando e dizendo: Nós queremos teu Deus. O jovem soldado espantado, perguntou
o que estava acontecendo. O superior chorando abriu o capô do Jipe e mostrou
para o jovem que o carro estava sem motor. Salmos 55:22 Confia os teus cuidados
ao Senhor, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado.
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