Pão Diário


A ALIANÇA DA GRAÇA

 

Pode o conhecimento da Lei  causar-nos   danos  psíquicos,   e produzir culpa e um  sentimento  de   condenação  prejudicial para toda a vida?  Penso que sim, se tudo que ouvíssemos fosse a Lei, e  jamais ouvíssemos falar de Jesus Cristo, o cumprimento dela.     E importante lembrar que, desde que o pecado entrou no mundo através de Adão e Eva, existe  a  promessa  do  descendente aquele que viria esmagar a cabeça de  Satanás  e  livrar  os homens do pecado.   Antes  da  Lei,   a  Aliança  Abrâmica  já prometia um Salvador - o Senhor Jesus Cristo.    Assim, ao transmitirmos aos homens os  requisitos  santos   e justos da Lei, devemos sempre falar sobre o meio de fuga,   a graça de Deus que pertence a todo homem  mediante  a  fé  no Senhor Jesus Cristo. Examinemos pela ultima vez a Lei antes de passarmos  a  Nova Aliança. A Lei, como já vimos,   serviu  a  dois  propósitos: revelar e restringir o pecado do homem. Vendo  claramente  o seu pecado, enxergaria   a  necessidade  de  um  Salvador.  A restrição ao pecado serviu para manter os judeus - e  nos  - livres da contaminação dos vícios do ofendo. Fechados em suas restrições, os homens estavam livres de problemas. Foi esta a razão de eu tê-lo feito andar pelas ruas da morte deste mundo, sentir o  seu  cheiro  fétido  e  ver  os  seus resultados. Queria que ficasse  convencido  da  validade  da Lei, para que a ensinasse a seus filhos  e  os  livrasse  da contaminação do mundo. Quero que saiba disso, para  que  não seja "presa sua, por meio de   filosofias  e  vãs  sutilezas, segundo a tradição dos  homens,   segundo  os  rudimentos  do mundo" (Colossenses 2.8). Quero que veja a lei de  modo  que vá ao mundo pregar todo o conselho de Deus,   que   inclui  as três alianças. Não deixe a Lei de fora!

Paulo Roberto Barbosa

 

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura perguntou:
– Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E, por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
– Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescer.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial. E disse:
– Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
No entanto, a avó respondeu:
– Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo:
"Primeira qualidade: Você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Essa mão nós chamamos de Deus. E Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade."
"Segunda qualidade: De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas, no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor."
"Terceira qualidade: O lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça."
"Quarta qualidade: O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."
"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços. Procure ser consciente de cada ação."

 

O que é bênção?


 

Pergunta: "Eu gostaria de ter uma definição do que é bênção."

Resposta: Se você tivesse feito essa pergunta a Esdras ou Neemias, a resposta provavelmente seria curta e precisa: bênção é "a mão de Deus sobre nós." Ambos usam essa expressão cerca de nove vezes, falando da "boa", "bondosa" e "poderosa" mão de Deus. Desse modo, eles atingem o cerne da questão. Também poderíamos dizer: bênção significa "Deus está conosco!"

No Antigo Testamento, em geral, a bênção refere-se a bem-estar terreno, segurança, poder, riqueza, descendência, etc., e essa bênção está expressamente condicionada à obediência aos mandamentos de Deus: "Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes" (Dt 11.26-28). Para Israel, o povo terreno de Deus, são prometidas bênçãos terrenas. A respeito, leia Gênesis 49.

A bênção para a Igreja de Jesus, o povo celestial de Deus, tem uma conotação celestial correspondente: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo" (Ef 1.3). A bênção de Deus – "Deus conosco" – tornou-se homem em Jesus Cristo! Por isso também podemos descrever a idéia de bênção como sendo "a ação de Deus com uma pessoa para atraí-la mais profundamente para Sua comunhão". Isso significa que a bênção nem sempre é o que desejamos, mas em todo caso se trata do que é bom e salutar para nós! Pois continua válido: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8.28).

Por ser um embaixador em nome de Cristo, Paulo podia dizer: "E bem sei que, ao visitar-vos, irei na plenitude da bênção de Cristo" (Rm 15.29). Anunciando todo o desígnio de Deus, ele ministrava toda a bênção de Cristo. Quando crentes abençoam outras pessoas, isso significa que imploram a bênção de Deus sobre suas vidas. Quando crianças são abençoadas na igreja em nome de Jesus, nós as colocamos sob a bênção do Senhor e as entregamos à fidelidade e à direção de Deus. Ao abençoarmos o cálice e o pão na Ceia do Senhor, consagramos essas dádivas naturais da videira e do trigo para uso divino.

No texto original, a expressão significando bênção ou abençoar também tem, entre outros, o significado de falar bem de alguém. Será que temos abençoado nossos irmãos e nossas irmãs dessa maneira? O Senhor o abençoe, prezado leitor! (Elsbeth Vetsch)

A Imagem e o Original.

Deus criou o homem, macho e fêmea, á sua própria imagem: isso é uma questão de fé. Durante séculos, nossos antepassados esforçaram-se para se aperfeiçoar á imagem de Deus: isso é uma questão histórica. Durante os longos séculos em que o Deus dos judeus e dos cristãos constituiu a realidade última do Ocidente, europeus e, mais tarde, americanos procuraram conscientemente nele se moldar. Acreditavam que conseguiriam transformar a si mesmos em cópias melhores do original divino, e empenharam-se diligentemente nessa tarefa. Imitatio Dei, a imitação de Deus, constituía categoria central da piedade hebraica.  A imitação de Cristo, Deus feito homem, era igualmente central para os cristãos.

Muita gente no Ocidente não acredita mais em Deus, mas a crença perdida, assim como uma fortuna perdida, tem efeitos duradouros. Um jovem que cresce na riqueza pode, quando atinge a maioridade, doar toda a sua fortuna e viver na pobreza. Seu caráter, porém, continuará sendo o de um homem criado na riqueza, uma vez que não pode livrar-se de sua história. De forma semelhante, séculos de rigorosa moldagem do caráter á imagem de Deus criou um ideal de caráter humano que ainda hoje é forte, mesmo que para muitos seus fundamentos tenham sido removidos. Quando ocidentais encontram uma cultura com ideais diferentes, quando dizemos , por exemplo: “Os japoneses são diferentes”, descobrimos, indiretamente, quão estranho e duradouro é nosso próprio ideal, a idéia que herdamos de como deve ser um ser humano. Em inúmeros aspectos externos, o Japão e o Ocidente passam a se parecer. Os japoneses comem carne vermelho; os ocidentais comem sushi. Os japoneses usam terno; o quimono passou a fazer parte do vocabulário ocidental. No entanto, persiste uma profunda diferença, pois o Japão usava um espelho religioso-cultural diferente durante os séculos em que o Deus da Bíblia serviu de espelho para o Ocidente. Este assunto sobre o homem procura colocar o espelho bíblico, limpo e polido, nas mãos de nossos alunos.

Para os não-ocidentais, o conhecimento do Deus venerado no Ocidente abre uma via direta para o cerne e para a origem do ideal ocidental de caráter. Para os próprios ocidentais, um conhecimento aprofundado desse Deus pode servir para tornar conscientes e sofisticadas coisa que permanecem inconscientes e ingênuas. De certa forma, somos todos imigrantes do passado. E assim como um imigrante que retorna, depois de muitos anos, á terra onde nasceu pode enxergar seu próprio rosto no rosto de estranhos, assim também o homem ocidental moderno, secular, pode sentir um tremor de reconhecimento na presença do antigo protagonista da Bíblia.

Como pode um não-crente chegar á presença de Deus? De geração em geração, o judaísmo e o cristianismo transmitiram seu conhecimento de Deus de diversas maneiras. Para poucos, existiram e ainda existem as exigentes e ás vezes esotéricas disciplinas do ascetismo, do misticismo e da teologia.

Os filósofos da religião afirmam ás vezes que todos os deuses são projeções da personalidade humana, e pode ser que isso seja verdade. Mas nesse caso devemos ao menos reconhecer o fato empírico de que muitos seres humanos, ao invés de projetarem as suas personalidades em deuses criados inteiramente por eles próprios, preferem introjetar - imprimir em si próprios - as projeções religiosas de outras personalidades humanas.

É por isso que a religião desperta tamanha fascinação, inveja e (ás vezes) raiva em escritores e críticos literários que se dedicam demais ao assunto. A religião - a religião ocidental em particular - pode ser considerada como uma obra literária mais bem sucedida do que qualquer autor ousaria sonhar. Qualquer personagem que “ganhe vida” numa obra de arte literária exerce algum grau de influência sobre as pessoas reais que lêem essa obra. O Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, obra em que o personagem-título toma por modelo a literatura popular de sua época, t raça um retrato cômico e pungente desse processo em ação. Cervantes sem dúvida meditou sobre a influência que sua própria obra viria a Ter, e mostra o seu Dom Quixote “real” encontrando pessoas que conhecem um personagem literário com esse mesmo nome. Em nossos dias, milhões de pessoas misturam a vida real dos artistas de cinema com suas vidas fictícias, e atribuem a essa cominação uma importância maior do que a que concedem a qualquer ser humano real que de fato conheçam, sofrendo as melancólicas conseqüências dessa atitude. Sua carne é triste, sim, e elas assistiram a todos os filmes.

Nenhum personagem, porém - no palco, na página ou na tela, jamais teve o sucesso que Deus sempre teve. No Ocidente, Deus é mais que um nome familiar, ele é, queira-se ou não, um membro virtual da família ocidental. Pais que não querem saber dele não conseguem impedir que seus filhos venham a conhecê-lo, pois não só todo mundo já ouviu falar dele, como todo mundo, mesmo hoje em dia, tem algo a dizer a seu respeito. O dramaturgo Neil Simon publicou há alguns anos uma comédia, God’s favorite, inspirada no Livro de Jó da Bíblia. Das pessoas que assistiram á peça, poucas haviam lido o livro bíblico, mas isso não era preciso: já sabiam como era Deus para poderem entender as piadas. Se nada for sério, nada será engraçado, escreveu Oscar Wilde. De onde veio à imagem de Deus que os espectadores da Broadway tinham em mento ao rirem da peça de Simon?

Veio inteiramente da Bíblia e, em termos mais especificamente humanos, daqueles que escreveram a Bíblia. Aos olhos da fé, a Bíblia não é só um conjunto de palavras sobre Deus, é também a Palavra de Deus: Ele é seu autor e seu protagonista. Não importa se os antigos autores da Bíblia inventaram Deus ou meramente registraram as revelações de Deus sobre si mesmo: sua obra atingiu, em termos literários, um estrondoso sucesso. Ela vem senso lida em voz alta, toda semana, há dois mil anos, para platéias que recebem com total seriedade, procurando conscientemente assimilar ao máximo a sua influência. Sob esse aspecto, não tem paralelos na literatura ocidental e provavelmente em nenhuma literatura. O Corão vem imediatamente á cabeça, mas os muçulmanos não consideram o Corão como literatura: essa obra ocupa, para eles, um nicho metafísico todo próprio. Os judeus e cristãos, ao contrário, mesmo reverenciando a Bíblia como algo mais que mera literatura, não nega que ela é também literária e concordam, em geral, que ela pode ser assim apreciada sem blasfêmia.

A apreciação religiosa da Bíblia coloca como foco central e explícito a bondade de Deus. Judeus e cristãos adoram Deus como origem de toda virtude, fonte de justiça, sabedoria, misericórdia, paciência, força e amor. Mas implícita e perifericamente foram se acostumando __ e depois, ao longo dos séculos, também se apegando __ a algo que podemos chamar de ansiedade de Deus. Deus é um amálgama de diversas personalidades num único personagem. A tensão entre essas personalidades faz com que Deus seja difícil, mas faz também que seja atraente, e até mesmo viciante. Ao emular conscientemente suas virtudes, o Ocidente assimilou de modo inconsciente essa tensão entre unidade e multiplicidade. No fim das contas, apesar do desejo que o ocidental ás vezes manifesta de um ideal humano mais simples, menos ansioso, mas “centrado”, as únicas pessoas que achamos satisfatoriamente reais são aquelas cujas identidades contêm diversas subidentidades aglomeradas num todo. Quando nós, ocidentais, procuramos nos conhecer pessoalmente, é isso que procuramos descobrir uns sobre os outros. Na cultura ocidental, a incongruência e o conflito interno não são apenas permitidos, chegam quase a ser exigidos. Pessoas meramente capazes de desempenhar vários papéis não correspondem a esse ideal. Elas têm personalidade __ ou repertório de personalidades __ mas não têm caráter. Pessoas simples sem complicações, que sabe claramente quem são e assumem um papel determinado sem relutar, também não correspondem a esse ideal. Podemos admirar sua paz interior, mas no Ocidente jamais as imitaremos. Centradas ou centradas demais, elas têm caráter, mas pouca personalidade. Entediam-nos como nós mesmos nos entediaríamos se fôssemos como elas.

Tornamos as coisas assim tão difíceis para nós mesmos porque nossos antepassados viam a si próprios como imagem de um Deus que, na verdade, havia complicado as coisas para si de maneira semelhante. O monoteísmo reconhece um único Deus: “Ouvi, ó Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é um”. A Bíblia insiste na unidade de Deus mais do que em qualquer outra coisa. Deus é a Rocha das Idades, a integridade em pessoa. E, no entanto, esse mesmo ser combina diversas personalidades. Mera unidade (caráter penas) ou mera multiplicidade (personalidade apenas) seriam bem mais fáceis. Mas ele é ambas as coisas e assim a imagem do humano que dele deriva (O HOMEM) exige ambas as coisas.

É estranho dizer isso, mas Deus não e nenhum santo. Muitas objeções podem ser feitas a seu respeito e já houve várias tentativas de melhorá-lo (as religiões assim fazem). Muitas coisas que a Bíblia diz a seu respeito raramente são pregadas no púlpito porque, se examinadas mais de perto, seriam um escândalo. Mas, mesmo que só parte da Bíblia seja ativamente pregada, nenhuma de suas partes é contestada. Em qualquer página da Bíblia, Deus continua sendo o que sempre foi: o original da FÉ de nossos pais, cuja imagem ainda vive dentro de nós como um ideal secular difícil, mas dinâmico. A originalidade de Deus é contagiante e o seu amor pelo HOMEM nos faz, através deste, conhecê-lo, isto é, através do HOMEM podemos conhecer DEUS.

 

Planos de Salvação de D'us para os homens.

1. Deus ama você. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele". João 3:16 e 17
2. Deus deseja que você aproxime-se Dele. Deus deseja que você aproxime-se Dele
"Olhai para mim e sereis salvo, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro" Isaías 41:22
"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". Romanos 3:23
3. A Salvação é concedida gratuitamente por Deus. Você não a recebe pelos seus próprios esforços, nem porque tem vida reta ou pratica boas obras. A Salvação é concedida gratuitamente por Deus. Você não a recebe pelos seus próprios esforços, nem porque tem vida reta ou pratica boas obras. "Porque pela graças sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; è dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie". Efésios 2:8 a 9
4. Para receber a salvação, você precisa confessar ao Senhor e ter fé em Deus. Para receber a salvação, você precisa confessar ao Senhor e ter fé em Deus.
"Se, com tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação". Romanos 10:9 e 10
5. Você é salvo para viver uma nova vida. Você é salvo para viver uma nova vida.
"O ladrão não vem senão a roubar, matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e tenham em abundância" João 10:10 "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura è: as coisa velhas já passaram; eis que tudo se fez novo", "E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados" Efésios 2:1
6. Você é salvo para viver a vida eterna. Você é salvo para viver a vida eterna.
"E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creias no nome do Filho de Deus" 1 João 5:11 a 13

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Traje de homem... traje de mulher

"Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher, porque qualquer que faz isto é abominação ao Senhor teu Deus". (Deuteronômio 22:5)

Muitos pregadores que condenam os outros com "doutrinas de roupa", só são vistos como "moralistas" com a passagem de Deuteronômio 22:5, porque poucas pessoas se dão o trabalho de ler o restante dos versículos. Ninguém pode pegar um versículo isolado e fazer de doutrina. A bíblia toda se completa, sem confusão, sem contradição, certo? Então leia o que diz os versículos que seguem logo depois que diz sobre traje de homem e de mulher:

"Quando edificares uma casa nova, farás no teu telhado um parapeito, para que não tragas sangue sobre a tua casa, se alguém dali cair". (Versículo 8)

Algum destes pregadores ensinam também esse versículo? Ora, ele vem logo depois do que fala sobre os trajes! Constroem eles parapeitos nas suas casas? Estão eles em pecado??? Leia também o versículo 12:

"Porás franjas nos quatro cantos da tua manta, com que te cobrires". (Versículo 12)

Ôpa, mais um pecado! Onde estão as mantas destes pregadores??? Estão eles sem santificação??? E ainda que digam que trata de simbolismo, então o versículo 5 também é simbólico, certo? Como pode uma parte ser simbólica e outra não?! Amados irmãos, todo aquele que estuda a Palavra de Deus com sinceridade descobre os erros, e por isso Jesus disse:

"Errais não conhecendo as Escrituras e nem o poder de Deus". (Mateus 22:29)

Não podemos concordar jamais com os liberalismos que existem por aí, e fazer a obra de Deus de qualquer maneira. Mas retirando as indecências que existem no mundo, não existe calça-comprida feminina e decente? Será que o radicalismo de proibir a mulher de usar calça salva alguém? Alguns líderes suspendem e até excluem irmãs da igreja, com suas doutrinas de roupa, mas não disciplinam as que causam confusões e intrigas com fofocas e outros sérios problemas.

Há calça-comprida feita exclusivamente para mulher. Ou seja, é calça de mulher, feita para mulher, logo não é "traje de homem". Pode haver semelhança, como camisas que são semelhantes. Notamos que esta passagem de Deuteronômio 22:5 faz alusão aos que queriam usar as roupas do sexo oposto, talvez numa intenção de homossexualismo. Leia o que diz: "Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher". Portanto, eles sabiam qual era a roupa de homem, e qual era a roupa de mulher! O que poucos pregam é que esta é uma lei do Velho Testamento, da mesma forma que a lei ordenava apedrejar mulheres pegas em flagrante de adultério, como está no evangelho de João capítulo 8:

"Ora, Moisés nos ordena na lei que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?" (João 8:5)

Veja que Moisés havia ordenado. E realmente está no livro de Levíticos 20:10. Mas estava aonde? Na lei!!!! Os livros de Gênesis a Deuteronômio fazem parte do pentateuco, os livros da lei. Isso significa que devemos abolir o velho testamento? Claro que não, pois no Novo Testamento, que significa Novo Pacto, Nova Aliança, se esclarece o que estava no Velho Testamento, como é o caso de João 8.

"Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra".

Jesus chama de "acusadores" os que queriam apedrejar a mulher adúltera. Atualmente muitos vivem apedrejando o seu próximo, condenando por aparências, doutrinas de homens. Veja que advertência faz o nosso Mestre! Jesus não condenou aquela mulher que estava em adultério, pega no flagrante. O Senhor a avisou para não pecar mais, claro. Mas não a condenou! E hoje muitos querem condenar um irmão apenas por aparências. Misericórdia!!!

Do que adianta a mulher usar a saia, e usá-la justa demais ou curta? Não está a pessoa se vestindo pior do que a que usa uma calça-comprida decente?! Será que esta "doutrina" prevalece em todos os lugares do mundo? Então vejamos: Em Moscou, capital da antiga União Soviética, a temperatura chega a -40 Graus abaixo de zero. Isso mesmo. Um frio tão grande que muitas pessoas morrem somente de frio. Será que alguma "irmã" usaria a saia em Moscou??

Se a calça-comprida é "traje de homem" seria inaceitável usá-la por debaixo da saia, devido ao frio. Ou vestiria o "pecado" por causa do frio?? A palavra santificação significa separação. A pessoa que se santifica, ela se separa do mundo e suas práticas pecaminosas. Se despoja do velho homem, que deseja o pecado, a prostituição, as bebedeiras, os vícios, as orgias, etc. O "velho homem" é o velho querer, as antigas vontades do pecado. Efésios 4:25-31 explica bem essa parte. Se você falava mal do seu próximo, não irá falar mais, pois você estará santificando os seus lábios.

"Irmãos, não faleis mal uns dos outros". (Tiago 4:11)

Mas ainda assim os pregadores que não conhecem a bíblia, com suas "doutrinas" de roupas e de homens, "doutrinas" essas que não estão na bíblia, pregam erroneamente Tessalonicenses 5:23:

"E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, e alma e corpo..."

Realmente devemos nos santificar em tudo. O nosso corpo é templo do Espírito Santo. Não pode ser entregue a indecência, a prostituição, a bebidas, etc. Quando você se converteu, você abandonou o pecado. Afinal, você mudou. Deus operou uma separação entre você e o mundo. A santificação é operada por Deus. Lembra-se do início do versículo? Leia:

"E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo..."

Ou seja, é ELE quem santifica. É Deus quem opera. É Ele quem toca no homem para abandonar o pecado. E não o homem com cobranças de doutrinas de roupas. Para confirmar esta certeza, basta ler o versículo 24:

"Fiel é o que vos chama, o qual também o fará". (versíc. 24)

É ELE quem faz. É Deus, através do seu Santo Espírito, é que pode tocar no homem, convencer o homem do pecado. Todo tipo de pregação deve ser analisada à luz das Escrituras. Lembre-se dos crentes de Beréia, onde foi Paulo e Silas, em Atos 17:11. Tudo que os crentes bereanos ouviam, conferiam nas escrituras para ver se realmente era assim. E aceitaram a pregação, e a bíblia diz que eles foram mais nobres que os de Tessalônica. Preste bem atenção no versículo abaixo, para edificação da sua vida espiritual e você entender melhor:

"Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim". (Atos 17:11)

Veja que bênção! Eles conferiam nas Escrituras tudo que era pregado, e aí sim aceitavam. E foram mais nobres que os de Tessalônica. Paulo e Silas não se sentiram ofendidos pelo fato deles conferirem com as Escrituras o que se pregava. Muito pelo contrário, era bom que eles conferissem mesmo, pois isso demonstrava uma busca sincera pela verdade. Quem busca o caminho da verdade é que busca conferir o que se diz. Quem quer viver no erro jamais vai se arriscar a verificar alguma coisa. O próprio Jesus ordenava "examinar" as Escrituras. (João 5:39)

Quem está na luz não fica confuso, não fica turbado, não erra o caminho. O que acontece quando falta luz em casa? Você pode tropeçar ou esbarrar em alguma coisa, não é? Mas quando a luz chega você vê tudo e não tropeça. A Palavra de Deus é a luz para o seu caminho. "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho". (Salmo 119:105) Devemos ter muito cuidado com a falsa capa de religiosidade que ronda muitas igrejas. Apocalipse 2:18,19 adverte a igreja de Tiatira pelo seguinte:

"Ao anjo da igreja em Tiatira escreve...Conheço as tuas obras, e o teu amor, e a tua fé, e o teu serviço, e a tua perseverança...Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos".

A opção do inimigo contra esta igreja foi introduzir uma mulher que se dizia profetiza, que operava com dons. Jezabel era filha do Rei do Sidônios (1 Reis 16:31) uma adoradora de Baal. O Rei Acabe se casou com esta mulher e permitiu que ela introduzisse a adoração a Baal em Israel. Ela tinha 400 profetas que comiam da sua mesa, desfrutando de status e privilégios. Muitos pensam que o Senhor sonda as roupas para qualificar alguém, segundo a aparência. Mas este é um erro terrível. A capa de religiosidade de Jezabel ronda muitas igrejas pelo mundo. Mas à igreja de Tiatira o Senhor Jesus deixa claro em Apoc 2:23 que não é bem a roupa que Ele sonda não:

"E todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações".

A GRAÇA E O CONHECIMENTO

"Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja dada a glória, assim agora, como até o dia da eternidade". (2Pe 3.18)
O cristão é um ser humano em desenvolvimento. Alguém usava uma camiseta onde estava escrito:
"Tenha paciência porque ainda estou em construção".
É; estamos em construção. O crente em nosso Senhor Jesus Cristo tem que agradecer diariamente a graça de Deus e de Seu Filho, e ir penetrando mais e mais além do véu do santuário.
Sim. A graça e o conhecimento têm como sua fonte a pessoa de Cristo Jesus. Pedro, o apóstolo, nos adverte a crescer "na graça e no conhecimento" do Senhor, e o faz no mesmo espírito que levou Paulo a dizer "seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo" e "o Senhor vos faça crescer e abundar em amor uns para com os outros e para com todos."
A experiência da santificação está relacionada ao crescimento cristão, e é, mesmo, um desafio ao crescimento na sabedoria, no conhecimento, na experiência e na graça.

A GRAÇA
A graça de Deus, Seu amor que não merecemos, faz-nos o que somos. Ela é Deus em operação no nosso ser. É impressionante que todas as religiões começam com o ser humano buscando seu(s) deus(es). Assim no animismo, no candomblé, no hinduismo, etc. Mas o evangelho de Cristo começa com Deus buscando a pessoa humana. Só temos que examinar o testemunho da Sua Palavra:
"Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: em que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, par que por meio dele vivamos. Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou a nós, e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro".
A graça de Deus escolheu os patriarcas: Noé, Abraão, Jacó, José, Moisés. Escolheu os profetas: Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Amós (7.14,15). Jesus Cristo escolheu os apóstolos (Mt 10.10; Mc 3.13; Lc 6.13; 9.1; 2Co 12.9); escolheu os seus santos (Rm 1.7; 1Co 1.2: Ef 1.1,2). A Bíblia é a história da graça de Deus, e Deus Pai é o Deus de toda graça (1Pe 5.10), como o Espírito Santo é o Espírito da graça (Zc 12.10), e Jesus Cristo é a Palavra de Deus cheia de "graça e de verdade"(Jo 1,14).
Mas a graça de Jesus Cristo, na qual somos encorajados a crescer, não é uma graça barata, graça de liquidação. Não é a pregação do perdão sem arrependimento, do batismo sem discipulado, da comunhão sem confissão. Porque graça barata é a graça sem cruz, que dispensa o Calvário e sem Jesus Cristo ressuscitado!
Não! Pela graça há uma nova relação com Deus, uma nova obediência. E afirmar Efésios 2.8 ("Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus) é sinônimo de confiança no valor da obra salvadora de Deus.
A graça se reflete em três aspectos: a já mencionada salvação pela graça, a segurança por meio da graça e a graça como regra de conduta. A graça salvadora é mais que simples amor porque é amor que liberta, que torna o salvo triunfante sobre o juízo final (leia Jo 3.18); é o amor sem limites e livre de Deus pelo perdido. A segurança pela graça significa que Deus guarda os seus (leia Jo 10.27-29; Rm 8.35-39; Jo 6.37,39). Como regra de vida significa que devemos crescer nela pela transformação segundo a imagem de Cristo, o que é produzido em nós pelo poder do Espírito Santo (leia 2Co 3.18). E então surge em nossa vida um novo senso de responsabilidade por nossas atitudes, de propriedade por nossas ações, de alegria por estar vivo e ativo no reino de Deus; novo sentido de esperança para o futuro, e, por isso, celebramos a graça, maravilhosa graça, abundante graça, extraordinária graça que nos dá salvação, vida e alegria!

O CONHECIMENTO
O "conhecimento de Cristo" pode ser uma de duas coisas, ou as duas; um conhecimento acerca de Jesus Cristo (cf. 2Pe 1.5,6), ou/e um conhecimento pessoal de Cristo, um encontro com Ele como Salvador pessoal, um contato constante com Ele.
Então, qual o Cristo que você conhece? O Cristo morto da teologia popular brasileira? Mostrando a uns amigos americanos um templo antigo da Igreja Majoritária, ao lado do espanto, misto de admiração pelos painéis folheados a ouro, altares rebuscados, tive um repentino susto ao ver debaixo de um dos altares um cadáver num caixão. Olhando melhor, observei que era uma imagem em tamanho natural representando o Cristo defunto tão ao gosto de certa forma de religiosidade. São expressões de um folheto de cordel:

"Vendo Jesus Cristo morto
Ao pé da cruz se sentaram
5.000 e 5 chagas
Encontrou no corpo dele.
5.000 e doze espinhos
A Virgem retirou dele.
5.000 gramas de sangue
Fazem cortina pra ele.

Aos mãos estavam furadas,
Os ossos desconjuntados,
Despido de suas vestes
Os dois pés finos cravados,
O peito rasgado à lança.
Os dois olhos fechados".

Qual o Cristo que você conhece? O Cristo distante? O Cristo do Corcovado, dos Altos do Cruzeiro (praticamente toda cidade do interior, e algumas capitais como Salvador, Rio de Janeiro, Recife têm um morro para onde se vai em romaria, subindo, por vezes, de joelho a escadaria numa autêntica demonstração de "salvação pelas obras"). O Cristo metafísico, longe de nós?
Qual o Cristo que você conhece? O Cristo-que-não-inspira-respeito? Das músicas profanas e piadas pretensamente jocosas?
Qual o Cristo que você conhece? O Cristo docético, pálido, ausente da vida diária; cuja natureza humana e deformada, ou substituido por um orixá?
Qual o Cristo que você conhece? O Cristo-Oxalá, filho unigênito do Pai Olorum?
O Cristo Senhor de Maitreya do movimento "Nova Era"?
O Cristo-só-homem? Grande filósofo? Grande mestre?
O irmão está pensando, "Pastor, eu sou crente, sou salvo!" Volto a lhe perguntar, meu irmão, qual o Cristo que você conhece? O Cristo sem poder, inerte, que nega a palavra profética de que o Espírito do Senhor está sobre Ele, e O ungiu para anunciar boas novas, proclamar libertação, restauração, por um fim à opressão, e proclamar o ano das bênçãos, da graça, o ano aceitável do Senhor (cf. Lc 4.17-21; Is 61.1ss)?
Qual o Cristo que você conhece? O Cristo existencialista de Bultmann? O Cristo revolucionário, parazelote, de Cullmann, dos teólogos da libertação, das categorias políticas? Ou o Cristo servo-sofredor dos profetas, o Cristo da esperança de todo o Novo Testamento?
Num dos seus iluminados livros, o Pr. A. W. Tozer ensina que há graus de conhecimento das realidades divinas. E, fazendo um paralelo com o templo de Jerusalém, explica dizendo que o primeiro deles é o grau da razão que se refere ao pátio do templo, ao ar livre e recebendo a luz natural. Verdade é que tudo era divino, mas a qualidade do conhecimento se tornava mais sublime à medida que o adorador deixava o átrio, a parte de fora do templo, e ia se aproximando do Santo dos Santos onde estava a arca. O segundo grau é o da fé correspondendo ao lugar Santo. É aquele que penetra na fé da criação divina do Universo, crê na Trindade Divina, crê que Deus é amor, e que Jesus Cristo morreu por nós, ressuscitou, e está ao lado do Pai. O mais elevado é o da experiência espiritual: é o Santo dos Santos, o conhecimento mais puro. Em João 14.21, Jesus disse,

"Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele."
E Paulo fala de sua experiência no Espírito com as seguintes expressões:
"É necessário gloriar-me, embora não convenha; mas passarei a visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei; Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro céu. Sim, conheço o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei: Deus o sabe), que foi arrebatado ao paraíso, e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir." (2Co 12.1-4)
Essa é a bem-aventurança maior: entrar pelo véu rasgado no lugar Santíssimo.
Tendo pois, irmãos, ousadia para entrarmos no santíssimo lugar , pelo sangue de Jesus, pelo caminho que Ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado de má consciência, e o corpo lavado com água limpa, retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa." (Hb 10.19-23).
O CRESCIMENTO
O alvo do crente em Jesus Cristo é crescer. Crescer na graça (2Pe 3.18), crescer no conhecimento (Cl 1.10), crescer na fé (1Ts 1.3), crescer na sabedoria (Pv 1.5), crescer em tudo (Ef 4.15).
Em Êxodo 33.13. Moisés faz um pedido ousado a Deus: "rogo-te que agora me mostres os teus caminhos, para que eu te conheça". O Senhor, então, assegura que irá com ele (cf. V. 14). No verso 18, ele faz um pedido ainda mais ousado "Rogo-te que me mostres a tua glória". E, com isso, Moisés nos ensina que não podemos ficar com menos.
Crescer como cristão, na fé, na graça e no conhecimento é uma construção do Espírito de Deus. É o Espírito Santo o grande operário de Deus em nosso próprio espírito.
Ora, as pessoas sensíveis à vida espiritual desejam ser mudadas para melhor. Pois o evangelho tem uma proposta radical: é preciso morrer! Morrer para o passado e nascer para uma nova vida:

"Porque morreste, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus": (Cl 3.3; cf. Rm 6.2,7ss; Cl 2.13; 1Co 15.31,36; Ef 4.24).

Então, virão os sinais de crescimento: a paz, a alegria, a esperança, a segurança, a gratidão, o serviço (cf. Rm 14.17; Jo 14.27; Rm 5.5; 1Pe 1.3; 1Jo 5.12,13; Lc 24.53; Rm 12.1).
Por que crescer espiritualmente? Porque nosso Deus o espera. Pelo Espírito, entramos na nova vida em Cristo; pelo Espírito, vemos em Jesus a revelação de Deus, e então nos entregamos a Ele, e Seu Espírito toma conta de nós e faz a obra, "porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rm 5.5). É preciso crescer espiritualmente porque nossa utilidade no reino de Deus o exige, decorrendo daí um interesse profundo na Causa de Cristo, e a participação ativa no reino. É preciso crescer espiritualmente para evitar a advertência de Paulo em 1Tm 1.5-7.
No entanto, se alguma dificuldade há, ponha-a diante de Deus em oração, e faça certas perguntas: quem ordena crescer? Não é o pastor, mas o próprio Deus. Em quem devo crer? Em Jesus Cristo. Mas não pergunte, "como posso crer?" Pois diante de tantas graças, bênçãos e maravilhas, pergunte "Como poderia deixar de crer?" E, então, submeta-se!
Pedro termina a carta como a começara (cf. 1.2), e como a vida cristã é vida de desenvolvimento, crescimento e rumo à maturidade, ao lado da ordem de Pedro está o encorajamento de Paulo,

"... esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus" não esquecendo o profeta Oséias: "Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor..." (6. 3). Amém.

 http://youtu.be/OTRVPYs-pV4
Em o Antigo Testamento: A missão dos patriarcas é baseada na esperança da promessa e das bênçãos
As passagens vétero-testamentárias da esperança judaica tornar-se-ão modelo cristão a partir dos temas bênção e promessa.
Em Gênesis 1: 28, Deus abençoa a Adão e Eva com a missão de que eles frutificassem e multiplicassem sobre a terra. Além desta missão, havia a promessa da bênção de domínio sobre a criação. Assim, o que impulsionava Adão a cumprir a sua missão era o fato de que a dádiva e a bênção por parte de Deus são fatores motivadores para o cumprimento de sua missão. Em Adão, Deus mostra que a sua bênção é determinada pelo cumprimento da missão que ele outorga aos homens, entendendo que a missão de Adão era clara e definida e que ele esperava a manifestação da bênção e da promessa. Em Gênesis 9: 8-17, vemos a ação de Deus chamando Noé para a missão de preservar a raça humana a partir da promessa de que Ele não mais a destruiria. O cumprimento desta missão teve como fator básico a bênção para toda a raça humana.
A partir de Gênesis 12, temos o chamado de Deus para Abraão e a confirmação de que nele seriam benditas todas as famílias da terra. Abraão responde ao chamado com fé nas promessas e nas bênçãos. A fé lhe foi exigida, porque em sua missão encontrou, por várias vezes as dificuldades que foram vencidas pela fé em Deus, que deu origem à sua missão. Essa fé iniciou-se com Abraão que na história da sua vida viu a missão que Deus tinha para ele cumprir, mas que apontava para um fim maior que haveria de realizar-se. Moltmann nos dá um perfil interessante no que diz respeito ao espaço do crer na realização do prometido:
Se uma palavra é palavra de promessa, isto significa que ela ainda não encontrou sua correspondência na realidade, mas está em contradição com a realidade presente e experimentável... a palavra da promessa sempre cria um tempo intermediário, carregado de tensão que se estende entre o evento e a realização da promessa.
Assim, Deus chama Abraão com o objetivo de alcançar todas as outras nações da terra. O propósito de Deus em Abraão era mostrar ao mundo o caminho da salvação e fazer com que todos pudessem gozar das promessas e das bênçãos feitas a ele. Assim sendo, Deus usa Abraão para um propósito maior - alcançar as nações. Com o nascimento de Isaque (Gênesis 21), Deus mostra a Abraão a sua fidelidade e responde de forma concreta a todas as promessas feitas a ele, pois é em Isaque que Deus vai dar continuidade para às suas promessas de abençoar a todos os povos.
Essa bênção se torna presente em Jacó (Gênesis 32: 22-32), pois Deus começa a lançar os fundamentos para o povo que seriam instrumentos para refletir a sua glória entre as nações, o povo de Israel. Em José, nós podemos ver como a fidelidade de Deus atua, mesmo que de modo estranho ao levar José para o Egito como escravo e abençoando-o, a ponto de promovê-lo aos mais altos escalões da corte, para preservar seu povo e também para abençoar os egípcios e os povos vizinhos naquele tempo de calamidades.
A partir de Êxodo 12, encontramos Moisés que se destaca como uma figura bastante significante para o contexto de missão no Antigo Testamento. Ele é enviado para a missão de resgatar o povo de Israel e fazer dele um canal de bênção para as nações. Isso acontece a partir da libertação do povo que estava cativo, oprimido e sob o domínio de faraó. Vale ressaltar também que Deus usa Moisés, não apenas para libertar o povo, mas para ser o condutor do povo na formação da nação, na elaboração do seu culto e das suas leis, enfim, na expressão da sua fé.
Assim no êxodo, Deus cumpre sua promessa, libertando seu povo da escravidão e do cativeiro. Em Moisés, Deus mostra que o êxodo é a base para a tipologia cristã que antecipa a obra redentora de Cristo. Assim, a ação salvífica de Deus no passado se tornou a base da esperança e da confiança que a salvação poderia ser conhecida como uma experiência na história humana, e não somente um evento além da história atual.
Considerando a promessa e a bênção como elementos de uma esperança judaica primitiva, a cristandade tomou-as como precursoras de uma teologia bíblica desenvolvida na cultura helênica, romana e gentílica do século I. É certo que a Igreja Primitiva levou em consideração o aspecto da esperança cristã inaugurada em Cristo como também o cumprimento da promessa e da bênção. A missão dos profetas é baseada na esperança do reino messiânico
Considerando o movimento profético como um fenômeno da urgência crítica do período monárquico da nação de Israel, entendo que há elementos suficientes para uma análise quanto ao aspecto da esperança que alcançou momentos históricos decisivos para o povo. Quero referir-me a alguns profetas que, inspirados pelo Espírito de Deus (Isaías 61:1-2; Miquéias 3:8), refletiam a crise social, econômica e política com fortes argumentos teológicos. Essas explanações, todavia, começaram a ser imitadas por um número muito significativo de profetas tanto palacianos (Deutero-Isaías) como campesinos (Amós), pois o perfil profético desses anunciadores traziam em suas mensagens a voz de lahweh, inaugurando um novo período: o reino messiânico.
Falar sobre o reino messiânico no período dos profetas é detectar cuidadosamente as estruturas escatológicas que o tema da esperança judaica proporcionou ao povo Por exemplo, a crise econômica do reinado de Judá prejudicou sensivelmente os camponeses por causa dos altos impostos que indicaram para os profetas menores, o anúncio de uma conversão da injustiça social para uma vida digna e respeitada. Os profetas desse período caracterizavam a esperança a partir de uma reconversão do reinado monárquico, ou seja, o rei, os súditos, os profetas, os sacerdotes, o exército e até mesmo o povo seriam alcançados pelo reino do Messias, pois a injustiça social seria aniquilada.
O que significaria então essa esperança no reino messiânico? Certamente, os profetas traziam um anúncio voltado para uma figura política, sacerdotal, profética e humana, pois o Messias seria o representante justo de Deus entre o povo. É nesse contexto simbólico-figurativo que o Messias deixa de ser imagem e memória, ideal e ficção e, fenomenologicamente falando, torna-se a esperança de realização num homem que satisfaria os ideais divinos de justiça. Afinal, era ao rei que cabia a função de administrar o mishphat e o tsadíq (justiça e direito). Sendo assim, os profetas anunciam um reino messiânico como uma repulsa ao reinado dos reis que não exerciam cabalmente a função digna e justa. Embora o ritual da unção do rei fosse uma indicação de que o mesmo fôra escolhido por Deus, os profetas anunciam um rei que é o próprio Deus: o Renovo Inaugura-se um novo momento na história de Israel: a esperança de que o reino messiânico seja efetivamente inaugurado.
A esperança judaica do reino messiânico é descrita por vários pesquisadores como manifestações históricas: quando Davi começa a construção do templo, Natã o adverte do seu pecado de adultério como sendo a decadência do seu reinado. A história dos cronistas narra episódios de uma estrutura familiar real totalmente desvinculada do contexto da justiça divina. Certamente, o reinado davídico não é o messiânico, pois a injustiça dentro do próprio palácio é praticada por aquele que era tido como o escolhido de Iahweh. Já, no reinado de Salomão, a injustiça é mais acentuada: o sistema tributário para manutenção do templo, palácio e oligarquias tribais (sistema de prefeituras), denominado corvéia, opunha-se totalmente ao projeto já outrora declarado por lahweh (comp. 1 Reis 2:1-4). A partir de Salomão, a monarquia sofre divisões, más estruturações, principalmente no aparato litúrgico, religioso e cerimonial. Doravante, a nação de Israel e Judá vão ser dominadas e o povo vai sentir-se desesperançado. A resposta histórica da esperança messiânica somente é descrita pelos profetas que presenciaram o retorno do cativeiro babilônico comandado pelo rei persa Ciro. Este momento histórico é considerado messiânico porque a nação passa por uma renovação étnica, os valores da tradição javista, eloista, sacerdotal e deuteronomista voltam a ser lembrados e os novos líderes são escolhidos a partir do contexto da justiça e do direito margeados pela experiência e vivência do cativeiro.
Concluindo, o período profético dentro da história de Israel é caracterizado como um anúncio da esperança judaica de um reino messiânico. Esse reino, todavia seria comandado por lahweh, visto que administraria o direito e a justiça ao povo.
 Em o Novo Testamento A missão de Jesus é cumprir a esperança da salvação
Dentro da teologia bíblica desde Gênesis, Deus já incluíra em seu projeto de criação do universo o resgate do homem dominado pelo pecado (Gn 3:1-15). Essa missão em resgatar a humanidade, por iniciativa divina, concluiu-se em Jesus. Sua missão foi a de cumprir o resgate da humanidade, doando-se gratuitamente e cumprindo satisfatoriamente a vontade de Deus-Pai. Esse cumprimento da missão deve ser entendido escatologicamente dentro do contexto da soteriologia, pois Jesus é quem inicia e Cristo é quem concretiza a esperança soteriológica. Não são duas pessoas, mas sim duas características essenciais da função divina que representa a esperança e a salvação. Cristo é a consumação de uma missão permeada pela esperança que a criatura tinha de ser resgatada pelo seu Criador.
Dentro do plano bíblico de salvação, Cristo é o enviado de Deus para cumprir a esperança soteriológica da vontade divina. Sendo assim, Ele se torna a Missio-Dei de uma esperança divina compartilhada com a humanidade. Jesus cumpre essa missão porque é Deus que salva.A missão de Jesus é inaugurar a esperança do Reino de Deus
O aspecto escatológico da missão de Jesus é o de inaugurar a temática do reino de Deus como uma nova esperança: a da prática da justiça. O Reino de Deus é inaugurado por Cristo porque concentra em si a esperança da humanidade. Ele cumpre os aspectos do reino messiânico já anunciado pelos profetas vétero-testamentários. A missão de Jesus ao inaugurar o Reino de Deus, coloca-se em duas situações de concretização: a primeira é o de fundamentar o conteúdo do Reino de Deus, e a segunda é o de identificar os efetivadores desse reino: o novo homem em Cristo.
Portanto, a missão de Jesus traz juntamente consigo elementos visíveis da esperança no anúncio do Reino de Deus, ou seja, os sinais visíveis do Reino de Deus. O primeiro sinal do reino é a presença de Jesus no meio do seu povo. Essa presença traz como resultado final a alegria, paz e celebração (Lc 17:21; Mt 18:20). O segundo sinal do reino de Deus é a pregação do evangelho, ou seja, o Kerigma. Pois não havia até então evangelho para ser pregado. Assim, a vinda de Cristo inaugura o tempo da proclamação. Um tempo de anúncio das boas novas a todos, especialmente aos pobres (Lc 4:18 - 19; 7:22). O terceiro sinal do reino foi o exorcismo. A idéia aqui apresentada é a de que a possessão demoníaca é real e terrível, sendo que a libertação só é possível através de um encontro de poderes no qual o nome de Jesus prevalece. O quarto sinal do reino foram as curas e os milagres realizados por Jesus, dando visão aos cegos, curando enfermos, dando audição aos surdos, fazendo coxos andar, ressurgindo mortos, acalmando tempestades, multiplicando pão e peixes, tudo isso não só apontando para a realidade da chegada do reino, mas eram prenúncios do reino final, em que os problemas vividos pelos homens seriam banidos para sempre. O quinto sinal do reino é o milagre da conversão e do novo nascimento. O encontro com Deus e com o poder salvador do evangelho, faz do homem nova criatura (II Cor 5:17). Um sexto sinal é o povo do reino1 em quem se manifesta o que o apóstolo Paulo denomina de "fruto do Espínto" (GI 5:22-23). Assim sendo1 fica claro que o reino de Deus é governado por paz, amor, alegria, bondade, longanimidade, benignidade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. O sétimo sinal do reino é o sofrimento. No exemplo de Cristo nós temos o paradigma para a nossa atuação como efetivadores deste reino. Foi necessário que ele sofresse a fim de entrar na sua glória. Cristo sofreu por nós, deixando o exemplo maior para que pudéssemos mostrar um sinal concreto para todos de que recebemos a salvação de Deus, ou seja, do seu reino. Concluindo, fica bastante claro que todos esses sinais apontam para uma esperança inaugurada em Cristo. A missão de Jesus é criar expectativas de vida
Após vermos que a missão de Jesus era inaugurar a esperança do reino de Deus, vamos agora ver a conotação que essa missão vai assumir em relação à criação de expectativas de vida. Vale ressaltar, que o significado da esperança dos contemporâneos de Jesus está intimamente ligada na pluralidade do conceito vétero-testamentário visto anteriormente. O que caracterizava essa época era a expectativa messiânica. A idéia aqui apresentada é de um libertador da nação. Já na pluralidade da época de Jesus, encontramos quatro tipos de expectativas: a primeira, chamada de apocalíptica, entendia que o presente estava entregue a poderes malignos e fadado a desaparecer. Haveria todo tipo de desgraça como terremotos, fome, fogo, guerras e depois surgiria um novo tempo, repleto de paz e justiça num mundo eterno onde a morte e todas as configurações malignas estariam vencidas. A Segunda, chamada de rabínico-farisáica, adotou elementos da apocalíptica e desenvolveu um tipo de escatologia semelhante, que unia as diversas esperanças a respeito dos tempos finais. Há, evidência do caráter político-nacionalista de esperada manifestação do reino de Deus. O povo, privado de força política, vivia esta expectativa no legalismo. Desta forma, constatamos
O Reino de Deus será erigido quando ele libertar Israel da escravidão, sob os povos do mundo, por meio de poderosos sinais, históricos o cósmicos, e obrigar os povos a reconhecê-lo como Senhor.
Já o terceiro grupo tinha também sentimentos apocalípticos e era formado pelos essênios. Consideravam-se o único Israel verdadeiro. Para esse grupo a espera do Messias davídico foi relacionada a pessoa do Messias de Israel, visão essa extraída do Antigo Testamento. O quarto e último grupo é o mais radical. São os Zelotas, que não se contentavam em esperar calmamente a vinda do Messias, mas desejava sua vinda através da luta armada. Eram profundamente nacionalista e traduziam sua expectativa em uma prática guerreira de libertação, com o objetivo de forçar a realização do reino por meio da força. É nesse contexto de espera que aparece a pessoa de Jesus, o Messias. A expectativa do Antigo Testamento de lahweh iria intervir na história. O Verbo se faz carne (Jo 1:14); Deus tornou-se homem, o Todo-Poderoso apareceu na terra e veio ao encontro do homem. Em Jesus, o dia mundial da salvação chegou como o grande dia de Deus. Aquilo que era futuro, tornou-se presente nele uma realidade já presente entre os homens (Lc 10:23; 11:20; 17:20)
Portanto, em Jesus, a expectativa de vida se faz presente. Jesus assume a missão de gerar vida, colocando a esperança sob uma nova perspectiva. Em Jesus, a esperança se torna uma realidade concreta, gerando uma expectativa nova para as pessoas. Essa nova expectativa gera também um novo tempo: um tempo de paz, de amor, de justiça e saúde. Gera um tempo de celebração, um tempo de festa, algo que só a missão de Jesus faz tornar realidade. Essa missão, portanto, traz uma nova expectativa, pois ele cumpre aqui e agora e aponta suas ações e palavras como sendo um acontecimento salvífico do fim dos tempos.
Na Teologia Paulina ; A ressurreição escato-cosmológica de Jesus enquanto paradigma missiológico
O apóstolo Paulo coloca na base angular de nossa esperança o evento pascal e pós pascal e a união com ele (1 Tess. 4:14). A ressurreição de Jesus, e em conseqüência, a dos fiéis são ações salvíficas de Deus (1 Cor 15: 22 5) A pregação da ressurreição era uma esperança viva. Ela elimina todas as dúvidas acerca da autenticidade da reivindicação de Jesus, além disso, se a ressurreição de Cristo não fosse um fato, a experiência na estrada de Damasco não teria passado de um sonho apenas e nada convenceria Paulo disso. Ele sabia que Cristo havia ressuscitado. Esse era portanto o fator determinante para a ação missiológica de Paulo: O Cristo ressurreto! Para o apóstolo tudo o que se refere a Jesus Cristo é portanto, objeto de esperança e de ação missiológica, especialmente a sua ressurreição. Desta forma, o pensamento escatológico de Paulo une sempre o evento da ressurreição de Jesus no contexto da expectativa escatológica, em relação aquilo que há vir e a espera do futuro é sempre baseada no evento Cristo.
A missão de Paulo na  confecção escatológica da esperança cristã.
O apóstolo Paulo teve um papel muito salutar na confecção do conceito escatológico da esperança cristã. Afinal, não fora fácil para ele conscientizar os cristãos acerca dessa realidade, pois a influência judaica (acerca do messianismo) e a grega (a respeito da utopia filosófica) são religiões ou sistemas já muito bem estruturados e de difícil acesso. Dessa forma, pode-se afirmar que a missão de Paulo foi a de compor a metodologia teológica necessária para se conceber a esperança cristã.
Para o apóstolo, a fé é o critério para se compreender a esperança (Romanos 1:16-17). Ela é o sujeito, pois o objeto da esperança é, normalmente, escatológico: a glória de Deus, a esperança reservada nos céus (CI 1:5), a graça que será concedida na revelação (escatológica) de Jesus Cristo. Era preciso que o apóstolo desse aos cristãos a segurança necessária aos obstáculos enfrentados: o sofrimento, a desesperança, a injustiça, a opressão, às doenças etc. O amor também ocupa uma saliência na tríade paulina (1 Coríntios 13:13, pois fé, esperança e amor são dons a serem exercitados), veiculado pela expectativa da comunhão em Cristo pelo Espírito. Sendo assim, essa construção do amor entre fé e esperança ajuda a concepção paulina para estabelecer conceitos, diretrizes e medidas pastorais a favor das comunidades primitivas.
A variedade das experiências, pelas quais Paulo orientou as comunidades a suportarem, resultou como elementos didáticos da preocupação apostólica em redescobrir novos horizontes para a fé cristã. Esses horizontes foram vistos nos personagens bíblicos (Rm 4:18), naquilo que não vimos ou sentimos (Rm 8:24; Hb 3:6), na glória de Deus (Rm 5:2); na libertação do pecado (Rm :20), na salvação do justo (Rm 8:24), na alegria dos justificados (Rm 12:12), na libertação do perigo (2 Cor 2:10) etc. Enfim, várias passagens que estruturam o pensamento de Paulo, além, é claro, de conciliar a missão, a glorificação de Deus e a unidade do Corpo.


Em o Antigo Testamento: A missão dos patriarcas é baseada na esperança da promessa e das bênçãos
As passagens vétero-testamentárias da esperança judaica tornar-se-ão modelo cristão a partir dos temas bênção e promessa.
Em Gênesis 1: 28, Deus abençoa a Adão e Eva com a missão de que eles frutificassem e multiplicassem sobre a terra. Além desta missão, havia a promessa da bênção de domínio sobre a criação. Assim, o que impulsionava Adão a cumprir a sua missão era o fato de que a dádiva e a bênção por parte de Deus são fatores motivadores para o cumprimento de sua missão. Em Adão, Deus mostra que a sua bênção é determinada pelo cumprimento da missão que ele outorga aos homens, entendendo que a missão de Adão era clara e definida e que ele esperava a manifestação da bênção e da promessa. Em Gênesis 9: 8-17, vemos a ação de Deus chamando Noé para a missão de preservar a raça humana a partir da promessa de que Ele não mais a destruiria. O cumprimento desta missão teve como fator básico a bênção para toda a raça humana.
A partir de Gênesis 12, temos o chamado de Deus para Abraão e a confirmação de que nele seriam benditas todas as famílias da terra. Abraão responde ao chamado com fé nas promessas e nas bênçãos. A fé lhe foi exigida, porque em sua missão encontrou, por várias vezes as dificuldades que foram vencidas pela fé em Deus, que deu origem à sua missão. Essa fé iniciou-se com Abraão que na história da sua vida viu a missão que Deus tinha para ele cumprir, mas que apontava para um fim maior que haveria de realizar-se. Moltmann nos dá um perfil interessante no que diz respeito ao espaço do crer na realização do prometido:
Se uma palavra é palavra de promessa, isto significa que ela ainda não encontrou sua correspondência na realidade, mas está em contradição com a realidade presente e experimentável... a palavra da promessa sempre cria um tempo intermediário, carregado de tensão que se estende entre o evento e a realização da promessa.
Assim, Deus chama Abraão com o objetivo de alcançar todas as outras nações da terra. O propósito de Deus em Abraão era mostrar ao mundo o caminho da salvação e fazer com que todos pudessem gozar das promessas e das bênçãos feitas a ele. Assim sendo, Deus usa Abraão para um propósito maior - alcançar as nações. Com o nascimento de Isaque (Gênesis 21), Deus mostra a Abraão a sua fidelidade e responde de forma concreta a todas as promessas feitas a ele, pois é em Isaque que Deus vai dar continuidade para às suas promessas de abençoar a todos os povos.
Essa bênção se torna presente em Jacó (Gênesis 32: 22-32), pois Deus começa a lançar os fundamentos para o povo que seriam instrumentos para refletir a sua glória entre as nações, o povo de Israel. Em José, nós podemos ver como a fidelidade de Deus atua, mesmo que de modo estranho ao levar José para o Egito como escravo e abençoando-o, a ponto de promovê-lo aos mais altos escalões da corte, para preservar seu povo e também para abençoar os egípcios e os povos vizinhos naquele tempo de calamidades.
A partir de Êxodo 12, encontramos Moisés que se destaca como uma figura bastante significante para o contexto de missão no Antigo Testamento. Ele é enviado para a missão de resgatar o povo de Israel e fazer dele um canal de bênção para as nações. Isso acontece a partir da libertação do povo que estava cativo, oprimido e sob o domínio de faraó. Vale ressaltar também que Deus usa Moisés, não apenas para libertar o povo, mas para ser o condutor do povo na formação da nação, na elaboração do seu culto e das suas leis, enfim, na expressão da sua fé.
Assim no êxodo, Deus cumpre sua promessa, libertando seu povo da escravidão e do cativeiro. Em Moisés, Deus mostra que o êxodo é a base para a tipologia cristã que antecipa a obra redentora de Cristo. Assim, a ação salvífica de Deus no passado se tornou a base da esperança e da confiança que a salvação poderia ser conhecida como uma experiência na história humana, e não somente um evento além da história atual.
Considerando a promessa e a bênção como elementos de uma esperança judaica primitiva, a cristandade tomou-as como precursoras de uma teologia bíblica desenvolvida na cultura helênica, romana e gentílica do século I. É certo que a Igreja Primitiva levou em consideração o aspecto da esperança cristã inaugurada em Cristo como também o cumprimento da promessa e da bênção. A missão dos profetas é baseada na esperança do reino messiânico
Considerando o movimento profético como um fenômeno da urgência crítica do período monárquico da nação de Israel, entendo que há elementos suficientes para uma análise quanto ao aspecto da esperança que alcançou momentos históricos decisivos para o povo. Quero referir-me a alguns profetas que, inspirados pelo Espírito de Deus (Isaías 61:1-2; Miquéias 3:8), refletiam a crise social, econômica e política com fortes argumentos teológicos. Essas explanações, todavia, começaram a ser imitadas por um número muito significativo de profetas tanto palacianos (Deutero-Isaías) como campesinos (Amós), pois o perfil profético desses anunciadores traziam em suas mensagens a voz de lahweh, inaugurando um novo período: o reino messiânico.
Falar sobre o reino messiânico no período dos profetas é detectar cuidadosamente as estruturas escatológicas que o tema da esperança judaica proporcionou ao povo Por exemplo, a crise econômica do reinado de Judá prejudicou sensivelmente os camponeses por causa dos altos impostos que indicaram para os profetas menores, o anúncio de uma conversão da injustiça social para uma vida digna e respeitada. Os profetas desse período caracterizavam a esperança a partir de uma reconversão do reinado monárquico, ou seja, o rei, os súditos, os profetas, os sacerdotes, o exército e até mesmo o povo seriam alcançados pelo reino do Messias, pois a injustiça social seria aniquilada.
O que significaria então essa esperança no reino messiânico? Certamente, os profetas traziam um anúncio voltado para uma figura política, sacerdotal, profética e humana, pois o Messias seria o representante justo de Deus entre o povo. É nesse contexto simbólico-figurativo que o Messias deixa de ser imagem e memória, ideal e ficção e, fenomenologicamente falando, torna-se a esperança de realização num homem que satisfaria os ideais divinos de justiça. Afinal, era ao rei que cabia a função de administrar o mishphat e o tsadíq (justiça e direito). Sendo assim, os profetas anunciam um reino messiânico como uma repulsa ao reinado dos reis que não exerciam cabalmente a função digna e justa. Embora o ritual da unção do rei fosse uma indicação de que o mesmo fôra escolhido por Deus, os profetas anunciam um rei que é o próprio Deus: o Renovo Inaugura-se um novo momento na história de Israel: a esperança de que o reino messiânico seja efetivamente inaugurado.
A esperança judaica do reino messiânico é descrita por vários pesquisadores como manifestações históricas: quando Davi começa a construção do templo, Natã o adverte do seu pecado de adultério como sendo a decadência do seu reinado. A história dos cronistas narra episódios de uma estrutura familiar real totalmente desvinculada do contexto da justiça divina. Certamente, o reinado davídico não é o messiânico, pois a injustiça dentro do próprio palácio é praticada por aquele que era tido como o escolhido de Iahweh. Já, no reinado de Salomão, a injustiça é mais acentuada: o sistema tributário para manutenção do templo, palácio e oligarquias tribais (sistema de prefeituras), denominado corvéia, opunha-se totalmente ao projeto já outrora declarado por lahweh (comp. 1 Reis 2:1-4). A partir de Salomão, a monarquia sofre divisões, más estruturações, principalmente no aparato litúrgico, religioso e cerimonial. Doravante, a nação de Israel e Judá vão ser dominadas e o povo vai sentir-se desesperançado. A resposta histórica da esperança messiânica somente é descrita pelos profetas que presenciaram o retorno do cativeiro babilônico comandado pelo rei persa Ciro. Este momento histórico é considerado messiânico porque a nação passa por uma renovação étnica, os valores da tradição javista, eloista, sacerdotal e deuteronomista voltam a ser lembrados e os novos líderes são escolhidos a partir do contexto da justiça e do direito margeados pela experiência e vivência do cativeiro.
Concluindo, o período profético dentro da história de Israel é caracterizado como um anúncio da esperança judaica de um reino messiânico. Esse reino, todavia seria comandado por lahweh, visto que administraria o direito e a justiça ao povo.
 Em o Novo Testamento A missão de Jesus é cumprir a esperança da salvação
Dentro da teologia bíblica desde Gênesis, Deus já incluíra em seu projeto de criação do universo o resgate do homem dominado pelo pecado (Gn 3:1-15). Essa missão em resgatar a humanidade, por iniciativa divina, concluiu-se em Jesus. Sua missão foi a de cumprir o resgate da humanidade, doando-se gratuitamente e cumprindo satisfatoriamente a vontade de Deus-Pai. Esse cumprimento da missão deve ser entendido escatologicamente dentro do contexto da soteriologia, pois Jesus é quem inicia e Cristo é quem concretiza a esperança soteriológica. Não são duas pessoas, mas sim duas características essenciais da função divina que representa a esperança e a salvação. Cristo é a consumação de uma missão permeada pela esperança que a criatura tinha de ser resgatada pelo seu Criador.
Dentro do plano bíblico de salvação, Cristo é o enviado de Deus para cumprir a esperança soteriológica da vontade divina. Sendo assim, Ele se torna a Missio-Dei de uma esperança divina compartilhada com a humanidade. Jesus cumpre essa missão porque é Deus que salva.A missão de Jesus é inaugurar a esperança do Reino de Deus
O aspecto escatológico da missão de Jesus é o de inaugurar a temática do reino de Deus como uma nova esperança: a da prática da justiça. O Reino de Deus é inaugurado por Cristo porque concentra em si a esperança da humanidade. Ele cumpre os aspectos do reino messiânico já anunciado pelos profetas vétero-testamentários. A missão de Jesus ao inaugurar o Reino de Deus, coloca-se em duas situações de concretização: a primeira é o de fundamentar o conteúdo do Reino de Deus, e a segunda é o de identificar os efetivadores desse reino: o novo homem em Cristo.
Portanto, a missão de Jesus traz juntamente consigo elementos visíveis da esperança no anúncio do Reino de Deus, ou seja, os sinais visíveis do Reino de Deus. O primeiro sinal do reino é a presença de Jesus no meio do seu povo. Essa presença traz como resultado final a alegria, paz e celebração (Lc 17:21; Mt 18:20). O segundo sinal do reino de Deus é a pregação do evangelho, ou seja, o Kerigma. Pois não havia até então evangelho para ser pregado. Assim, a vinda de Cristo inaugura o tempo da proclamação. Um tempo de anúncio das boas novas a todos, especialmente aos pobres (Lc 4:18 - 19; 7:22). O terceiro sinal do reino foi o exorcismo. A idéia aqui apresentada é a de que a possessão demoníaca é real e terrível, sendo que a libertação só é possível através de um encontro de poderes no qual o nome de Jesus prevalece. O quarto sinal do reino foram as curas e os milagres realizados por Jesus, dando visão aos cegos, curando enfermos, dando audição aos surdos, fazendo coxos andar, ressurgindo mortos, acalmando tempestades, multiplicando pão e peixes, tudo isso não só apontando para a realidade da chegada do reino, mas eram prenúncios do reino final, em que os problemas vividos pelos homens seriam banidos para sempre. O quinto sinal do reino é o milagre da conversão e do novo nascimento. O encontro com Deus e com o poder salvador do evangelho, faz do homem nova criatura (II Cor 5:17). Um sexto sinal é o povo do reino1 em quem se manifesta o que o apóstolo Paulo denomina de "fruto do Espínto" (GI 5:22-23). Assim sendo1 fica claro que o reino de Deus é governado por paz, amor, alegria, bondade, longanimidade, benignidade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. O sétimo sinal do reino é o sofrimento. No exemplo de Cristo nós temos o paradigma para a nossa atuação como efetivadores deste reino. Foi necessário que ele sofresse a fim de entrar na sua glória. Cristo sofreu por nós, deixando o exemplo maior para que pudéssemos mostrar um sinal concreto para todos de que recebemos a salvação de Deus, ou seja, do seu reino. Concluindo, fica bastante claro que todos esses sinais apontam para uma esperança inaugurada em Cristo. A missão de Jesus é criar expectativas de vida
Após vermos que a missão de Jesus era inaugurar a esperança do reino de Deus, vamos agora ver a conotação que essa missão vai assumir em relação à criação de expectativas de vida. Vale ressaltar, que o significado da esperança dos contemporâneos de Jesus está intimamente ligada na pluralidade do conceito vétero-testamentário visto anteriormente. O que caracterizava essa época era a expectativa messiânica. A idéia aqui apresentada é de um libertador da nação. Já na pluralidade da época de Jesus, encontramos quatro tipos de expectativas: a primeira, chamada de apocalíptica, entendia que o presente estava entregue a poderes malignos e fadado a desaparecer. Haveria todo tipo de desgraça como terremotos, fome, fogo, guerras e depois surgiria um novo tempo, repleto de paz e justiça num mundo eterno onde a morte e todas as configurações malignas estariam vencidas. A Segunda, chamada de rabínico-farisáica, adotou elementos da apocalíptica e desenvolveu um tipo de escatologia semelhante, que unia as diversas esperanças a respeito dos tempos finais. Há, evidência do caráter político-nacionalista de esperada manifestação do reino de Deus. O povo, privado de força política, vivia esta expectativa no legalismo. Desta forma, constatamos
O Reino de Deus será erigido quando ele libertar Israel da escravidão, sob os povos do mundo, por meio de poderosos sinais, históricos o cósmicos, e obrigar os povos a reconhecê-lo como Senhor.
Já o terceiro grupo tinha também sentimentos apocalípticos e era formado pelos essênios. Consideravam-se o único Israel verdadeiro. Para esse grupo a espera do Messias davídico foi relacionada a pessoa do Messias de Israel, visão essa extraída do Antigo Testamento. O quarto e último grupo é o mais radical. São os Zelotas, que não se contentavam em esperar calmamente a vinda do Messias, mas desejava sua vinda através da luta armada. Eram profundamente nacionalista e traduziam sua expectativa em uma prática guerreira de libertação, com o objetivo de forçar a realização do reino por meio da força. É nesse contexto de espera que aparece a pessoa de Jesus, o Messias. A expectativa do Antigo Testamento de lahweh iria intervir na história. O Verbo se faz carne (Jo 1:14); Deus tornou-se homem, o Todo-Poderoso apareceu na terra e veio ao encontro do homem. Em Jesus, o dia mundial da salvação chegou como o grande dia de Deus. Aquilo que era futuro, tornou-se presente nele uma realidade já presente entre os homens (Lc 10:23; 11:20; 17:20)
Portanto, em Jesus, a expectativa de vida se faz presente. Jesus assume a missão de gerar vida, colocando a esperança sob uma nova perspectiva. Em Jesus, a esperança se torna uma realidade concreta, gerando uma expectativa nova para as pessoas. Essa nova expectativa gera também um novo tempo: um tempo de paz, de amor, de justiça e saúde. Gera um tempo de celebração, um tempo de festa, algo que só a missão de Jesus faz tornar realidade. Essa missão, portanto, traz uma nova expectativa, pois ele cumpre aqui e agora e aponta suas ações e palavras como sendo um acontecimento salvífico do fim dos tempos.
Na Teologia Paulina ; A ressurreição escato-cosmológica de Jesus enquanto paradigma missiológico
O apóstolo Paulo coloca na base angular de nossa esperança o evento pascal e pós pascal e a união com ele (1 Tess. 4:14). A ressurreição de Jesus, e em conseqüência, a dos fiéis são ações salvíficas de Deus (1 Cor 15: 22 5) A pregação da ressurreição era uma esperança viva. Ela elimina todas as dúvidas acerca da autenticidade da reivindicação de Jesus, além disso, se a ressurreição de Cristo não fosse um fato, a experiência na estrada de Damasco não teria passado de um sonho apenas e nada convenceria Paulo disso. Ele sabia que Cristo havia ressuscitado. Esse era portanto o fator determinante para a ação missiológica de Paulo: O Cristo ressurreto! Para o apóstolo tudo o que se refere a Jesus Cristo é portanto, objeto de esperança e de ação missiológica, especialmente a sua ressurreição. Desta forma, o pensamento escatológico de Paulo une sempre o evento da ressurreição de Jesus no contexto da expectativa escatológica, em relação aquilo que há vir e a espera do futuro é sempre baseada no evento Cristo.
A missão de Paulo na  confecção escatológica da esperança cristã.
O apóstolo Paulo teve um papel muito salutar na confecção do conceito escatológico da esperança cristã. Afinal, não fora fácil para ele conscientizar os cristãos acerca dessa realidade, pois a influência judaica (acerca do messianismo) e a grega (a respeito da utopia filosófica) são religiões ou sistemas já muito bem estruturados e de difícil acesso. Dessa forma, pode-se afirmar que a missão de Paulo foi a de compor a metodologia teológica necessária para se conceber a esperança cristã.
Para o apóstolo, a fé é o critério para se compreender a esperança (Romanos 1:16-17). Ela é o sujeito, pois o objeto da esperança é, normalmente, escatológico: a glória de Deus, a esperança reservada nos céus (CI 1:5), a graça que será concedida na revelação (escatológica) de Jesus Cristo. Era preciso que o apóstolo desse aos cristãos a segurança necessária aos obstáculos enfrentados: o sofrimento, a desesperança, a injustiça, a opressão, às doenças etc. O amor também ocupa uma saliência na tríade paulina (1 Coríntios 13:13, pois fé, esperança e amor são dons a serem exercitados), veiculado pela expectativa da comunhão em Cristo pelo Espírito. Sendo assim, essa construção do amor entre fé e esperança ajuda a concepção paulina para estabelecer conceitos, diretrizes e medidas pastorais a favor das comunidades primitivas.
A variedade das experiências, pelas quais Paulo orientou as comunidades a suportarem, resultou como elementos didáticos da preocupação apostólica em redescobrir novos horizontes para a fé cristã. Esses horizontes foram vistos nos personagens bíblicos (Rm 4:18), naquilo que não vimos ou sentimos (Rm 8:24; Hb 3:6), na glória de Deus (Rm 5:2); na libertação do pecado (Rm :20), na salvação do justo (Rm 8:24), na alegria dos justificados (Rm 12:12), na libertação do perigo (2 Cor 2:10) etc. Enfim, várias passagens que estruturam o pensamento de Paulo, além, é claro, de conciliar a missão, a glorificação de Deus e a unidade do Corpo.