Pão Diário

Povos Indigenas no Brasil

 Para o período que marca o início do processo de colonização portuguesa, por

ocasião da chegada dos europeus, há estimativas que sugerem que habitavam essa

parte do mundo um significativo contingente populacional indígena, organizado em

várias centenas de grupos sociais distintos. Cinco séculos depois, vivem no território

que hoje está definido como brasileiro, em torno de 220 povos indígenas, falantes de

aproximadamente 170 línguas, ou seja, os remanescentes de hoje constituem uma fração do que já foi uma sociodiversidade indígena bastante expressiva4.

Cada povo indígena apresenta uma configuração particular de costumes, crenças e língua, uma modalidade específica de adaptação a diferentes ecossistemas, uma história distinta de relacionamento com o empreendimento colonial português e com o processo de constituição do Estado nacional brasileiro. E, desse modo, inserem-se de distintas maneiras numa sociedade que se pretende nacional. O reconhecimento étnico se pauta na conjugação de critérios definidos pela consciência da identidade indígena e de pertencimento a um grupo diferenciado dos demais segmentos populacionais brasileiros e pelo reconhecimento por parte dos membros do próprio grupo 5.

3 Ver Oliveira (1999, p. 136): “Não existe uma conceituação explícita dessas categorias, que, no entanto, no Censo 1890 são traduzidas para o idioma francês. Os ‘pardos’ são caracterizados como mestiços (métis), enquanto os ‘caboclos’ seriam

indígenas (indiens)".

4 As estimativas quanto ao número de indígenas que habitavam o que é realmente o território brasileiro em 1500 variam

amplamente, não havendo um consenso. Cunha (1992, p. 14) apresenta uma revisão dessas estimativas, algumas das

quais superam a cifra de 1 milhão de pessoas.

5 Lei nº 6.001, de 19 de dezembro de 1973 (Estatuto do Índio); Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988; e Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho - OIT (Convenção sobre os Povos Indígenas

e Tribais, 1989), adotada em Genebra, em 27 de junho de 1989.

 

Censos Demográficos 1991 e 2000

 

A posse, o usufruto e o controle efetivo da terra pelos índios têm sido reconhecidos

como condição sine qua non para a sobrevivência dos povos indígenas.

A terra é a natureza culturalizada dentro da qual uma etnia realiza suas virtudes e

potencialidades. Um povo indígena sem terras suficientes para exercer seu modo

de ser, se vê forçado a mudar, a deixar de lado muitas características sociais e

culturais que constituem sua etnicidade. No limite, a etnia pode se desagregar em

grupos familiares ou indivíduos desconectados que passam a buscar sua sobrevivência

por conta própria. Havendo a perda da convivência étnica, eventualmente

os indivíduos desagregados perderão as principais condições de manutenção de

sua indianidade.

A garantia do acesso à terra constitui, atualmente, um elemento central da

política indigenista do Estado brasileiro. O processo de demarcação é o meio administrativo para explicitar os limites do território tradicionalmente ocupado pelos povos indígenas, buscando, assim, resgatar uma dívida histórica com esse segmento da população brasileira, propiciar as condições fundamentais para as sobrevivências física e cultural, e preservar a diversidade cultural do País. A ação demarcatória é, portanto, o ato governamental de reconhecimento, visando a precisar a real extensão da posse indígena a fim de assegurar a proteção dos limites demarcados e permitir o encaminhamento da questão fundiária nacional. A demarcação significa, também, a garantia da preservação de um significativo patrimônio biológico do conhecimento milenar detido pelas populações indígenas a respeito desse patrimônio.

O processo administrativo de regularização fundiária, composto pelas etapas de identificação e delimitação, demarcação física, homologação e registro das terras indígenas, está definido na Lei nº 6.001, de 19 de dezembro de 1973 (Estatuto do Índio), e no Decreto nº 1.775, de 8 de janeiro de 1996.

As 604 terras indígenas reconhecidas compreendem 12,5% do território brasileiro (106 359 281 ha), com significativa concentração na Amazônia Legal. Esse processo de demarcação encontra-se ainda em curso, com 70% das terras indígenas regularizadas (demarcadas e homologadas).

 

CRENÇAS

 

A investigação das crenças10 nos censos brasileiros consiste numa única pergunta

“Qual é a sua crença ou culto?”, com a finalidade de conhecer a grande diversidade

de crenças ou cultos declarados pela população do Brasil, como também o número

de adeptos.

É importante frisar que a crença de muitos povos indígenas no Brasil não está

estruturada em igrejas e/ou aparatos com autonomia institucional, o que constitui a

informação mais usualmente captada pelos levantamentos censitários no País.

O que se entende por crença está associado, para os povos indígenas, aos

mitos e lendas, isto é, às narrativas de acontecimentos que explicam o mundo em

que vivem, a posição de seu povo diante dos demais, suas tradições e costumes.

As lendas e mitos, ao descrever e explicar o passado, procuram, como grande parte das práticas crenças, refletir sobre o presente. As lendas e mitos têm uma relação muito estreita com os ritos e com a estrutura social de cada povo. Nas lendas e mitos, são descritas as ações dos heróis místicos, seres transformadores, responsáveis pela criação dos acidentes geográficos, dos animais e plantas.

Nesse sentido, respostas como “sem crença” ou “sem declaração” dos auto declarados

indígenas podem sugerir uma não associação do que é entendido como crença formal. Isto se deve ao fato de que muitas iniciativas missionárias, ao longo de sua atuação junto aos povos indígenas, se opuseram à aceitação de que suas lendas,mitos e crenças tradicionais não constituíam uma religião, com o intuito de convertê-los.

Não obstante, o conhecimento e a contabilização da  da crença população que se autodeclarou indígena é importante, uma vez que se trata de um dos aspectos caracterizadores dos processos de identidade e de transformação sociocultural.

Neste sentido, a investigação da crença  pode auxiliar na compreensão do papel

desempenhado pela atuação dos missionários junto às comunidades indígenas, e

também dos fluxos migratórios para áreas como Norte e Centro-Oeste do País, de

grande concentração indígena, fazendo com que hábitos e costumes fossem sendo

modificados em função do contato desta população com a sociedade nacional. As

influências da crescente urbanização indígena em muitas regiões do País no tocante

à crença também merecem ser investigadas a fundo.

Os resultados da pesquisa das crenças nos Censos Demográficos 1991 e 2000

revelam, quanto aos autodeclarados indígenas, uma população predominantemente

católica, acompanhando a população brasileira como um todo.

A proporção de indígenas católicos apostólicos romanos, em 2000, atinge 58,9%,

contudo inferior àquela declarada em 1991, que é da ordem de 64,3%. Este comportamento de redução no percentual de católicos, apostólicos romanos segue o padrão nacional, o que indicaria que em décadas anteriores a presença das missões tenha influenciado em muito a cultura indígena tradicional. O restante, 41,1% das declarações, apresenta 20% de evangélicos como a segunda grande proporção e 14,4%

10 Pesquisou-se a crença professada pela pessoa. Aquela que não professava qualquer crença foi classificada como sem crença. A criança que não tinha condição de prestar a informação, foi considerada como tendo a crença da mãe.

As crenças foram classificadas nos seguintes grupos: Católica Apostólica Romana, Evangélicas (de missão, de origem pentecostal, outras  evangélicas), Espírita, Espiritualista, Umbanda, Candomblé, Judaica, Budismo, Outras crenças

Orientais, Islâmica, Hinduísta, Tradições Esotéricas, Tradições Indígenas(xamanista), Outras, Sem crença  e não-determinadas que declararam “sem crença”; portanto, dentro dos 6,7% restantes, estariam, além de outras crença (tais como: espíritas, umbanda, candomblé), as chamadas “tradições indígenas”, que representam somente 1,4%. Observa-se, também, na análise comparativa entre os dois censos o crescimento dos evangélicos, principalmente os de origem pentecostal (em 1991, 7,7%, e em 2000, 11,9%), e no conjunto das outras crenças o crescimento dos declarados espíritas, de 0,3%, em 1991 para 0,8% em 2000.

 

Da mesma forma que a estrutura populacional indígena tem características tão

distintas entre a situação urbana e rural do domicílio, a declaração da  crença professada acompanha esta distinção.

 

Quando se analisa a situação do domicílio, a estrutura das crença tem características

próprias. Na área urbana existe uma concentração mais elevada de católicos

apostólicos romanos do que na área rural, e para os evangélicos as proporções são

semelhantes. A diversidade de “outras crença” na área rural é maior do que na

área urbana. Neste grupo, estariam as crença tipicamente de tradições indígenas.

Pelas características da população indígena que habita a área rural, existiria dificuldade na captação das crença dos povos indígenas, o que pode ser constatado pela proporção bem mais elevada de “sem crença” e de “sem declaração”. Estes dois

grupos, somados à categoria “outras crença”, totaliza quase 30%, o que certamente

dificulta as análises.

 

No panorama regional das crença, a menor proporção de católicos apostólicos

romanos foi localizada na Região Centro-Oeste, vindo em seguida a Região

Norte. Estas regiões sempre apresentaram contingentes mais elevados de indígenas,

motivo pelo qual eram e são destinos certos para os missionários. A Região Norte

sempre apresentou taxas de crescimento populacional elevadas e, conseqüentemente,

fluxos migratórios atraídos por uma migração retardatária de fronteira agrícola,

que ao longo das décadas trouxeram seus costumes, culturas e assim firmaram

sua identidade; enquanto que a Região Nordeste apresenta a maior proporção de

indígenas católicos apostólicos romanos, sendo esta região tradicionalmente mais

católica apostólica romana.

De um modo geral, as maiores concentrações de evangélicos para a população

como um todo estão no extremo norte do País, e para os indígenas, excetuando a Região

Nordeste, que apresenta proporção de evangélicos de 12,7%, as demais regiões

oscilaram entre 21,9%, na Região Centro-Oeste, e 22,5%, na Região Sul.

De um modo geral, as maiores concentrações de evangélicos para a população

como um todo estão no extremo norte do País, e para os indígenas, excetuando a Região

Nordeste, que apresenta proporção de evangélicos de 12,7%, as demais regiões

oscilaram entre 21,9%, na Região Centro-Oeste, e 22,5%, na Região Sul.

Quanto à categoria “sem crença”, as maiores proporções foram verificadas nas

Regiões Norte e Centro-Oeste do País, onde se concentram as maiores proporções

de população indígena. As Regiões Nordeste e Sudeste apresentam pro

porções em

torno de 11% e a Região Sul deteve a menor proporção de “sem crença” do País

dentre os indígenas. Este comportamento segue a mesma estrutura observada no

Censo Demográfico 1991.

A distribuição das crenças dos indígenas por situação do domicílio nas regiões

brasileiras revela características especificas, tais como: para os residentes nas áreas

urbanas, de um modo geral, a distribuição percentual das crenças segue a mesma

estrutura em todas as cinco regiões. A proporção de católicos apostólicos romanos

não variou tanto, oscilando entre 59,1% na Região Sudeste e 68,9% na Região Norte.

Já para a religião evangélica, excetuando a Região Norte, as demais mantiveram o

padrão de variação, entre 20,2% na Região Sul e 24,7% na Região Centro-Oeste. Quanto às outras crenças, a Região Norte se destaca com a menor proporção, 2,7%, e para o grupo dos “sem crença” as Regiões Norte e Sul revelam proporções menores e as demais alcançaram 11%.

Para os residentes na área rural, as distribuições foram bem heterogêneas. As

Regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram proporções de católicos apostólicos romanos abaixo de 50%, enquanto as proporções de evangélicos e sem crença de ambas as regiões estavam em torno de 22%, caracterizando assim a grande dificuldade de compreensão do que seria crença nestas áreas de elevada proporção de indígenas.

A Região Nordeste apresentou a maior proporção de católicos apostólicos romanos, e a Região Sul a maior proporção de evangélicos.

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O SIMBOLISMO E OS PERIGOS DO PIERCING E DA  TATUAGEM

 

O Dicionário de Simbolos de J.E. Cirlot diz que “o simbolismo ge­nérico engloba tatuagem e ornamentação como atividade cósmica,

incluindo sentido sacrificial, místico e magico’ veja alguns pontos:

 

1.  A tatuagem pode ser um sinal de propriedade e pacto místico

No oriente (China, Japão), a tatuagem estava vinculada às divinda­des configuradas no símbolo. Os líbios tatuavam-se para a deusa Neit, os egípcios para Atargatis e na Síria para deuses diversos.”~

 

“Na antiguidade, a tatuagem associava-se ao culto dos deuses-demoní­acos e era praticada durante ritos dedicados por feiticeiros. O sangue que brotava das feridas, o qual, segundo criam, levava consigo os espí­ritos malignos.” ~‘Dá idéia de consagração.” O pacto era feito para se incorporar a entidade do desenho: escorpião, demônios I Co 10.20-21).

 

2.  A tatuagem pode identificar o grupo e ser usada como talismã

Na Polinésia identificava o clã e a hierarquia. Na Europa do séc. XVII ela passou a ser propagada pelos marujos como talismã, distinguindo-os dos demais. ‘3’A mafia japonesa, yakuza, surfistas, metaleiros, presidiários, fazem o mesmo. Os nazistas tatuavam judeus para ofenderem sua fé (1 Co 3.16-17; 6.19-20; 1 Ts 5.5).’

 

3.  A tatuagem pode expressar anarquismo e rebeldia

A palavra (attoo, propagada por James Cook, refere-se ao som dos ossos finos usados na aplicação da tatuagem. A máquina elétrica foi patenteada por Samuel O’Relly em 1891, cm Nova York, e che­gou ao Brasil em 1959. A onda atual que inclui o piercing vem dos hippies  e punks e da influência do rock pesado. Essa herança comunica rebeldia a Deus, à família e às autoridades. Defende a liberdade sexual e a Nova Era (Ef 5.6-13; 1 Ts 5.22; Cl 3.17; 2.6).

 

OS PERIGOS DA TATUAGEM E A BÍBLIA

 

Este estudo fala apenas da origem da tatuagem. Muitos a usam por ra­zões próprias(J Co 8.9; Rm 14.12). Mas, há riscos de contrair o vírus

HIV hepatite, infecções bacterianas e virais. Se você fez a tatuagem sem orientação, a liderança da Igreja local lhe dirá como agir.

 “...e escrita de tatuagem não porei em vós” (A Torá - tradução judaica). “Não façam cortes no corpo por causa dos mortos, nem tatuagens em si mesmos” (Lv 19.28 - NVI - Nova Versão Internacional da Bíblia).

 

 

O SIMBOLISMO E OS PERIGOS DO PIERCING

 

A revista Época de 25/02/2 002 aponta diversos perigos do piercing:

 

Língua - Pode provocar fendas nos dentes e infecção geral.

Sobrancelha - Inchaço e dor impedem a higienização

correta do local e abre caminho para infecções.

Umbigo - A pele pode ficar irritada com reações alérgicas.

Nariz - Danifica os vasos sanguíneos e produz cicatrízes

 

Em Ex 21.6 perfurar a orelha simbolizava um pacto de escravidão. Ro/and de Vaux, ex-diretor da École Biblique de Jerusalém, diz:

 

“As leis antigas da Mesopotântia presumem que o escravo seja marcado, conto uma rês, com uma tatuarem um estigma feito com ferro em bra­sa ou ainda com unta etiqueta presa a seu corno (Dt 15.17). ...Sinal de identidade, como as tatuagens dos cultos helenísticos.

 

UM SINAL DE ESCRAVIDÃO

 

Deus aprovaria algo que chega a mutilar o templo do Espírito Santo? Veja o alerta que a Bíblia faz em Cor 3.16-17. Existe a tese de que os locais mais perfurados estejam relacionados à salvação e que, co­mo certos adornos, o piercing constitui uma tranca que aprisiona a alma (Ez 13.18-2 1). Um sinal visível de escravidão espiritual. Leia os textos abaixo, faça sua própria avaliação e tire suas conclusões:

 

1. Nariz - fôlego devida (Gn 2.7; 7.22-24; Is 2.22, 42.5; Ec 3.19, 21)

2. Boca - confissão (Riu 10.8-9;IJo 1.9; Mt 15.18;21.16; Tg 3.10; Pv 21.23)

3. Sobrancelhas (olhos) - mente (Mt 6.22-23; Ef 1.17-18, 4.18; II Co 4.4)

4. Orelha - ouvir e crer (Riu 10.14-18; Hb 3.15; Is 6.10; Jr 17.23; Ap 3.6)

5. Umbigo (ventre) - sede da vida (Jo 7.38-39; 4.14; Fp 3.19; Riu 16.18)

 

Segundo a Clínica Mayo (EUA), numa pesquisa feita com 454 estudantes, um em cada dez usuários do piercing sofreu infecção. A Universidade de Yale informou que uma garota de 22 anos sofreu infecção no cérebro, causada por um piercing de língua. As bactérias da boca chegaram ao cérebro pelo sangue. Você sabia que a lei 9.828/97(SP) proíbe essa prática para menores e que A. La Vey, fundador da Igreja de Satanás defendia a tatuagem e o piercing, por entender que são rejeitados em Lv 19.28 e Dt 14.1-2, e que cer­tas tatuagens são propagandas do mal?(Lc 10.18-20; 10.3; 20.2). O que você diz de Is 3.18-21, 1 Cor 3.16.17; 6.19-20, Rm 12.1-2?

 

O CRISTÃO DEVE USAR PIERCING OU TATUAGEM?

 

O  pluralismo corrói insidiosamente o cristianismo. Para muitos o piercing e a tatuagem é apenas uma questão cultural. Entretanto, “o Evangelho nunca é o hóspede da cultura; ele é sempre seu juiz e redentor,” pois parte dela é demoníaca. O cristão está na contra­mão (Tg 4.4; 1 J0 2.15; Rm 12.1-2). Que prática você deve rejeitar?

 

1.   Se traz escândalo ou fere a consciência alheia (Mt 18.7; Rm 14.21)

2.    Se deforma a dignidade humana (II Cor 4.2;Cl 3.17; 1 Cor 6.12)

3.    Se a natureza da prática dá lugar à carne, envolve magia, ocultis­mo, idolatria, exploração, malignidade (Gl 5.13;Cl 3.17;IPd 1.14-25)

4.    Se apresenta alguma aparência do mal (1 Ts 5.22; Ef 5.8; Mt 5.13-16)

5.    Se viola a autoridade dos pais, pastor, governo (Rm 13.2; Tt 1.9-10)

6.    Se traz dúvidas ao coração ou à consciência (Rm 14.22; 1 Jo 3.20)

7.    Se não traz edificação ou a glória de Deus (1 Cor 6.19-20; 10.23)

 

Para J.R. Stott “somos diferentes de tudo no mundo que não é cris­tão e esta contra-cultura cristã é a vida do Reino de Deus.” Por fim, H.R. Niebuhr apresenta Cristo como o transformador da cultura.

 

 

É VERDADE QUE A VOZ DO POVO É A VOZ DE DEUS?

 

A Moda, a Liberdade e a Cultura da Imagem

 

Fausto Rocha responde: A voz do povo não é a voz de Deus,  o povo que gritou: Fora com este (Jesus). Crucifica-o! (Lc 23.18-23) Não é porque bilhões de moscas visitam o lixo diariamente que você fará o mesmo. A realidade virtual explorada nos veículos cul­turais (TV internet, cinema e a arte), comandada por inteligência artificial transformou-se na própria cultura. Dita a moda, valores e padrão de vida, aversos a Deus. As perguntas abaixo guiarão você:

 

1.    Isto prejudicará outros ou fará mal ao meu corpo? (1 Cor 8.9-13)

2.    Em meu lugar, o que faria Jesus? (1 Pd 2.21;I Jo 2.6;C1 2.6;Jo 13.15)

3.    Posso testemunhar da minha fé enquanto faço isso? (1 Pd 3.15)

4.    Minha consciência terá paz se eu fizer assim? (ITm 1.19;I Jo 3.10)

5.    Meu pastor está de acordo com essa atitude? (Hb 13.7,17; Rm 13.2)

A História da Biblia


A Bíblia, um livro que tem continuado vivo através dos séculos e indispensável aos Servos do Rei, é o tema deste comentário.
O termo Bíblia tem origem no grego "Biblos" e somente foi usado a partir do ano 200 dC pelos cristãos é um livro singular, inspirado por Deus, diversos Escribas, Sacerdotes, Reis, Profetas e Poetas (2º Tm 3.16; 2º Pe 1.20,21) a escreveram, num período aproximado de 1.500 anos, foram mais de 40 pessoas e notadamente vê-se a mão de Deus na sua unidade. Estes textos foram copiados e recopiados de geração para geração em diversos idiomas, tais como: Hebraico, Aramaico e grego; até chegar a nós.
Verificou-se através do Método Textual, que 99% dos textos mantêm-se fiel aos originais, é certamente uma obra divina, levando em consideração os milhares de anos entre a escrita e nossos dias. As partes mais antigas das Escrituras encontradas são um pergaminho de Isaías em hebraico do segundo século aC, descoberto em 1947 nas cavernas do Mar Morto e um pequeno papiro contendo parte do Livro de João 18.31-33,37,38 datados do segundo século dC.
A Bíblia em sua forma original é desprovida das divisões de capítulos e versículos. Para facilitar sua leitura e localização de "citações" o Prof. Stephen Langton, no ano de 1227 dC a dividiu em capítulos. Até o ano de 1551 dC não existia a divisão denominada versículo. Neste ano o Sr. Robert Stephanus chegou a conclusão da necessidade de uma subdivisão e agrupou os texto em versículos.
Até a invenção da gráfica por Gutenberg, a Bíblia era um livro extremamente raro e caro, pois eram todos feitos artesanalmente (manuscritos) e poucos tinham acesso às Escrituras.
O povo de língua portuguesa só começaram a ter acesso à Bíblia de uma forma mais econômica a partir do ano de 1748 dC, quando foi impressa a primeira Bíblia em português, uma tradução feita a partir da "Vulgata Latina".
É composta de 66 livros, 1.189 capítulos, 31.173 versículos, mais de 773.000 palavras e aproximadamente 3.600.000 letras. Gasta-se em média 50 horas (38 VT e 12 NT) para lê-la ininterruptamente ou pode-se lê-la em um ano seguindo estas orientações: 3,5 capítulos diariamente ou 23 por semana ou ainda, 100 por mês em média.
Encontra-se traduzida em mais de 1000 línguas e dialetos, o equivalente a 50% das línguas faladas no mundo. Há uma estimativa que já foi comercializado no planeta milhões de exemplares entre a versão integral e o NT. Mais de 500 milhões de livros isolados já foram comercializados. Afirmam ainda que a cada minuto 50 Bíblias são vendidas, perfazendo um total diário de aproximadamente 72 mil exemplares!
Encontra-se nas livrarias com facilidade as seguintes versões em português:


Revista Corrigida;
Revista Atualizada;
Contemporânea;
Nova Tradução na Linguagem de Hoje;
Viva;
Jerusalém;
NVI - Nova Versão Internacional;


O segundo domingo de Dezembro, comemora-se o Dia Nacional da Bíblia, aprovado pelo Congresso.
Nestes séculos a Palavra de Deus foi escrita em diversos materiais, vejamos os principais:
Pedra
Inscrições encontradas no Egito e Babilônia datados de 850 aC

Argila e Cerâmica
Milhares de tabletes encontrados na Ásia e Babilônia.
Madeira
Usada por muitos séculos pelos gregos.
Couro

O AT possivelmente foi escrito em couro. Os rolos tinham entre 26 a 70 cm de altura.
Papiro
O NT provavelmente foi escrito sobre este material, feito de fibras vegetais prensadas.
Velino ou Pergaminho
Velino era preparado originalmente com a pele de bezerro ou antílope, enquanto o pergaminho era de pele de ovelhas e cabras. Quase todos os manuscritos conhecidos são em velino, largamente usado a centenas de anos antes de Cristo.
Papel
Forma amplamente utilizada hoje.
CD
Áudio
CD - Room
Para computadores, é a forma mais recente.
On - line
Via internet.
Inegavelmente o Senhor Deus queria que sua Palavra se perpetuasse pelos séculos e providenciou meio para isto acontecesse. É um fato que evidencia a sua credibilidade como Livro inspirado pelo Espírito Santo.
Mas conhecer dados históricos não o aproxima do Senhor e tão pouco abre seus ouvidos para a voz do Espírito que revela a Palavra. Isto apenas enriquece-nos intelectualmente e é dispensável. O que realmente precisamos é estarmos aptos para ouvir o Espírito que flui através das páginas do Livro Sagrado e isto só acontece quando nos colocamos em santidade e abertos para o santo mover.

Amém

 É uma palavra mais rica de significados no original. Vem do verbo hebraico amén, que significa: amparar, suportar, confiar, ser verdadeiro, o que permanece firme, verídico, seguro, eterno.
Sendo uma palavra tão rica em significações ela é usada:
a) Para confirmação de um compromisso que se toma, como pode ser visto em I Reis 1:36 e Jer. 11: 5; ou para a pessoa declarar que aceita a maldição ou castigo caso não cumpra o compromisso. Um exemplo frisante se encontra em Deut. 27:15-26, onde os doze versículos culminam com um enfático "amém".
b) Como fórmula de apoio a um desejo ou uma esperança, a exemplo da oração de Davi. I Crôn. 16:36.
c) Como um título para Cristo em Apoc. 3:14. Esta é a única vez no Novo Testamento que Amém é usada como um nome próprio. Ele é aqui chamado – o Deus do Amém, porque ele é a autenticação e a segurança pessoais da verdade de Deus entre os homens.

Os comentaristas vêem nesta expressão uma influência de Isaías 65:16 que chama a Deus, como o Deus que dirá Amém. Nesta passagem de Isaías Deus é chamado duas vezes de Eloim Amém = Deus do Amém, cuja expressão também pode ser traduzida como o Deus da verdade, isto é, o Deus que garante o que promete com a verdade de suas palavras.

A identificação de Deus que diz Amém, em Isaías 65:15, com Cristo, o Amém de Apoc. 3:14 é uma prova irrecusável da divindade do nosso Salvador.
Cristo ao declarar-se como o Amém, deseja transmitir-nos a idéia de que Ele é a verdade de Deus aos homens, e que podemos crer em suas promessas. Ele é a segurança e o testemunho fiel e veraz da revelação divina.

Os salmos se dividem em 5 livros terminados assim:
a) O primeiro em 41:13 (Amém e amém!)
b) O segundo em 72:19 (Amém e amém!)
c) O terceiro em 89:52 (Amém e amém!)
d) O quarto em 106:48 (Amém! Aleluia!)
e) O quinto evidentemente em 150:6 (Aleluia!)

Os três primeiros livros terminam com um duplo amém; o quarto, com amém e aleluia; enquanto o quinto, apenas com a palavra aleluia.
No final dos quatro primeiros livros o amém termina uma doxologia. O salmista o usa como o reconhecimento de que as declarações feitas são seguras e válidas.
Na liturgia do povo judeu a palavra era empregada no sentido de que quem a proferia cria na mensagem e aceitava o que estava sendo exposto.

Os filhos de Israel usavam amém no final da oração como uma palavra que resumia a prece, indicando que eles a aprovavam e a tornavam sua.

Sempre pensamos no amém como uma palavra usada para concluir uma frase ou oração, mas na Bíblia, muitas vezes, ela é usada no início de uma frase para indicar que o que se segue é importante. Se o seu uso indica a importância da declaração seguinte, a sua repetição no início da sentença denota que o que será dito é muito importante e solene. Por isso Jesus começou muitas das suas afirmações desta maneira, sendo relatadas 25 no evangelho de João. Elas são traduzidas por: verdadeiramente; em verdade, em verdade ou outras expressões eqüivalentes. Confira S. João 1:51; 3:3.

Os evangelhos sinóticos empregam a expressão "amém" 49 vezes, sendo 30 em Mateus, 13 em Marcos e 6 em Lucas. João no evangelho a usa sempre repetida 25 vezes. Nos demais livros neotestamentários ela é empregada 70 vezes.

Nossos pastores deviam ensinar seus membros a usarem o amém com propriedade, com contrição e com o verdadeiro espírito de adoração.
O amém pode ser pronunciado no momento impróprio, como aconteceu em determinada igreja, onde alguém orava mais ou menos assim:
"Graças te damos pela vida. Dá-nos força para vencer o mal. Tu sabes Senhor que o diabo está irado contra nós". Neste momento alguém (pode ser até muito sincero) proferiu um eloqüente amém, mas totalmente inadequado.

Observando a nossa igreja constatamos que bons costumes desaparecem, enquanto costumes reprováveis surgem e proliferam. Dentre os salutares costumes esquecidos, em algumas igrejas, encontra-se o de não pronunciar o amém durante a oração e no seu final.

Bom seria que em nossas igrejas ao o pregador fazer um apelo para a vida de santificação, ou no final de uma oração os crentes respondessem com um sincero amém, querendo assim dizer: Faço minhas as palavras do pastor, aceito o que ele disse.

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A Essência de D'us

  A Essência de Deus                    
           Não encontramos no Velho Testamento qualquer declaração que defina a substância ou a essência de Deus. Somente no Novo Testamento é apresentada a espiritualidade de Deus. Ele é, essencialmente, Espírito, e, nessa qualidade, é imaterial. Portanto, não pode ser visto pelo olho material e nem pode ser representado por cousas materiais (Êx.33:20-23).
            O Deus Vivo
             Este nome, o Deus Vivo, significa mais do que um contraste com os deuses das nações. Indica a ação de Deus através da criação, do cuidado para com seu povo, do amor e do livramento por ele executado.
            A Eternidade do Deus Vivo
            Tal atributo significa que Deus nunca teve princípio e nunca terá fim.
            A Imutabilidade do Deus Vivo.
            Deus, em sua natureza, seus atributos e conselhos, é imutável. Ele é absolutamente perfeito, não admitindo nem necessitando de qualquer variação. Esta imutabilidade não significa uniformidade fixa nas atividades de Deus na história. Suas ações mudam, mas seu caráter é o mesmo em todas elas.

Estudo sobre o Natal A Igreja nos seus primeiros anos de vida causou uma verdadeira revolução na sociedade contemporânea, e até o final do 1o século se manteve firme no fundamento dos apóstolos, isto é, nas verdades estabelecidas por Cristo. Após a morte do último apóstolo, a Igreja começou a se afastar daquela linha traçada por seu fundador. Em conseqüências disso, muitas verdades foram perdidas e algumas práticas pagãs foram acrescentadas na vida da Igreja. Nestes dias o Senhor tem restaurado muitas verdades que haviam se perdido, o Espírito Santo tem soprado tentando trazer a sua casa a planta original, isto é, a andar no fundamento dos apóstolos. Restauração não é o caminho mais fácil, pois implica em romper com práticas e tradições seculares que estão enraizadas na vida da Igreja, mas que não faziam parte do ensino dos apóstolos. Muitas destas tiveram sua origem no paganismo e foram introduzidos muitos séculos depois por papas, que já tinham perdido completamente a linha traçada por Jesus. Alguém definiu restauração da seguinte maneira: "É manter aquilo que temos que é verdadeiro, buscar aquelas verdades que se perderam e abandonar aquilo que foi agregado." Dentre muitas tradições que tem chegado até nossos dias , mas que não era pratica dos primeiros cristãos, nem faz parte dos ensinos dos apóstolos, esta a tradição natalina , da qual estudaremos as origens. Alguns questionamentos Era noite. As crianças haviam montado o presépio e aguardavam ansiosamente pela vinda do Papai Noel carregado de presentes. Ao amanhecer do dia 25 de dezembro, encontram uma enorme quantidade de pacotes com brinquedos e doces debaixo de uma cintilante árvore de Natal ! Seus pais lhes disseram que todos aqueles presentes foram trazidos pelo Papai Noel durante a noite enquanto eles dormiam. Por acaso as crianças duvidaram daquilo que seus pais lhes disseram ? Claro que não ! Creram de fato ! A você não aconteceu o mesmo ? Poucas pessoas se detém a pensar porque crêem no que crêem, ou porque observam determinados costumes. A maioria de nós aprende a aceitar tudo sem vacilar. Por que acontece isso ? Por natureza tendemos a fazer o mesmo que fazem os demais ... Embora estejam errados. Não devemos aceitar esta tendência e sim examinar o que estamos fazendo e para onde estamos indo. Qual foi a origem do Natal ? O Natal é realmente a celebração do nascimento de Jesus Cristo ? Jesus nasceu em 25 de dezembro ? Os apóstolos que conheceram Jesus e foram pessoalmente instruídos por Ele, celebravam seu aniversário em 25 de dezembro? Se o Natal é a festa mais importante do cristianismo, porque tantas pessoas que não são cristãs a comemoram? Por que é a época de trocar presentes com parentes e amigos? Tem este costume sua origem nos magos que presentearam Jesus? As respostas podem nos surpreender. As maiorias das pessoas supõem muitas coisas a respeito do Natal... Coisas que realmente não são certas, não fiquem nas suposições, busquemos os fatos. O que dizem as Enciclopédias A festa do Natal teve sua origem na Igreja Católica Romana e desta se estendeu ao protestantismo e ao resto do mundo. Em que se inspirou a Igreja Católica? Não foi nos ensinamentos do Novo Testamento. Não foi na Bíblia e nem nos apóstolos que foram instruídos pessoalmente por Jesus. O Natal se introduziu na Igreja durante o século IV proveniente do paganismo. Sendo que a celebração do Natal foi introduzida no mundo pela Igreja Católica e não tem outra autoridade senão ela mesma, vejamos o que diz a respeito a Enciclopédia Católica ( edição de 1911 ): "A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja ... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito ... os costumes pagãos relacionados ao inicio do ano se concentram na festa do Natal". Na mesma enciclopédia encontramos que Orígenes, um dos chamados pais da Igreja, reconheceu a seguinte verdade: “... não vemos nas Escrituras alguém que haja celebrado uma festa ou um grande banquete no dia do seu natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram nesse mundo". A Enciclopédia Britânica (edição de 1946) diz : " O Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja ... Não foi instituída por Jesus Cristo nem pelos apóstolos, nem pela autoridade bíblica. Foi tomada mais tarde do paganismo". A Enciclopédia Americana (edição de 1944) diz : " O Natal de acordo com muitas autoridades, não se celebrou nos primeiros séculos da Igreja Cristã. O costume do cristianismo não era celebrar o nascimento de Jesus Cristo , mas sua morte . ( A comunhão instituída por Jesus no Novo Testamento é uma comemoração da Sua morte ). Em memória do nascimento de Cristo se instituiu uma festa no século IV. No século V , a Igreja Oriental deu ordem de que fosse celebrada para sempre, e no mesmo dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol , já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo". Tomemos nota deste fato importante. Estas autoridades históricas demostram que durante os três primeiros séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Esta festa foi introduzida na Igreja Romana no século IV e, somente no século V, estabelecida oficialmente como festa cristã. Jesus não nasceu em 25 de dezembro Jesus Cristo nem sequer nasceu na época do ano em que se comemora o Natal! Quando Ele nasceu "havia pastores no campo que velavam e guardavam seus rebanhos durante a vigília da noite" (Lucas 2:8) . Isto jamais pode acontecer na Judéia no mês de dezembro . Os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de outubro e os guardavam para os proteger do inverno que se aproximava , tempo frio e de muitas chuvas. A Bíblia prova em Lamentações 2:1 e Ésdras 10:9,13 , que o inverno era época de chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos a noite no campo. " Era um antigo costume dos judeus daqueles tempos levar seus rebanhos aos campos e desertos nas proximidades da Páscoa ( em princípios da primavera ) e trazê-los de volta para casa ao começarem as primeiras chuvas". ( Adam Clark Commentary , vol. 5, pag 370 ). É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para época de frio e chuvas (Lucas 2:1). Qualquer enciclopédia ou outra autoridade pode confirmar o fato de que Cristo não nasceu em 25 de dezembro. A enciclopédia católica o disse claramente. A data exata do nascimento de Jesus Cristo é desconhecida. Isto é reconhecido por todas as autoridades. Se fosse a vontade de Deus que guardássemos e celebrássemos o nascimento de Jesus Cristo , Ele não haveria ocultado esta data. Como esta festa se introduziu na Igreja The New Shaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge (A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso de Schaff-Herzog) explica claramente em seu artigo sobre o Natal : " Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve sua origem na paga Brumália ( 25 de dezembro ) , que seguiu a Saturnália ( 17 a 24 de dezembro ) e comemora o dia mais curto do ano e o nascimento do deus sol. As festividades pagãs de Saturnália a Brumália estava demasiadamente arraigadas aos costumes populares para serem suprimidas pela influencia cristã. Estas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotamia acusavam os seus irmãos orientais de idolatria e culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade pagã". Recordemos que o mundo romano havia sido pagão . Antes do século IV os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, e eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém com a vinda do governador Constantino no século IV , que se declarou cristão, elevando o cristianismo a um nível de igualdade com paganismo, o mundo romano passou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos apareceram a centenas de milhares. Tenhamos em conta que esta gente tenha sido educada nos costume pagãos, sendo o principal aquela festa idólatra de 25 de dezembro. Era uma festa de alegria muito especial. Agradava o povo! Não queriam suprimi-la. Dessa maneira Constantino institucionalizou a Igreja Cristã, colocando o cristianismo como religião oficial. Neste processo a Igreja se "paganizou" e o mundo se "cristianizou". O sistema aceitou a moral cristã e legislou de acordo com ela a família, o dia do repouso, os deveres religiosos, a moral sexual, etc. Porém não renunciou aos valores fundamentais do humanismo: a ambição do poder, o amor ao dinheiro e a vangloria da vida. Ao mesmo tempo a Igreja seduzida pela tentação de Satanás, sucumbiu por ambicionar o poder oferecido pelo Império Romano e as riquezas que este colocava a sua frente. Brox N; em seu livro História da Igreja Primitiva (Herder 1986, pag 101,102) faz o seguinte comentário: "A Igreja desfrutava de uma reputação pública. E isto era algo que qualquer um podia perceber; nas cidades surgiam edifícios de culto (templos) financiados pelo imperador Constantino. A partir do ano 321 o domingo se converteu para toda a sociedade em dia de descanso e culto. A ajuda financeira estatal fez possível numerosas atividades no sentido social e caritativo. Os bispos, que agora representavam a nova religião imperial, obtiveram o status de funcionários, com os respectivos privilégios..." O mesmo autor ressalta que lhes foram outorgados poderes, honras, direitos e regalias a trono, vestimentas e insígnias que ressaltavam sua posição. Com tais atributos os bispos passaram de servidores pobres a dignatários ricos. A visão dos cristãos se focalizou mais na cultura e perdeu a centralidade exclusiva em Jesus Cristo. É importante ressaltar que nesse período o cristianismo perdeu sua identidade e ordem de valores. O povo em massa agora "cristianizado" não deixou o paganismo, bem como seus costumes, cultura e objetos de culto e entre eles a comemoração do natal. O artigo já citado da Shaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge explica como o reconhecimento do dia de domingo por parte de Constantino, dia em que antes os pagãos adoravam o sol, e como a influência do maniqueísmo, que identificava o Filho de Deus com o sol, deram motivos aos pagãos do século IV, agora convertidos em massa ao cristianismo, para adaptar à sua festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando título de dia do nascimento do Filho de Deus. O que se comemora hoje no dia 25 de dezembro é então o culto ao "deus sol", só que de uma maneira camuflada, adaptada. É ainda hoje herança que o paganismo trouxe para dentro do cristianismo. Pior do que não fazer aquilo Deus manda é fazer aquilo que Ele não mandou fazer. Foi assim que o Natal se introduziu no nosso mundo ocidental! Ainda que tenha outro nome, continua sendo em espírito a festa pagã de culto ao deus sol. Apenas mudou o nome. Podemos chamar de leão a uma lebre, mas nem por isso ela deixa de ser lebre. A Enciclopédia Britânica diz : "A partir do ano de 354 alguns latinos puderam mudar de 6 de janeiro para 25 de dezembro a festa que até então era chamada de Mitráica , o aniversário do invencível sol... os sírios e os armênios, apegando-se a data de 6 de janeiro acusavam os romanos de idólatras e adoradores do sol, sustentando que a festa de 25 de dezembro havia sido sustentada pelos discípulos de Corinto". A verdadeira origem do Natal Temos visto, pois, que o Natal foi estabelecido por meio da Igreja Católica Romana e que ela o recebeu do paganismo. Porém, qual foi sua verdadeira origem? O natal é uma das principais tradições do sistema corrupto chamado Babilônia e, como tal, tem suas raízes na antiga Babilônia de Ninrode! Sim, data da época imediatamente posterior ao diluvio! Ninrode, neto de Cão, filho de Noé, foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico, sistema organizado de impérios e governos humanos, do sistema econômico do lucro, o qual tem se apoderado do mundo desde então. Ninrode construiu a torre de Babel, a Babilônia original, Nínive e muitas outras cidades. Organizou o primeiro reino deste mundo. O nome Ninrode deriva da palavra "marad", que significa "rebelar". De escritos antigos aprendemos que foi este homem que começou a grande apostasia mundial organizada que tem dominado o homem deste tempos antigos até agora. Ninrode era tão perverso que, segundo escritos antigos, casou-se com sua própria mãe cujo nome era Semíramis. Morto prematuramente, sua chamada mãe-esposa, Semiramis, propagou a perversa doutrina da reencarnação de Ninrode em seu filho Tanuz. Ela declarou que em cada aniversário de seu nascimento, Ninrode desejaria presentes em uma árvore. A data de seu nascimento era 25 de dezembro. Aqui está a verdadeira origem da árvore de Natal. Semiramis se converteu na "rainha do céu" e Ninrode , sob diversos nomes, se tornou o "divino filho do céu". Depois de várias gerações desta adoração idolatra, Ninrode também se tornou em falso messias, filho de Baal, o deus-sol. Neste falso sistema babilônico, a "mãe e o filho" (Semiramis e Ninrode encarnado em seu filho Tamuz) se converteram nos principais objetos de adoração. Esta veneração da "mãe e do filho" se estendeu por todo o mundo, com variação de nomes segundo os países e línguas. Por surpreendente que pareça, encontramos o equivalente da "Madona" muito antes do nascimento de Jesus Cristo. Nos séculos quarto e quinto os pagãos do mundo romano se "converteram" em massa ao "cristianismo" levando consigo suas antigas crenças e costumes pagãos dissimulando-os sobre nomes cristãos. Foi quando se popularizou também a idéia da "mãe e do filho", especificamente na época do Natal. Os cartões de Natal, as decorações e as cenas do presépio refletem este mesmo tema. Quem foi criado neste mundo babilônico, que tem aceitado estas coisas durante toda a vida, tem aprendido a venerá-las como algo sagrado. Não duvida. Jamais se detém para verificar se estes costumes tem sua origem na Bíblia ou na idolatria pagã. Assombramo-nos ao conhecer a verdade e, infelizmente, há aqueles que se ofendem ao ouvir a verdade. Porém, Deus ordena a seus ministros fiéis: "clama em vós alta, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão". ( Isaías 58:1 ) A verdadeira origem do Natal está na babilônia. Está envolvida na apostasia organizada que tem mantido o mundo no engano há muitos séculos! No Egito sempre se creu que o filho de Ísis ( nome egípcio da "rainha do céu" ) nasceu no dia 25 de dezembro. Os pagãos em todo o mundo conhecido celebram esta data antes do nascimento de Cristo. Jesus, o verdadeiro Messias, não nasceu em 25 de dezembro. Os apóstolos e a Igreja primitiva jamais celebraram o nascimento de Cristo nesta data e em nenhuma outra. Não existe na Bíblia ordem ou instrução alguma para fazê-lo. Porém, existe sim, a ordem de observarmos a Sua morte ( I Co 11:24-26 ; Jo 13:14-17). Assim foi, como os "mistérios dos caldeus", inventado pela esposa de Ninrode e nos foi legado, com novos nomes cristãos, pelas religiões pagãs. Outros costumes pagãos Além dos principais costumes natalinos de cada povo, tem-se adotado outros que são de origem pagã. A coroa verde adornada com fitas e bolas coloridas que enfeitam as portas de tantos lares é de origem pagã. Dela disse Frederick J. Haskins em seu livro "Answer to Questions" ( Respostas a algumas Perguntas ): "Se remonta aos costumes pagãos de se adornar edifícios e lugares de adoração para a festividade que se celebrava ao mesmo tempo do Natal. A árvore de natal vem do Egito e sua origem é anterior a era cristã." Também as velas, símbolo tradicional do Natal, são uma velha tradição pagã, pois se acendiam ao ocaso para reanimar o deus sol, quando este se extinguia para dar lugar à noite. Papai Noel é o São Nicolau, bispo católico do século V. A enciclopédia Britânica ,11ª edição , vl. 19, paginas 648-649, diz : "São Nicolau, o bispo Mira, santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro... conta-se uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre... deu origem ao costume de se dar em segredo na véspera do dia de São Nicolau ( 6 de dezembro ) data que depois foi transferida para o dia do Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau...". Os pais castigam seus filhos por dizerem mentiras, porém ao chegar o Natal, eles mesmo se encarregam de contar-lhes a mentira do "Papai Noel", os "Reis Magos" e o "Menino Deus"! Por isso não e de se estranhar que ao chegarem a idade adulta também acreditem que Deus é um mito. Certo menino, sentindo-se tristemente desiludido ao conhecer a verdade sobre Papai Noel, comentou com seu amiguinho :"Sim, também vou me informar melhor acerca do tal Jesus Cristo!" É cristão ensinar às crianças mitos e mentiras? Deus disse : "Não enganareis nem mentireis um ao outro" (Lev 19:11). Ainda que para a mente humana pareça bem e justifique, Deus também disse: "Há caminho que ao homem parece direito, porém, o seu fim é caminho de morte". Estudados os fatos vemos que o costume de se celebrar o Natal , em realidade não é costume cristão mas, sim , pagão. Ele constitui um dos caminhos da Babilônia no qual o mundo tem caído! O que a Bíblia diz sobre a árvore de natal Em Jeremias 40:2-6, Isaías 44:14-17, Oséias 4:13 e Deut. 16:21, vemos que os povos, desde a antigüidade, possuíam o costume de utilizar a madeira bem como as árvores, com fins de idolatria. Muitas dessas árvores ou pedaços de madeira serviam para adoração e culto doméstico. O pinheiro , símbolo natalino , possui a mesma conotação . É bíblico a troca de presentes ? Para algumas pessoas este é o ponto mais importante de tudo o que se refere à comemoração do Natal: a época de comprar e trocar presentes. A respeito, muitos exclamarão : "para isto sim temos autorização bíblica! Acaso Jesus Cristo ao nascer não recebeu presentes dos reis magos?" Novamente a verdade surpreenderá. Primeiro , vejamos a origem histórica do costume de dar presentes no Natal para depois ver o que a Bíblia diz a respeito. Citamos o seguinte da Biblioteca Sacra, vol. 12, pag 153-155 "A troca de presentes entre amigos é característico tanto do Natal como da Saturnália e os cristão seguramente a tomaram dos pagãos como o demostra com clareza o conselho de Tertuliano". A verdade é que o costume de trocar presentes com parentes e amigos durante a época natalina , não tem absolutamente nada a ver com o cristianismo! Ainda que nos pareça estranho, ele não celebra o nascimento de Jesus Cristo nem O honra! Suponha que uma pessoa que você ama esteja aniversariando. Você a honraria comprando presentes aos demais amigos, omitindo a pessoas a quem deveria honrar? Não parece absurdo deste ponto de vista? Contudo, isto é precisamente o que as pessoas fazem em todo o mundo. Observam um dia em que Cristo não nasceu , gastam muito dinheiro em presentes para parentes e amigos. Porém , anos de experiência nos ensinam que os cristãos confessos se esquecem de dar algo a Cristo e Sua obra no mês de dezembro. Este é o mês em que mais sofre a obra de Deus. Aparentemente as pessoas estão tão ocupadas trocando presentes natalinos que não se lembram de Cristo nem de Sua obra. Depois durante janeiro e fevereiro tentam recuperar tudo o que gastaram no Natal, de modo que muitos, no que se refere no apoio que dão a Cristo não voltam a normalidade até março. Vejamos o que diz a Bíblia em Mateus 2:1-11 com respeito aos presentes que levaram os magos quando Jesus nasceu: "Quando Jesus nasceu em Belém da Judéia na época do rei Herodes, vieram uns magos do oriente a Jerusalém, dizendo: Onde está o rei dos judeus que é nascido ?... e ao entrar na casa viram o menino com sua mãe Maria e prostrando-se o adoraram; e abrindo seus tesouros ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra". Por que levaram presentes a Cristo Notemos que os magos perguntaram pelo menino Jesus nascido rei dos judeus. Porém, por que lhe levaram presentes? Por ser o dia do seu nascimento? De maneira nenhuma! Pois eles chegaram vários dias e semanas depois do seu nascimento. Então eles fizeram para dar-nos o exemplo? Não! Eles não trocaram presentes; presentearam a Ele, a Cristo. Não trocaram presentes com seus amigos e familiares , nem entre eles mesmos! Por que? O mencionado comentário bíblico de Adam Clarke, vol 5, pag 46, diz: "Vers. 11 ( ofereceram-lhe presentes ) . No Oriente não se costuma entrar na presença de reis ou pessoas importantes com as mão vazias. Este costume ocorre com freqüência no Velho Testamento e ainda persiste no Oriente em algumas ilhas do Pacífico Sul". Ai está ! Os magos não estavam instituindo um novo costume cristão de trocar presentes para honrar o nascimento de Jesus Cristo! Procederam de acordo com um antigo costume oriental que consistia em levar presentes ao apresentar-se perante um rei. Eles foram pessoalmente à presença do rei do judeus. Portanto , levaram oferendas da mesma maneira que a rainha de Sabá levou a Salomão e assim como levam aqueles que hoje visitam chefes de estado. O costume de dar presentes de Natal nada tem a ver com este acontecimento, é apenas a continuação de um antigo costume pagão. Honra a Cristo realmente? Agora vejamos um argumento utilizado com freqüência para justificar a observância do Natal. Há quem insista que apesar de suas raízes em um costume pagão, agora não se observa o Natal para honrar um falso deus, o deus sol, senão para honrar Jesus Cristo. O que nos diz a palavra de Deus a respeito? "... não te enlaces após elas ( nações pagãs ) em imitá-las; e nem perguntes acerca de seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações pagãs aos seus deuses, do mesmo modo também farei eu. Não farás assim ao Senhor teu Deus , porque tudo que é abominável ao Senhor , e que odeia , fizeram eles aos seus deuses ..." ( Dt 12:30-31 ) . Desta maneira, nos adverte o profeta Jeremias com respeito aos costumes tradicionais da sociedade que nos rodeia: "Assim diz o Senhor : Não aprendais os caminhos dos gentios (pagãos)... Porque os costumes dos povos são vaidade..." (Jr 10:2-3). Deus nos disse claramente em seu manual de instruções, a Bíblia, que não aceitará este tipo de culto ainda que seja com a intenção de honrá-lo. Disse-nos que isso é abominável e não o honra, e sim aos falsos deuses pagãos. Deus não quer que o honremos "como manda nossa própria consciência". Jesus Cristo nos disse claramente: "Deus é Espirito; e importa que os que O adoram O adorem em espirito e em verdade". (João 4:24). O que é a verdade? Jesus disse que a sua palavra, a Bíblia , é a verdade (João 17:17) . A Bíblia diz que Deus não aceitará o culto de pessoas que, querendo honrar a Cristo, adotem um costume pagão. Novamente Jesus disse: "Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceito dos homens" (Mateus 15:9) . A comemoração do Natal é um mandamento de homens e isso não agrada a Deus. Jesus Cristo : "E assim invalidastes pela vossa traição o mandamento de Deus".(Mateus 15:6). Isto é o que fazem hoje milhões de pessoas . Desprezam o mandamento de Deus. Seu mandamento com respeito a celebração de tradições pagãs para honrar e adorar a Deus é claríssimo: "Não farás assim ao senhor teu Deus, porque tudo o que é abominável ao Senhor , o que Ele odeia, fizeram eles aos seus deuses". Sem dúvida a maioria das pessoas invalida este mandamento seguindo a tradição dos homens ao comemorar o Natal. Não nos enganemos! Deus nos permite obedecer. Permite-nos seguir aos costumes dos homens. Permite-nos pecar. Porém também nos adverte que haverá um dia de juízo em que colheremos o que semeamos! Jesus Cristo é a Palavra Viva e pessoal de Deus , e a Bíblia é a Palavra de Deus escrita. Por esta palavra seremos julgados por toda a eternidade! Não devemos ignorá-la nem desprezá-la. Estamos na Babilônia sem sabermos O Natal tem se tornado uma festa comercial sustentada em parte pelas companhias publicitárias. em muitos lugares vemos um "Papai Noel" em disfarce. Os anúncios publicitários nos mantém enganados sobre o "espírito de Natal". Os jornais e revistas onde são publicados estes anúncios também trazem editoriais que exaltam a festividade pagã e seu "espírito". As pessoas crédulas estão tão convencidas que muitas se ofendem ao conhecer a verdade. Porém o "espírito natalino" é renovado a cada ano, não para honrar a Cristo, mas para vender mercadorias! Como todos os enganos de Satanás, o Natal também se apresenta como "anjo de luz", algo aparentemente bom. Denominamo-nos como nações cristãs, porém, sem sabermos estamos realmente na Babilônia, tal como predisse a Bíblia. Apocalipse 18:4 nos adverte: "Sai dela povo meu para que não sejais participantes de seus pecados, nem recebais parte de suas pragas." Afinal, a Bíblia mostra quando nasceu Jesus? Sim, podemos através de alguns detalhes bíblicos, situar cronologicamente o nascimento de Jesus e verificar que o Seu nascimento foi o cumprimento de uma das mais importantes festas do Velho Testamento - a Festa dos Tabernáculos. Jesus Cristo nasceu na festa dos Tabernáculos, que acontecia a cada ano, no final do 7º. mês (Etenin) do calendário judaico, que corresponde ao mês de setembro do nosso calendário. A festa dos Tabernáculos ou das Cabanas, significava Deus habitando com seu povo. Foi instituída por Deus como memorial para que o povo de Israel se lembrasse dos dias de peregrinação pelo deserto em que o Senhor habitou num Tabernáculo no meio do seu povo (Lv 23:39-44; Ne 8:13-18). No Evangelho de João capítulo 1 , vers. 14, vemos : "Cristo ... habitou entre nós". Esta palavra em grego é skenoo ou tabernaculou; isto é, a festa dos tabernáculos cumprindo-se em Jesus Cristo, o Emanuel (Is 7:14) que significa Deus conosco. Em Cristo não se cumpriu somente a festa dos Tabernáculos, mas também a festa da Páscoa, na Sua morte (Mt 26:2; I Co 5:7), e a festa do Pentecostes, quando enviou o Espírito Santo sobre a Igreja (Atos 2:1). Vejamos nas escrituras alguns detalhes que nos ajudarão situar cronologicamente o nascimento de Jesus: Os levitas eram divididos em 24 turnos e cada turno ministrava por 15 dias. ( I Cr 24:1-19 - 24 turnos X 15 dias=360 dia ou 1 ano) O oitavo turno pertencia a Abias ( I Cr 24:10 ) O primeiro turno iniciava-se com o primeiro mês do ano judaico (mês de Abíbi - Ex12:1-2 ; Dt 16:1 ; Ex 13:4 ) Temos então a seguinte correspondência : Num Nome Mês Turnos Referência 1 Abíbi ou Nisã Março 1 e 2 Ex 13:4; Et 3:7 2 Zive Abril 3 e 4 I Re 6:1 3 Sivã Maio 5 e 6 Et 8:9 4 Tamuz Junho 7 e 8 Jr 39:2; Zc 8:19 5 Abe Julho 9 e 10 Nm 33:38 6 Elul Agosto 11 e 12 Ne 6:15 7 Etenim ou Tisri Setembro 13 e 14 I Re 8:2 8 Bul Outubro 15 e 16 I Re 6:38 9 Chisleu Novembro 17 e 18 Ed 10:9; Zc 7:1 10 Tebete Dezembro 19 e 20 Et 2:16 11 Sebate Janeiro 21 e 22 Zc 1;7 12 Adar Fevereiro 23 e 24 Et 3:7 Comecemos por Zacarias, pai de João Batista. Ele era sacerdote e ministrava no templo durante o turno de Abias ( Lucas 1:5,8,9). Terminado o seu turno voltou para casa e, conforme a promessa que Deus lhe fez, sua esposa Isabel, que era estéril, concebeu João Batista ( Lucas 1:23-24). Portanto João Batista foi gerado no fim do mês Tamuz ou início do mês Abe. Agora um dado muito importante: Jesus foi concebido seis meses depois (Lucas 1:24-38). Portanto Jesus foi concebido no fim de Tebete ou início de Sebate. Visto estes detalhe nas Escrituras, chegamos a conclusão que João Batista foi gerado no fim de junho ou inicio de julho, quando Zacarias voltou para casa após seu serviço no templo. Jesus foi concebido seis meses depois, no fim de dezembro ou início de janeiro. Ele não nasceu em dezembro como diz a tradição, mas foi gerado neste mês. Nove meses depois, no final do sétimo mês (Etenim), setembro no nosso calendário, quando os judeus comemoravam a festa dos Tabernáculos, Deus veio habitar com Seu povo. Nasceu Jesus! Deus tabernaculou com seu povo. Nasceu o Emanuel. Deus habitando conosco. Diante de tudo isso, temos claro da parte de Deus e da própria história secular a origem do natal e de seus objetos (árvore de natal, guirlanda, presentes, presépio, Papai Noel, etc.). A Igreja nestes dias de restauração tem que renunciar a essa cultura que nos foi imposta e pregar que Jesus não está indefeso numa manjedoura, mas que nasceu, cumpriu todo o propósito de Deus, morreu, ressuscitou e hoje reina sobre e através da Igreja pelo poder do Espírito Santo, que está em nós que O confessamos e O temos como Senhor de nossas vidas. www.evangepaulo.blogspot.com.br