Pão Diário

"Em tudo dai graças, porque esta é à vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco." (I Tss.5.18).
O ser humano tem a tendência de focalizar apenas as coisas negativas. Por exemplo, se alguém fala do governo, normalmente só se lembra de mencionar o que não foi realizado e o que deu errado na administração. Se falarmos do tempo, é para reclamar do calor, do frio, da chuva, ou da falta dela. Estamos sempre enfatizando aquilo que falta em nossas vidas. Assim, tornamo-nos pessoas que só reclamam, murmuram e lamentam. Aliás, a murmuração foi um dos pecados cometidos pelo povo de Israel no deserto que mais ofenderam a Deus. O Senhor enviava o maná todos os dias, mas o povo não agradecia. Pelo contrário, reclamava de tudo, até das bênçãos que Deus dava.
A palavra de Deus nos incentiva a termos em nossos lábios o louvor e a gratidão ao Senhor. Você pode fazer isso? Mas, pelo quê poderíamos agradecer? Talvez, num primeiro instante, pode parecer que não existem motivos. Porém, se pensarmos um pouco, logo nos lembraremos de inúmeras razões de agradecimento. Experimente fazer uma lista de tudo o que há de bom em sua vida: seus bens, seu emprego, seu salário, sua saúde, o alimento, os entes queridos, etc. De repente, você vai ver que, enquanto pensava naquilo que falta, estava se esquecendo de agradecer a Deus por aquilo que ele já lhe concedeu. Se, ao fazer essa análise, você constatar que não tem nada para agradecer, lembre-se que você tem o dom da vida, que é um milagre de Deus. As pessoas podem fazer muito por você, mas sua vida só Deus pode manter ou tirar. Sua vida representa a oportunidade máxima para toda e qualquer realização ou aquisição que você possa conseguir. Agradeça a Deus por isso.

Talvez você pense que recebeu tão pouco e, por isso, é insatisfeito. Certa vez, Jesus contou uma parábola a respeito de um senhor que deu cinco talentos a um servo, dois talentos para outro, e um talento para o terceiro. Os dois primeiros servos trabalharam com aquele dinheiro e o multiplicaram, enquanto que aquele que recebeu um talento ficou magoado e ressentido contra o seu senhor. Aquele homem foi ingrato, não trabalhou com o dinheiro recebido e, por fim, perdeu o talento e ainda foi castigado. Qual será a nossa situação? Achamos que recebemos poucos? Sejamos gratos ao Senhor. Vamos trabalhar para que aquilo que o Senhor nos deu seja multiplicado. Esta palavra não é um incentivo ao comodismo, mas uma admoestação para que a ingratidão não tenha lugar em nossa vida.Não nos esqueçamos de agradecer. Um dia, Jesus curou dez leprosos. Apenas um voltou para agradecer. Aí então, recebeu uma benção maior. Jesus lhe disse: "Vai em paz. A tua fé te salvou." Na hora de pedir, forma-se uma grande multidão. Na hora do agradecimento, poucos aparecem. Que estejamos no meio deste pequeno grupo que não perde a oportunidade de olhar para o céu e dizer: Senhor, muito obrigado. 

A PARÁBOLA DO SEMEADOR

(Evangelho de Marcos cap.4 vers. 2-20)
 
Voltou Jesus a ensinar à beira mar. E reuniu-se numerosa multidão a ele,
de modo que entrou num barco onde se assentou, afastando-se da praia.
E todo o povo estava à beira-mar, na praia.
2- Assim lhes ensinava muitas coisas por parábolas, no decorrer do seu
    doutrinamento.
3- Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear.
4- E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a.
    comeram.
5- Outra caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu , visto
    não ser profunda a terra .
6- Saindo, porém, o sol a queimou, e, porque não tinha raiz, secou-se.
7- Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto.
8- Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto que vingou e cresceu , produzindo a trinta a sessenta e a cem por um.
9- E acrescentou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.  
 
    A explicação da parábola
 
10- Quando Jesus ficou só, os que estavam junto dele com os doze o
      interrogaram a respeito das parábolas.
11- Ele lhes respondeu: A vós outros são dados conhecer o mistério do
      reino de Deus; mas, aos de fora, tudo se ensina por meio de parábolas ;
12-para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam;
     para que não venham a converter-se , e haja perdão para eles.
13-Então lhe perguntou: Não entendeis esta parábola e como compreendereis
     todas as parábolas ?
14-O semeador semeia a palavra.
15-São estes os da beira do caminho, onde a palavra é semeada; e, enquanto a
     ouvem logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles.
16-Semelhantemente são estes os semeados em solo rochoso, os quais, ouvindo
     a palavra, logo a recebem com alegria .
17-Mas eles não têm raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em
     lhes chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se
     escandalizam .
18- Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra,
19- mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições,
      concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera.
20- Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem, frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um.
Nesta parábola Jesus já deu a explicação.
 
Como reforço vou dizer algumas palavras: O que o pregador evangélico semeou, diz Cristo, é a palavra de Deus. Os espinhos, as pedras, o caminho e a terra boa , em que a semente caiu, são os diversos corações dos homens.
Os espinhos – são os corações embaraçados, com cuidados, com riquezas, com delícias; e nestes afoga-se a palavra de Deus.
As pedras são os corações duros e obstinados; e n’esta se seca a palavra de
Deus, e se nasce, não cria raízes.
Os caminhos- são os corações inquietos e perturbados com a passagem e tropel das coisas do mundo, umas que vão, outras que veem outras que atravessam, e todas passam; e n’estes é pisada a palavra de Deus, porque ou a desatendem, ou a desprezam.
Finalmente, a terra boa são os corações bons, ou os homens de bom coração, nestes prende e frutifica a palavra divina, com tanta fecundidade e abundância, que se colhe cento por um.



1 - HISTÓRIA E COSTUMES DO HALLOWEEN

O Halloween é uma celebração anual muito comum em vários países. Mas que celebração é essa? E onde esse evento tão peculiar teve origem? Será um tipo de culto às coisa do mal? Ou será somente a continuidade de um rito pagão antigo? Apesar de ser um acontecimento tradicional em paises como os Estados Unidos, o Reino Unido, dentre outros, o Halloween no Brasil começou a ser comemorado somente a poucos anos e, mesmo hoje ainda está restrito às capitais e grandes cidades.
A palavra Halloween tem sua origem na igreja católica e vem da contração feita de maneira errada da expressão "All Hallows Eve" que significa Dia de Todos os Santos, e corresponde ao dia Primeiro de Novembro, que no catolicismo é o dia de reverencia aos Santos mortos.  Mas no 5o.Século Antes de Cristo, na Irlanda Celtica, o verão terminava oficialmente no dia 31 de outubro. Esse dia marcava o início do ano celtico e era comemorado com um feriado denominado Samhaim. A história diz que, naquele dia, os espiritos desencarnados de todos aqueles que morreram no decorrer do ano, voltavam na busca de corpos de pessoas vivas nas quais eles habitariam durante o ano que se iniciava. Acreditava-se que essa era a única esperança de vida após a morte (Panati). Os celtas acreditavam que todas as leis de tempo e espaço ficavam suspensas durante este tempo permitindo aos espíritos um interrelacionamento com os vivos. (Gahagan).
Naturalmente, os que estavam vivos nào queriam ser possuidos pelos espíritos dos mortos. Então, na noite de 31 de outubro, os habitantes dos vilarejos apagavam os fogos em suas casas, para torná-las frias e indesejáveis. Eles então se vestiam com roupas fantasmagóricas e realizavam desfiles barulhentos pela vizinhança, sendo tão destrutivos quanto possível, de maneira a assustar e amedrontar os espíritos que estavam a procura de corpos para possuí-los (Panati).
Durante a era  Romana, estes adotaram as práticas célticas como se fossem suas. Porém, na medida em que a crença na possessão foi perdendo terreno, a prática de se vestir como espantalhos, fantasmas e bruchas foi transformada de uma crença religiosa para um cerimonial apenas.
O costume do Halloween foi trazido para os Estados Unidos na década de 1840 pelos imigrantes irlandeses que saiam de seu país pela escassez de seu principal alimento, a batata. Nessa época, a tavessura (brincadeira) favorita na Nova Inglaterra (nos Estados Unidos), era escrever sobre as paredes das casas e retirar as trancas dos portões (Panati).
O costume do trick-or-treating (travessura-ou-gostosuras : dê-nos coisas gostosas ou faremos travessuras) parece não ter origem nos célticos mas sim em costume europeu do século 9 chamado "Souling". No dia 2 de Novembro, Dia de Todas as Almas ou Dia dos Mortos, os cristãos andavam de Vila em Vila para ganharem as chamadas "Soul Cakes", ou tortas feitas com pedaços quadrados de pão e groselha. Quanto mais tortas recebiam, mais orações eles prometiam em memória dos parentes mortos daqueles que doavam as tortas. Naquela época, acreditava-se que os mortos permaneciam num limbo por um período de tempo após a morte e, através de orações, mesmo de estranhos, aconteceria a passagem do limbo para o céu.
A Abóbora-lanterna, (em inglês Jack-o-lantern) tem origem no folclore irlandes. Segundo a estória, um homem chamado Jack, que era um notório beberrão e trapaceiro, fez um trato com o Diabo que estava em cima de uma árvore. Jack então esculpiu a imagem de uma cruz no tronco da árvore, como uma armadilha para prender o Diabo onde estava, ou seja, em cima da árvore. Jack fez então um acordo com o Diabo: se ele nunca o tentasse ou atormentasse, Jack apagaria a cruz e o deixaria descer da árvore.
De acordo com o conto, depois que Jack morreu, sua entrada no céu foi negada por causa do seu trato com o Diabo, mas também lhe foi negada a sua entrada no inferno porque ele enganou o Diabo. Então o Diabo deu-lhe uma vela para iluminar o seu caminho através da fria escuridão. Então Jack colocou a vela dentro de um grande nabo, para mantê-la acesa por mais tempo. O nabo foi esculpido para ficar ôco e com buracos para dar passagem a claridade emitida pela luz da vela.
Originalmente os irlandeses usaram nabos para fazerem suas Lanternas de Jack. Porém, quando os imigrantes chegaram aos Estados Unidos, eles encontraram as abóboras, muito mais adequadas do que  os nabos e, até hoje, é o símbolo mais marcante do evento.
Então, apesar de alguns cultos e trabalhos satânicos terem adotado o Halloween como seu feriado favorito, o dia não teve origem em nenhuma prática demoníaca como algumas pessoas suspeitam. Ele cresceu a partir dos rituais de celebração do ano novo pelos celtas e de rituais europeus na idade média. Hoje o Halloween é apenas o que cada um faz dele, bem ou mal.
Referencias:
Charles Panati, Extraordinary Origins of Everyday Things, 1987;
Joseph Gahagan, University of Wisconsin-Milwaukee, Personal letter, 1997


2 - “O MAL NÃO VEM DAS BRUXAS”

   O Dia das Bruxas, Hallowe'en, ainda é visto com preconceito devido ao culto de divindades pagãs como a imagem de Pã.
    O distaciamento e relativismo cultural proporcionado pela antropologia através de autores como James Frazer, nos permitiu ver que a bruxaria (ou witchcraft) era, não uma religião maligna, mas apenas um culto pagão ao qual interessava ao cristianismo emergente expurgar. Daí as perseguições aos renitentes seguidores deste culto e as associações da parafernália religiosa deles com o mal.
    A própria figura estereotipada da bruxa passou a ser, na sociedade cristã, a de uma velha nariguda e disforme, de chapéu pontudo e vestida de negro, frequentemente montada numa vassoura para ir ao Sabá reuniões noturnas ter relações sexuais com o Diabo.
    Os modernos cultos wicca termo em inglês aracaíco do qual surgiu o nome witch, bruxo, procuram mostrar que os bruxos não são maus nem necessariamente feios, alguns são jovens belíssimos e saudáveis. Além disso, a vinculação da bruxa com a noite serve-se também do fato de que os antigos wicca eram pagãos adoradores da lua, e não do sol.
    Os wicca contemporâneos exercitam um culto pagão mais eclético, no qual divindades ligadas aos quatro elementos da natureza são igualmente cultuadas.
    Os novos bruxos são, talvez, os precursores da ecologia. Seus sacerdotes e sacerdotisas encabeçam grupos em geral compostos por 12 membros e entoam cânticos poéticos e mântricos. Ao contrário do que se crê, não usam os ritos sexuais como culto, embora o simbolismo sexual seja claro, já que o wicca cultua as forças da natureza expressas num par de opostos. Há diversos grupos wicca, um dos mais populares é o Feraferia, criado por Frederick Adam. Os rituais do grupo são sazonais abordando a mudança da Jovem Deusa (KoKê) e de seu filho amante.
    Aproximações A história da magia ganhou status acadêmico com a publicação de O Ramo de Ouro, em 12 volumes, do antropólogo inglês Sir James Frazer. Num dos volumes desta obra, Frazer faz um estudo dos santos cristãos, mostrando que a Igreja Católica, para converter os pagãos, tranformou as festas dos deuses pagãos em festas de santos Cristãos. Por esse motivo, a reforma portestante eliminou os santos, já que os associa corretamente com o paganismo. Na verdade, Frazer (e outros como William Robertson Smith com seu livro Pagan Christis) consideravam o cristianismo exatamente como mais uma religião pagã de sacrifício, na qual se come num ritual antropofágico denominado comunhão a carne do deus morto ou do cordeiro imolado.
    Origem do Nome A palavra Hallowe'en (Dia das Bruxas) vem de All Hallow's E'en que significa Véspera de Todas as Almas, uma celebração dos mortos da Grécia antiga. Essa celebração tinha o objetivo de trazer os espíritos dos heróis à terra. Neste dia, os gregos iluminavam as suas casa e ficavam até o amanhecer esperando seus heróis. No mundo céltico, o Hallowe'en definia a extinção do ano através de um festival do fogo.
    Atualmente, este dia é comemorado pelas crianças que se fantasiam e batem de porta em porta pedindo doces ou pregando peças.
    História da Perseguição A visão das bruxas tem sido deturpada através dos séculos, principalmente por instituições religiosas que se sentiram ameaçadas diante de seu poder. A Igreja Católica promoveu a perseguição das bruxas através da chamada Santa Inquisição.
    O livro Manual dos Inquisidores, escrito por Nicolau Eymerich em 1376, mostra como eliminá-las.
    O livro é bastante detalhado, ensinando os padres a agirem desde a denúncia até a tortura (para isso, suspeita e indícios são suficientes). O Manual dos Inquisidores mostra como reconhecer as bruxas, através das seguintes características: sinais no corpo, quem pratica a circuncisão, os islâmicos, quem se entrega aos prazeres da carne. Além disso, todos os adivinhos são, manifesta ou secretamente, adoradores do diabo. Os astrólogos também, e os alquimistas idem.
    E o manual acrescenta um detalhe, o inquisidor será mais flexível com o alquimista rico do que com o alquimista pobre.
    Antes de queimar as bruxas, a Igreja Católica forçava a confissão através de torturar terríveis com instrumentos feitos exclusivamente para esse fim.
    Margaret Murray, em seu livro The God of The Witches (O Deus das Bruxas) explica que as bruxas perseguidas eram, muitas vezes, mulheres consagradas a cultos antigos do sol e da lua e que reverenciavam velhos deuses pagãos, principalmente Pã, deus orgiástico representado como parte homem e parte bode. Segundo Murray, devido ao forte componente sexual do culto a este deus, a Igreja Católica transformou-o no diabo (daí a comum representação do diabo com o bode).
autores: Carlos Eduardo de Carvalho e Maria S.

O QUE É A RELIGIÃO DA BRUXARIA?
  
   A Bruxaria é uma religião de origem Xamãnica e forte tradição mágica, mas é bom lembrar que Xamanismo e Magia são técnicas espirituais, isto é, para ser Bruxa não é preciso fazer magia, ou ter poderes paranormais. Muito menos ser vidente ou médium.
     O que diferencia a Bruxa do Magoou Xamã é a sua devoção pelos Deuses.
  Xamanismo e Magia são técnicas utilizadas pelas Bruxas, mas não têm nada a ver com a parte devocional da Wicca. É possível ser bruxa fazendo-se somente os rituais de devoção, sem nunca praticar um único feitiço na vida, mas o contrário não é ver-dadeiro, pois, se não houver da sua parte um amor sincero pela energia dos Deuses e harmonia com a Natureza, você pode fazer feitiços dia e noite, mas  nunca será uma Bruxa!
     Tradicionalmente, as Bruxas podem (e devem) fazer feitiços recorrendo às energias da Natureza para resolver os problemas práticos da sua vida, bem como para ajudar ao próximo, mas nunca devemos nos esquecer de que o mais importante é a comunhão com as energias da Natureza, e o respeito por todos os seres vivos, e, em especial, pelos nossos semelhantes.


  Texto retirado de:AS BRUXAS DO BRASIL - CURSO WICCA PARA BRASILEIROS - MICAELA ELGEL
 

3 - POR QUÊ NÓS, BRUXAS, SOMOS PERSEGUIDAS ATÉ HOJE ? 

Analisando historicamente, há uma explicação bastante clara para o estigma que paira sobre a Bruxaria até hoje. Durante a Inquisição, qualquer pessoa podia ser acusada de "Bruxaria". Bastava alguém acusar. Não era preciso provar as acusações. Uma vez denunciadas, as
pessoas não tinham escapatória. A morte era certa.
Caso elas insistissem em negar que eram bruxas, eram queimadas vivas. Caso confessassem que eram bruxas, tinham o benefício de morrer por enforcamento.

Das centenas de milhares de pessoas mortas por enforcamento ou queimadas vivas (em nome de sabe-se lá que "deus"), pouquíssimas eram realmente Bruxas. Pois quem, em sã consciência, não confessaria qualquer coisa para evitar a terrível e dolorosa morte na fogueira ?

Mas... no caso de dúvidas, havia um teste. Jogavam a pessoa acusada em um poço ou lago. Caso ela morresse afogada, não era uma "bruxa" (que pena...) e recebia o "perdão divino". Se ela não se afogasse era, sem dúvida, uma bruxa ! Era retirada da água e queimada viva.

Os bens das pessoas acusadas eram confiscados e divididos entre o Inquisidor e o denunciante. Assim, era um negócio bastante lucrativo para ambas as partes tanto acusar alguém de "bruxaria" quanto aceitar a acusação - qualquer que fosse o motivo! E esses, geralmente eram os mais banais:

A linda donzela resistiu às cantadas do cavalheiro ? Simples. Vingue-se e acuse-a de bruxaria. 

Existe uma disputa de fronteiras de terra com o proprietário da fazenda vizinha ? Acuse-o de bruxaria  e resolva o problema.

A parteira do vilarejo está tirando os clientes do doutor, porque recebe apenas uma galinha como pagamento pelo parto, em vez de uma moeda de ouro ? Acuse-a de bruxaria.

A situação foi tomando tal volume que, depois de algum tempo, os motivos foram ficando cada vez mais fúteis. Morar sozinho (por não ter parentes ou por opção própria), ter um gato (preto ou não...) ou qualquer outro animal doméstico (ou não...), ter uma verruga no corpo, conhecer as ervas e fazer chás com elas, ter olhos e cabelos escuros, ter olhos verdes e cabelos ruivos, ser bonito demais, ser feio demais... tudo - absolutamente tudo - era motivo para ser olhado com
desconfiança - e acusado de bruxaria.

Através de uma mistura de fantasia e psicose (quase uma histeria coletiva) as "bruxas" acabaram se transformando nas personagens que a Inquisição inventou. "Bruxas são seres abomináveis, que adoram ao ‘diabo’, que transformam gente em sapo e sacrificam criancinhas".

Só que, como vimos, as pobres pessoas assassinadas pela Inquisição não eram ‘Bruxas’. Eram cidadãos comuns. Ou simplesmente pessoas de outras etnias, ou seguidores de outras religiões, como os Judeus, os Árabes, os Ciganos e os Cátaros. Eram todos colocados "no mesmo saco",
rotulados de pagãos e hereges.

Mas o estigma sobre as Bruxas, infelizmente, atravessou os séculos - e continua até hoje. Quando acontece algum crime horrível, bárbaro, inominável - como aquele das crianças que foram seqüestradas e mortas no Sul - a imprensa e a população não hesitam em acusar os criminosos
de "Bruxos".

Além disso, o termo "bruxo" também é usado, indiscriminadamente, por pessoas que nada têm a ver com Bruxaria.

Existem algumas religiões que realmente fazem uso de sacrifício de animais ? Existem, sim. Mas não são Bruxos.

Existe gente que pratica o "voodoo"  ? Existe, sim. Mas não são Bruxos.
Existem pessoas que praticam a magia negra ? Existem, sim. Mas não são Bruxos.

Cada uma dessas atividades têm um nome específico, mas - da mesma forma que durante a Inquisição - as pessoas acham mais fácil resumir tudo em uma só palavra: Bruxaria.

Mas a Bruxaria não tem nada a ver com "satanismo", nem com sacrifício de animais ou de gente (como  poderia, sendo uma religião que tem por base o respeito pela vida e pela natureza ?!),  e  nem com magia negra.

Resumindo: nós não adoramos ao "diabo", não fazemos sacrifícios, não comemos criancinhas, não tomamos sopa de asa de morcego e não praticamos magia negra.

Nós, Bruxas, não desejamos ser temidas: nós simplesmente queremos ser respeitadas e deixadas em paz.


4 - FABIANA GITSIO – O Estado de São Paulo 31/10/97

É tempo de bruxas e de assombrações. A cada ano o Halloween ganha mais adeptos entre nós. Na capital a festa, das mais cultuadas pelos norte-americanos, será comemorada em casas noturnas, shoppings, lojas e escolas, não apenas hoje - Dia das Bruxas - mas também amanhã e no domingo.
A festa de hoje à noite do Espaço Cultural Alemdalenda quer resgatar as tradições do ano-novo celta, data que acabou sendo popularizada com o nome de Halloween. "Vamos fazer uma comemoração o menos folclorizada possível", promete Heloísa Galves, estudiosa do assunto e proprietária da loja. À meia-noite, os desejos de todos os presentes, escritos num pedaço de papel, serão queimados em um caldeirão de ferro, entre outros rituais antigos.
Vários clubes noturnos estarão realizando suas comemorações hoje. O primeiro halloween da Rádio Transamérica, estará agitando o Galpão Fábrica. Apenas para maiores de 18 anos, a festança promete som, iluminação e tecnologia de última geração. O traje obrigatório é fantasia ou todo em preto. No Varanda Club, haverá música ao vivo embalada por magias, bruxarias, feitiços e premiação para a roupa mais original.
A The Jungle, de Jundiaí, vai virar uma enorme "casa dos horrores", com túnel do terror, bruxas assustadoras e até uma performance inspirada no temível Jason, que cortava suas vítimas com uma serra elétrica na série Sexta-Feira 13.Quem quiser ficar de cabelo em pé deverá comparecer fantasiado ou todo de preto.
Para amanhã, o Moinho Santo Antônio preparou abóboras ambulantes, teias de aranha gigantes, fantasmas com até dez metros de altura e vampiros para receber seus convidados.

Escolas e shoppings - Os colégios, que foram os divulgadores iniciais do Halloween no Brasil, continuam incentivando o Dia das Bruxas.Hoje os alunos do Colégio Play Pen, todos com idade entre 7 e 10 anos, passearão pelos corredores do Shopping Iguatemi usando fantasias de bruxos e de monstros. De quebra, pedirão balas e doces aos lojistas.
O Centro de Cultura Anglo-Americana (CCAA) fará comemorações no Ilha de Capri (todo decorado com catacumbas romanas) - hoje apenas para maiores de 16 anos e amanhã para crianças e adolescentes de até 15 anos. Amanhã é a vez do Reggae Night, que terá pagode e muitos outros ritmos.
Até hoje os shoppings Paulista e West Plaza estarão agradando os clientesmirins com castelos mal-assombrados gigantes, sessões de cineminha trash, maquiagem e leitura de cartas mágicas por uma bruxinha, entre outras atividades.


5 – O  HALLOWEEN

         No dia 31 de outubro é comemorado na Inglaterra e nos Estados Unidos o tradicional Halloween.  Nesse  dia  crianças e  jovens saem às ruas  fantasiados de monstros,  vampiros,  bruxas,  múmias  e  outros  personagens  assustadores batendo nas portas das casas e repetindo a frase : Travessura ou Gostosura? em Inglês, Tricks ou Treats. Mas será que a origem do Halloween está ligada a estes  países?   Não,  não  está,  sua  origem  vem  dos  celtas  irlandeses,  que comemoravam essa data desde o século cinco  antes  de  cristo no  Festival de Samhaim (O Príncipe das trevas e o senhor da morte). De acordo com a  lenda desse povo a data reunia as almas de todos os que haviam morrido durante  o ano para serem apresentadas ao deus Sol como agradecimento à colheita.

Halloween 
      Os Druidas , antigos sacerdotes de Gália e da Britânia, também colaboraram para o Halloween  se  tornar uma comemoração tradicional. O  ano  novo  dos  druidas começava em 1º de novembro. Na noite anterior, eles  acendiam  uma grande fogueira no topo  das  colinas  e  pintavam o  corpo  para  observar  as
chamas e contar suas experiências para celebrar  o  final  do  verão  e da  sua fertilidade. A  fogueira  também  era  acesa  porque  eles  achavam  que  suas chamas poderiam ajudar o Sol durante o inverno. 
     As mulheres mais velhas, chamadas de sábias, advinhavam o futuro e davam conselhos. Elas tinham como companheiro inseparável o  gato  preto  conhecido como o mascote das feiticeiras ou até mesmo uma bruxa disfarçada.
    Quando o cristianismo substituiu as religiões pagãs, as igrejas aproveitaram o dia 31 de outubro para homenagear todos os Santos. Já a noite anterior foi utilizada como dia oficial para se opor os fantasmas. A partir do final do século XVIII e XIX , a véspera do dia de todos os Santos se tranformou, me alguns países num dia diversão, celebrado com trajes de fantasia, lanterna e jogos.  Anteriormente era considerada uma  noite  de  medo,  na qual  homens  sensatos respeitavam os duendes e os demônios. Nos dias atuais, o Halloween  nada  mais é do que uma grande diversão. Os bailes promovidos por escolas e universidades
já ultrapassaram as fronteiras  e  são  comemorados  em  diversos  países,  dentre eles o Brasil que da oposição aos rituais da igreja, a  festa  conserva  somente  as máscaras feitas com abórboras, chamadas de Jack-o-Latern. 


Pacto com o Diabo

O Hábito de colocar velas dentro da abóbora  vem da Irlanda, quando o Halloween começou a ser comemorado.Segundo o folclore desse povo, por causa de um  homem chamado Jack  que tinha o hábito de fazer brincadeiras satanicasem cima de uma árvore. Numa dessas vezes Jack conseguiu prender o diabo dentro da árvore. Obviamente que o demônio não queria ficar preso. Muito esperto, Jack fez um pacto
com ele que dizia o seguinte: Se você me deixar em paz e nunca me incomodar, eu te solto. 
Como não estava em situação de recusar nada, o diabo aceitou a proposta, e assim estava criado o pacto entre os dois. O tempo passou e Jack morreu, mas não conseguiu entrar no paraíso e função de boa parte da sua vida passar fazendo brincadeiras maldosas.
Todavia no inferno o diabo temendo suas brincadeiras não o quis, então o diabo, que tinha virado seu amigo, deu uma vela para  iluminar seus caminhos. Jack então ficou com a vela, sendo única , teria que durar a eternidade e para que ela nunca apagasse, ele a colocou  dentro de um  nabo com pequenos furos.
Simbolo do Halloween
Deixando de lado a lenda do Jack um pouco, desde  1965 a UNICEF, Agência das Nações Unidas, tem  feito recolhimento de dinheiro para o fundo infantil  das Nações Unidas, nessa festa o símbolo do Hallowen
é o JACK-O-LANTERN (nome possivelmente derivado do vigia noturno) É uma abórbora com orifícios cavados e com a aparência demoníaca e com uma vela acesa no seu interior, veja a imagem ao lado.


Bibliografia dos textos extraídos de recortes do Centro Cultural de São Paulo :
- Jornal "A tribuna de Santos" - 25 out 1997 - reportagem de Thaís Lyra
-um trecho foi  retirado de um recorte que não constava a autoria, mas citava sua Bibliografia:
Os Druidas - Rutherford, Ward - Mercuryo - 1978
Merlin, o Mago - Markale, Jean - Paz e Terra - 1989
Wicca, A feiticaria Moderna - Dunwich, Gerina - Betrand Brasil – 1995


6 - A TRAJETÓRIA DO HALLOWEEN

Há 2.000 anos, os celtas, povo antigo que habitava as regiões da Irlanda, Reino Unido e França, comemoravam o ano novo no dia 01 de novembro. Este dia marcava o fim do verão e da fartura das colheitas e o início da escuridão, provocada pelos invernos rigorosos da época.
 A estação mais gelada do ano era responsável pelo maior número de mortes da população celta, por isso os mestres instituíram a crença de que o dia 31 de outubro era a abertura da passagem entre a vida e a morte. Na noite de 31 de outubro, os celtas celebravam o "Samhain", quando eles acreditavam que os fantasmas do mundo da morte voltavam a terra em busca de alimento. Além de causar dificuldade e prejudicar as colheitas, os celtas acreditavam que a presença dos espíritos auxiliavam as premonições dos druidas.
Alguns séculos mais tarde, a influência do Cristianismo espalhou-se pelas terras celtas e no início do século VII, o Papa Boniface IV designou o dia 01 de novembro como "O Dia de Todos os Santos", um dia dedicado para honrar os santos e os mártires. Assim, a noite de 31 de outubro seria "All Hallow's Eve" (véspera do dia de Todos os Santos), que foi posteriormente simplificado para Halloween e popularmente traduzido para "Dia das Bruxas".


7 - A noite é das bruxas na temporada Halloween
(O Estado de São Pualo  27/10/2000)

A data oficial é dia 31, mas a programação das casas noturnas já começou a atrair uma tribo animada e esquisita, o som de uma trilha que vai do rock gótico ao forró

No fim de semana, as bruxas estarão soltas por São Paulo. A festa que tem origens remotas em tradições celtas de 2 mil anos e se tornou uma espécie de carnaval americano, ganha cada vez mais adeptos no Brasil.
Pegando carona no humor e na animação da data, as casas noturnas prepararam celebrações para todos os gostos. Na quarta-feira, foi dada a largada para as festanças na cidade. A danceteria Diva, no Jardim Europa, foi uma das casas que resolveu antecipar a festa, que, no calendário oficial ocorre no dia 31. Velas vermelhas, músicas de filmes de terror e tochas de fogo deram o clima "noite das bruxas" ao local, atraindo centenas de pessoas.
"Adoro incorporar personagens nas baladas. O Halloween possibilita explorar o lado infantil", diz a professora Martha Sapiro, que exibia uma fantasia discreta de bruxa. Enquanto o estudante Élcio Felizardo improvisou uma múmia para sua primeira festa em São Paulo. "Estou ansioso por esta noite", disse o rapaz, que já participou de festas pelas ruas de Nova York, batendo em portas e pregando peças, com o trocadilho: "trick or treat?" (o equivalente a "gostosuras ou travessuras") O restaurante Flag também antecipou para ontem sua festa e preparou uma decoração inspirada no Castelo dos Horrores, da Universal Studios Monsters.
O público foi convidado a tomar o drinque "Poção do Amor", feito com vinho tinto e frutas tropicais.
A atriz Déborah Cardoso passou uma semana pensando em qual roupa usaria na festa. "Mas improvisei um figurino na última hora. Decidi-me por uma bruxa bem sexy", conta. Já a publicitária Marcela Herz, que acredita ser a preparação a parte mais divertida da festa, reuniu, em casa, amigas para provar os modelos.
Halloween à brasileira As festas continuam a ocorrer na cidade. As tribos do circuito alternativo já têm onde comemorar hoje. A boate GLS Blue Space promove sua Noite dos Insones. Uma produção da banda gótica Sleepless e do projeto Pandora. No local, haverá distribuição do CD Vodka and Tears da Sleepless além de estandes de moda, fanzines e CDs de outras bandas. O KVA abrasileirou a tradição e arma festim com forró. O trio Virgulino tocará Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro.
A danceteria Manga Rosa faz sua megafesta no sábado, em uma chácara de Aldeia da Serra, reunindo DJs da cena trance, techno, acid techno, hard trance e psychodelic trance para a noite. A organização ainda promoverá um concurso de fantasias. No mesmo dia, o América, daceteria da Sheilas do Tchan, fará uma rave indoor à fantasia com a participação de performers.
O Halloween-chique da cidade será preparado pela Veuve Clicquot, que armará festas em restaurantes e casas noturnas. Segunda-feira, a marca de champanhe fará seu auê no Live Club, com iluminação especial, bruxas, demônios, abóboras, teias de aranha, go go dancers, malabaristas e performances.
A esperada terceira edição do Halloween Veuve Clicquot, festa à fantasia, regada à champanhe, exclusiva para convidados, ocorrerá na terça, em local divulgado apenas no último minuto.
A casa noturna Absoluto arma um Halloween na terça, com toques bem brasileiros. A banda Inimigos animará a noite com axé e pagode. Trajes de terror são obrigatórios para o evento.
As drags-bruxas Alisson Gothz, Angel, Arethusa e Michael Love serão as hostess do Halloween da discoteca GLS, A Loca. Cultuada pelos modernos de plantão, a casa faz festa do dia 1º (quarta) ao dia 5 (domingo), com performances do extravagante Victor Piercing. O time de DJs é formado por Andréa Gram e Renato Cohen, entre outros.


Tatiana Vicentini e Alexandre Staut

HALLOWEEN

A partir do que aconteceu no jardim do Éden, o homem passou a gostar das coisas impuras. Existe em cada ser humano uma tendência para o mal, para o que é maligno               diabólico. Na sua condição natural, não recriado, não regenerado, estando em abismo, procura outros abismos.
Assemelha-se a esses exploradores de cavernas: quanto mais se infiltram por buracos negros, mais vontade tem de     continuar descobrindo coisas novas, emocionantes e               sensacionais. Para esses exploradores, não importa se a caverna ou os abismos possuem dragões, vampiros, aranhas gigantescas ou fantasmas. Como na corrida do               Trem Fantasma, não importa se no caminho surjam caveiras, mortalhas, gorilas ou demônios; importa a     emoção, o prazer, o delírio, o devaneio, a surpresa.
A humanidade pecadora deleita-se com o imundo. Os apetites bestiais são mesmo insaciáveis. Vejam as festividades carnavalescas: três dias anuais não mais               atendiam aos desejos da carne. Em razão dessa necessidade premente, criou-se em várias cidades, com o pronto consentimento dos governantes, o carnaval fora de               época: "O inferno e a perdição nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem" (Provérbios 27.20). "Um abismo chama outro abismo" (Salmos 42.7). Ora, se o povo clama por um bezerro de ouro, façamos a vontade do povo. Os abismos se sucedem. Dentro da caverna tenebrosa do mundo pecador há avenidas com vitrinas               especialmente preparadas pelo Diabo para exposição de seus produtos. Há mercadoria para todos os gostos: para rico, pobre, preto, branco, analfabeto ou erudito. Em               determinado local, uma vasta exposição dos produtos do movimento Nova Era, onde o curioso descobrirá que "o homem é Deus". Sendo Deus, ele seguirá até mais               fortalecido para continuar descendo. Noutra ala, encontrará a vitrina da consulta aos mortos. O explorador poderá conversar com um parente que esteja no além, ou,               se desejar emoções fortes, optará por oferecer seu corpo para ser visitado por um espírito qualquer. Nesse stand, instalados sob pirâmides purificadoras, enfileiram-se os               adivinhadores com seus apetrechos: búzios, baralho cigano, bola de cristal, tarô, mapa astral, tudo destinado a predizer o futuro e indicar novos caminhos. Numa               determinada sala o explorador poderá praticar meditação transcendental; ficará com sua mente passiva por algumas     horas, em estado alfa, recebendo as "boas" mensagens  do além. Esta ala é mais visitada pelos eruditos. Para os     menos exigentes, ou de percepção menos aguda, os     terreiros oferecem feitiçarias de vários tipos. Caboclos, guias e orixás fazem a festa dos visitantes.      
 Em busca de novos abismos, os homens resolveram      prestar uma homenagem a um deus chamado Diabo.
Então, pensaram em fazer uma festa num determinado dia     do ano. Uma festa que em tudo se identificasse com o homenageado: a indumentária, o ambiente, os               participantes, as alegorias. Daí surgiu o Dia das Bruxas, versão brasileira do Halloween, comemorado no dia 31 de outubro. Os participantes vestem-se a caráter, isto é, com               as cores da igreja do Diabo: preto e vermelho; a maioria usa só a cor preta, caracterizando a situação de trevas sobre trevas. As máscaras são as mais imaginativas: Diabo, vampiro, bruxa, morcego, morte, caveira, monstros, fantasmas, tudo que tenha identidade com o maligno. O        Diabo certamente teria muita alegria em falar assim a essas bruxas: "Quanto à indumentária está tudo bem. Vocês sabem que as cores da minha preferência são     pretas e vermelhas. Minha maior alegria é ver homens, mulheres e crianças, de todas as idades, línguas e nações, empunhando as cores da bandeira do meu reino. Um detalhe: as máscaras usadas por vocês ou as pinturas e fantasias, em nada se assemelham ao original. Eu não               sou tão bonito como se pinta por aí". É evidente que há imperfeições, porque ninguém é perfeito. Mas os promotores desses eventos se esforçam para que a               decoração em tudo dê a impressão de que o reino das     trevas está ali naquele local, naquele ambiente festivo. E está. O Diabo está ali, de corpo presente ou representado.
Creio que a maioria dos participantes do Dia das Bruxas desconhece o grau de contaminação maligna a que ficam expostos. Certamente acredita tratar-se de mais uma festa, mais uma novidade. As "bruxas" estão ali para se divertirem e, com esse intuito, sujeitam-se às regras do jogo. Desconhecem as origens satânicas do Halloween; não sabem que nessa data os satanistas honram a Satanás com sacrifícios humanos; não sabem que essa prática iniciou-se há muitos séculos entre os druidas -               sacerdotes dos Celtas - que vestiam suas fantasias, esculpiam em nabos ocos caricaturas de demônios, e saíam pelas ruas amaldiçoando as pessoas que lhe     negavam alimentos. Em determinado site sobre satanismo     li que o dia 31 de outubro é a festa da luxúria     [sensualidade, lascívia] e da indulgência [tolerância]. Que tipos de indulgência podem esperar de Satanás? A verdade é que grande é o perigo para quem participa do     Dia das Bruxas, dada a grande a probalidade de contaminação. O Diabo, num sinal de agradecimento pela homenagem, não hesitará em designar um de seus anjos para acompanhar a "bruxa" pelo resto da vida. Algum mal     nisso? Muitos males. Jesus afirmou que "o ladrão [o diabo] só vem para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância" (João     10.10). O Diabo entra na vida dos homens para roubar a paz, roubar a saúde, roubar os recursos financeiros; para causar a morte espiritual, e, não raro, a morte física; para     destruir a família, o lar, a comunhão com Deus. Daí as insônias, os medos, as superstições, as doenças               inexplicáveis, os tremores, os vícios, a possessão.
Convém sabermos que bruxa ou bruxo é aquela ou aquele que faz bruxaria, e bruxaria é sinônimo de feitiçaria, magia negra, curandeirismo, ocultismo, adivinhação, astrologia, e demais atividades ligadas ao poder das trevas. Há os que de forma consciente - os satanistas - servem a Satanás com sacrifícios, cânticos, jejuns e rezas. Todavia, o simples fato de participar e tomar parte ativa no Dia das     Bruxas revela uma predisposição ao satanismo, e abre-se uma porta de entrada aos demônios. A Palavra de Deus     adverte que "o vosso adversário, o Diabo, anda em     derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar" (um Pedro 5.8). Ora, os frequentadores dessa festa satânica facilmente caem na arapuca de Satanás. Aliás,               as próprias presas, num ato voluntário, vão com seus     próprios pés para a armadilha.
"A condenação é esta: A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz porque as suas obras eram más" (João 3.19). Só existe um nome, uma Pessoa, que pode libertar o homem contaminado por demônios: é o Senhor Jesus. Ele mesmo afirmou isso: "Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8.36). A Bíblia nos ensina que devemos pensar e fazer somente o que é verdadeiro, amável, justo e puro, e que "todo o nosso espírito, alma e corpo devem ser conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Salvador Jesus Cristo" (uns Tessalonicenses 5.23). Uma pessoa que se fantasia de bruxa, coloca máscaras com motivos               demoníacos e passa horas a fio num ambiente de trevas, estaria conservando seu corpo alma e espírito irrepreensíveis? Não, pelo contrário, estaria invocando o     poder das trevas; desejando maior aproximação com os     demônios. A Palavra ainda adverte: "Não vos voltareis para médiuns, nem para os feiticeiros [bruxos], a fim de vos      contaminardes com eles" (Levitemos 19.31). "Ninguém      pode servir a dois senhores. Ou há de odiar a um e amar o outro, ou se devotará a um e desprezará o outro" (Mateus 6.24). Não podemos ser ao mesmo tempo servos das trevas e servos da luz. Ou somos filhos de Deus ou filhos do Diabo. Quem serve ao Diabo com alegorias, fantasias, licores, danças e outras coisas mais, não é servo do Altíssimo. Mas haveria uma saída para quem está contaminado? Jesus responde: "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mateus 11.28). "Eis que estou à porta, e bato; Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrará em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo" (Apocalipse 3.20). Quem     está enlaçado ao Diabo deve saber que o Senhor Jesus veio "para apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos" (Lucas 4.18).


Porque "em nenhum outro há salvação, pois também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4.12).
Estamos chegando em época de eleições, época em que teremos que eleger autoridades sobre nossa cabeça. A Palavra de D’us nos adverte quanto a escolhermos quem nos governará. Muitos nesta época se dizem cristãos para angariar votos mentindo, ou prometendo, não devemos nos esquecer que seremos malditos confiando em suas palavras. O que devemos fazer é observar o que o Senhor Nosso D’us diz em sua Palavra !
Deuteronômio 17
14 Quando entrares na terra que te dá o SENHOR teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Porei sobre mim um rei, assim como têm todas as nações que estão em redor de mim;
15 Porás certamente sobre ti como rei aquele que escolher o SENHOR teu Deus; dentre teus irmãos porás rei sobre ti; não poderás por homem estranho sobre ti, que não seja de teus irmãos.
16 Porém ele não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito para multiplicar cavalos; pois o SENHOR vos tem dito: Nunca mais voltareis por este caminho.
17 Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração não se desvie; nem prata nem ouro multiplicará muito para si.
18 Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, então escreverá para si num livro, um traslado desta lei, do original que está diante dos sacerdotes levitas.
19 E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao SENHOR seu Deus, para guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, para cumpri-los;
20 Para que o seu coração não se levante sobre os seus irmãos, e não se aparte do mandamento, nem para a direita nem para a esquerda; para que prolongue os seus dias no seu reino, ele e seus filhos no meio de Israel.

                                                                                              Iksor!

TRÊS PREGOS E UM MARTELO

 

 

Três pregos e um martelo bastaram para consumar o acontecimento mais importante da história humana. Acontecimento que depois de dois mil anos ainda influi poderosamente na vida de todas as pessoas, incluindo eu e você. Imagine-se no princípio do século I e pense na cena que descreverei:

Estamos nos arredores da cidade de Jerusalém. No topo de um monte sem vegetação estão plantadas três cruzes rústicas. Os condenados agonizam, contorcendo-se, pois as dores são atrozes. O sangue escorre das feridas abertas nas mãos e nos pés. O calor é escaldante, o sol está à pino; o ar parado. Nem uma leve brisa a suavizar o fogo da febre que consome os crucificados. O sofrimento é indescritível. Não pelos pregos, que os ferimentos são mortais. O que atormenta é a febre alta, as cãibras violentas, a sede terrível, a posição incômoda, a gangrena que logo chega, causando putrefação da pele, da carne e dos órgãos, que se decompõem por uma súbita invasão de bactérias e, sobretudo a vergonha de ser transformado, corpo nu, em alvo da curiosidade da multidão.

Os soldados terminados a montagem do espetáculo ordenado pelo governo romano, repartem entre si as roupas dos condenados, um reforço ao magro soldo que o império lhes dá. Em volta, gente de todas as idades, naturais da terra de Israel e estrangeiros, em multidão escandalosa, sedenta de sangue e novidade, deleita-se com os gemidos dos golpes e fisgadas sentidas pela pele chagada, que repetidas vezes cortam o espaço num ruído de dor.

Eram comuns os espetáculos de crucificação, castigo com o qual os romanos puniam os crimes mais abomináveis. Este, porém, apresenta uma novidade: além da multidão variada, estão ali também as principais autoridades religiosas do país. E mais estranho ainda é que elas, sempre hostis aos romanos, agora estão solidárias com eles, apoiando com entusiasmo a morte do condenado do centro. É a Ele que se dirigem as atenções de todos. Alguns olham para Ele e enxugam as lágrimas quentes e sentidas, especialmente algumas mulheres. Delas, uma prematuramente envelhecida revela profunda dor na face magra e pálida.

Ele mesmo é diferente. Suporta com submissão paciente aos sofrimentos incomuns daquela dolorosa execução por tortura. Sofre de forma brutal, desumana e sem piedade, mas não protesta nem blasfema como os outros dois. Pelo contrário, recebe com paciência os insultos e a chacota das autoridades, antes “perfeitas”, sistemáticas, metódicas, prudentes com sigo mesmas e respeitáveis, e agora, perdida toda compostura, fazendo enorme algazarra.

Suas costas estão dilaceradas pelas vigorosas chicotadas que recebeu; o rosto desfigurado pelas manchas de fortes pancadas; a fronte sangrenta, toda ferida por uma coroa de espinheiro que Lhe puseram na cabeça.

Agora feche os olhos e sinta a cena em sua crueza, considere-se um dos espectadores. Imagine-se ali, no meio daquela multidão.

Quem é Aquele condenado? Qual o Seu crime? A tabuleta no alto da cruz explica: “Jesus nazareno, o Rei dos Judeus” (João 19:19). O comandante da guarda, ao ver como Ele morria, exclamou: “Verdadeiramente este homem era justo” (Lucas 23:47).

Se era justo por que foi crucificado? Por que sofreu tanto? A chave do enigma é um homem chamado Barrabás, que no meio da multidão contempla com espanto aquela cruz. Barrabás repete para que todos ouçam: “Ele morreu em meu lugar. Eu ia morrer naquela cruz. Ele morreu por mim”.

Barrabás era malfeitor e assassino. Estava condenado à crucificação, mesmo assim, quando ele ia pagar por seus crimes, Jesus tomou seu lugar. Barrabás sou eu. É você. É cada ser humano. “Todos pecaram” (Romanos 3:23), diz Deus. Eu pequei. Você pecou. E Jesus morreu pelos pecadores. Por nos amar tanto Ele se esvaziou da glória do céu, tomou a forma humana, viveu entre os homens e caminhou voluntariamente para a morte na cruz. Se ele não morresse, Barrabás teria de morrer. Aquela cruz não ficaria vazia: Jesus ou Barrabás; Jesus ou eu; Jesus ou você.

Talvez você recuse confessar, mas é pecador. E Deus declara que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Morte eterna, o inferno, que existe, sim, sofrimento eterno para quem não quiser ser substituído por Jesus. Ele pôde sofrer pelo meu pecado, pelo seu pecado, pelo pecado de todos, porque era justo. Não tinha culpa própria para precisar sofrer o respectivo castigo.

Todavia, a morte na cruz não foi o fim de Jesus. Quando Ele anunciava a Sua própria morte, sempre deixava claro que haveria de ressuscitar ao terceiro dia. É que Jesus era e é o próprio Deus e, portanto a morte não O poderia deter. Ele ressuscitou! Foi a boa nova que se ouviu naquela manhã ensolarada de domingo e é ainda hoje a maior mensagem de esperança que os ouvidos humanos já ouviram. Pois a vitória de Jesus Cristo sobre a morte foi a nossa vitória também, porque Ele morreu “para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hebreus 2:14, 15).

Foi por isso e para isso que Jesus Cristo morreu e ressuscitou. Agora é você quem escolhe, reconheça o seu pecado, arrependa-se dele, resolva abandoná-lo, confie na promessa de Deus revelada na Bíblia que diz:

“Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Rm 10:9, 10).

Então você será salvo da morte eterna, do inferno. Porque Jesus morreu em seu lugar e ressuscitou para  faze-lo vitorioso. Decida agora, esta é a oportunidade que não deve passar, pois isto poderá mudar a sua vida abrindo-lhe a porta para uma nova vida inteiramente nova. Vida que nasce daquela morte que três pregos e um martelo consumaram. Vida em Cristo Jesus.
“A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir entre o imundo e o limpo.” (Ez. 44:23) 
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para correção, para educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (II Tim. 3:16-17) 
“Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aquele que pela prática, tem suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.” (Heb. 5:13-14)

Precisamos conhecer a Palavra de Deus, no compromisso de querer obedecer, estudando fielmente e procurando exercer a nossa vontade na obediência à Palavra de Deus.  Cristo Reina hoje, através de autoridades delegadas da Igreja que precisam ser obedecidas em submissão, porque usam sua autoridade para nos servir.  Nossa atitude deve ser confiar em Deus, perdoando e aceitando o perdão de Jesus, vivendo em comunidade, afinal, Deus usa pessoas de espírito quebrantado, com corações humildes, desinteressados em promoções pessoais, gloriando-se somente na cruz de Cristo.  Esse caráter é formado pela comunicação com Deus, não em superficialidade, mas em intimidade, para tanto, precisamos estar dispostos a ouvir atentamente, com coerência e honestidade, afinal, isso é essencial para o Cristão.

Tenha um alto padrão espiritual desejando conhecer intimamente a Deus; procure ser uma pessoa disponível a ajudar os outros; seja submisso às autoridades, fiel a Deus, à Doutrina e às finanças da lgreja procure fazer discípulos, sem receio de orientar os outros pelo que você já sabe; ore diligentemente a Deus que lhe mostrará o que fazer.  Pelo Espírito Santo, procure selecionar com cuidado as pessoas que você vai ajudar espiritualmente, mas não se esqueça de antes, orientar esta pessoa na Palavra de Deus, tomando a iniciativa de fazer o convite ao Estudo.

Seja amoroso, com calor humano, com lealdade a Deus e à pessoa para não fofocar ou espalhar segredos, agindo com maturidade, sem deixar de dar exortações, conselhos quando necessário, afinal, o amigo verdadeiro corrige o errado.  Tenha disponibilidade, paciência para lidar com os problemas dos outros, sendo honesto no aconselhamento e sempre motivando a pessoa a prosseguir na jornada da fé.  Nesse relacionamento, o propósito principal é a adoração a Deus em atitude de respeito, temor e amor.  Procure memorizar a escritura, meditando em seus versículos, ensinando a pessoa a pensar sobre o que você já sabe, mas sem orgulho ou exaltação pessoal. 

A ALIANÇA DA GRAÇA

 

Pode o conhecimento da Lei  causar-nos   danos  psíquicos,   e produzir culpa e um  sentimento  de   condenação  prejudicial para toda a vida?  Penso que sim, se tudo que ouvíssemos fosse a Lei, e  jamais ouvíssemos falar de Jesus Cristo, o cumprimento dela.     E importante lembrar que, desde que o pecado entrou no mundo através de Adão e Eva, existe  a  promessa  do  descendente aquele que viria esmagar a cabeça de  Satanás  e  livrar  os homens do pecado.   Antes  da  Lei,   a  Aliança  Abrâmica  já prometia um Salvador - o Senhor Jesus Cristo.    Assim, ao transmitirmos aos homens os  requisitos  santos   e justos da Lei, devemos sempre falar sobre o meio de fuga,   a graça de Deus que pertence a todo homem  mediante  a  fé  no Senhor Jesus Cristo. Examinemos pela ultima vez a Lei antes de passarmos  a  Nova Aliança. A Lei, como já vimos,   serviu  a  dois  propósitos: revelar e restringir o pecado do homem. Vendo  claramente  o seu pecado, enxergaria   a  necessidade  de  um  Salvador.  A restrição ao pecado serviu para manter os judeus - e  nos  - livres da contaminação dos vícios do ofendo. Fechados em suas restrições, os homens estavam livres de problemas. Foi esta a razão de eu tê-lo feito andar pelas ruas da morte deste mundo, sentir o  seu  cheiro  fétido  e  ver  os  seus resultados. Queria que ficasse  convencido  da  validade  da Lei, para que a ensinasse a seus filhos  e  os  livrasse  da contaminação do mundo. Quero que saiba disso, para  que  não seja "presa sua, por meio de   filosofias  e  vãs  sutilezas, segundo a tradição dos  homens,   segundo  os  rudimentos  do mundo" (Colossenses 2.8). Quero que veja a lei de  modo  que vá ao mundo pregar todo o conselho de Deus,   que   inclui  as três alianças. Não deixe a Lei de fora!

Paulo Roberto Barbosa

 

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura perguntou:
– Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E, por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
– Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescer.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial. E disse:
– Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
No entanto, a avó respondeu:
– Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo:
"Primeira qualidade: Você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Essa mão nós chamamos de Deus. E Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade."
"Segunda qualidade: De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas, no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor."
"Terceira qualidade: O lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça."
"Quarta qualidade: O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."
"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços. Procure ser consciente de cada ação."

 

O que é bênção?


 

Pergunta: "Eu gostaria de ter uma definição do que é bênção."

Resposta: Se você tivesse feito essa pergunta a Esdras ou Neemias, a resposta provavelmente seria curta e precisa: bênção é "a mão de Deus sobre nós." Ambos usam essa expressão cerca de nove vezes, falando da "boa", "bondosa" e "poderosa" mão de Deus. Desse modo, eles atingem o cerne da questão. Também poderíamos dizer: bênção significa "Deus está conosco!"

No Antigo Testamento, em geral, a bênção refere-se a bem-estar terreno, segurança, poder, riqueza, descendência, etc., e essa bênção está expressamente condicionada à obediência aos mandamentos de Deus: "Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes" (Dt 11.26-28). Para Israel, o povo terreno de Deus, são prometidas bênçãos terrenas. A respeito, leia Gênesis 49.

A bênção para a Igreja de Jesus, o povo celestial de Deus, tem uma conotação celestial correspondente: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo" (Ef 1.3). A bênção de Deus – "Deus conosco" – tornou-se homem em Jesus Cristo! Por isso também podemos descrever a idéia de bênção como sendo "a ação de Deus com uma pessoa para atraí-la mais profundamente para Sua comunhão". Isso significa que a bênção nem sempre é o que desejamos, mas em todo caso se trata do que é bom e salutar para nós! Pois continua válido: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8.28).

Por ser um embaixador em nome de Cristo, Paulo podia dizer: "E bem sei que, ao visitar-vos, irei na plenitude da bênção de Cristo" (Rm 15.29). Anunciando todo o desígnio de Deus, ele ministrava toda a bênção de Cristo. Quando crentes abençoam outras pessoas, isso significa que imploram a bênção de Deus sobre suas vidas. Quando crianças são abençoadas na igreja em nome de Jesus, nós as colocamos sob a bênção do Senhor e as entregamos à fidelidade e à direção de Deus. Ao abençoarmos o cálice e o pão na Ceia do Senhor, consagramos essas dádivas naturais da videira e do trigo para uso divino.

No texto original, a expressão significando bênção ou abençoar também tem, entre outros, o significado de falar bem de alguém. Será que temos abençoado nossos irmãos e nossas irmãs dessa maneira? O Senhor o abençoe, prezado leitor! (Elsbeth Vetsch)

A Imagem e o Original.

Deus criou o homem, macho e fêmea, á sua própria imagem: isso é uma questão de fé. Durante séculos, nossos antepassados esforçaram-se para se aperfeiçoar á imagem de Deus: isso é uma questão histórica. Durante os longos séculos em que o Deus dos judeus e dos cristãos constituiu a realidade última do Ocidente, europeus e, mais tarde, americanos procuraram conscientemente nele se moldar. Acreditavam que conseguiriam transformar a si mesmos em cópias melhores do original divino, e empenharam-se diligentemente nessa tarefa. Imitatio Dei, a imitação de Deus, constituía categoria central da piedade hebraica.  A imitação de Cristo, Deus feito homem, era igualmente central para os cristãos.

Muita gente no Ocidente não acredita mais em Deus, mas a crença perdida, assim como uma fortuna perdida, tem efeitos duradouros. Um jovem que cresce na riqueza pode, quando atinge a maioridade, doar toda a sua fortuna e viver na pobreza. Seu caráter, porém, continuará sendo o de um homem criado na riqueza, uma vez que não pode livrar-se de sua história. De forma semelhante, séculos de rigorosa moldagem do caráter á imagem de Deus criou um ideal de caráter humano que ainda hoje é forte, mesmo que para muitos seus fundamentos tenham sido removidos. Quando ocidentais encontram uma cultura com ideais diferentes, quando dizemos , por exemplo: “Os japoneses são diferentes”, descobrimos, indiretamente, quão estranho e duradouro é nosso próprio ideal, a idéia que herdamos de como deve ser um ser humano. Em inúmeros aspectos externos, o Japão e o Ocidente passam a se parecer. Os japoneses comem carne vermelho; os ocidentais comem sushi. Os japoneses usam terno; o quimono passou a fazer parte do vocabulário ocidental. No entanto, persiste uma profunda diferença, pois o Japão usava um espelho religioso-cultural diferente durante os séculos em que o Deus da Bíblia serviu de espelho para o Ocidente. Este assunto sobre o homem procura colocar o espelho bíblico, limpo e polido, nas mãos de nossos alunos.

Para os não-ocidentais, o conhecimento do Deus venerado no Ocidente abre uma via direta para o cerne e para a origem do ideal ocidental de caráter. Para os próprios ocidentais, um conhecimento aprofundado desse Deus pode servir para tornar conscientes e sofisticadas coisa que permanecem inconscientes e ingênuas. De certa forma, somos todos imigrantes do passado. E assim como um imigrante que retorna, depois de muitos anos, á terra onde nasceu pode enxergar seu próprio rosto no rosto de estranhos, assim também o homem ocidental moderno, secular, pode sentir um tremor de reconhecimento na presença do antigo protagonista da Bíblia.

Como pode um não-crente chegar á presença de Deus? De geração em geração, o judaísmo e o cristianismo transmitiram seu conhecimento de Deus de diversas maneiras. Para poucos, existiram e ainda existem as exigentes e ás vezes esotéricas disciplinas do ascetismo, do misticismo e da teologia.

Os filósofos da religião afirmam ás vezes que todos os deuses são projeções da personalidade humana, e pode ser que isso seja verdade. Mas nesse caso devemos ao menos reconhecer o fato empírico de que muitos seres humanos, ao invés de projetarem as suas personalidades em deuses criados inteiramente por eles próprios, preferem introjetar - imprimir em si próprios - as projeções religiosas de outras personalidades humanas.

É por isso que a religião desperta tamanha fascinação, inveja e (ás vezes) raiva em escritores e críticos literários que se dedicam demais ao assunto. A religião - a religião ocidental em particular - pode ser considerada como uma obra literária mais bem sucedida do que qualquer autor ousaria sonhar. Qualquer personagem que “ganhe vida” numa obra de arte literária exerce algum grau de influência sobre as pessoas reais que lêem essa obra. O Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, obra em que o personagem-título toma por modelo a literatura popular de sua época, t raça um retrato cômico e pungente desse processo em ação. Cervantes sem dúvida meditou sobre a influência que sua própria obra viria a Ter, e mostra o seu Dom Quixote “real” encontrando pessoas que conhecem um personagem literário com esse mesmo nome. Em nossos dias, milhões de pessoas misturam a vida real dos artistas de cinema com suas vidas fictícias, e atribuem a essa cominação uma importância maior do que a que concedem a qualquer ser humano real que de fato conheçam, sofrendo as melancólicas conseqüências dessa atitude. Sua carne é triste, sim, e elas assistiram a todos os filmes.

Nenhum personagem, porém - no palco, na página ou na tela, jamais teve o sucesso que Deus sempre teve. No Ocidente, Deus é mais que um nome familiar, ele é, queira-se ou não, um membro virtual da família ocidental. Pais que não querem saber dele não conseguem impedir que seus filhos venham a conhecê-lo, pois não só todo mundo já ouviu falar dele, como todo mundo, mesmo hoje em dia, tem algo a dizer a seu respeito. O dramaturgo Neil Simon publicou há alguns anos uma comédia, God’s favorite, inspirada no Livro de Jó da Bíblia. Das pessoas que assistiram á peça, poucas haviam lido o livro bíblico, mas isso não era preciso: já sabiam como era Deus para poderem entender as piadas. Se nada for sério, nada será engraçado, escreveu Oscar Wilde. De onde veio à imagem de Deus que os espectadores da Broadway tinham em mento ao rirem da peça de Simon?

Veio inteiramente da Bíblia e, em termos mais especificamente humanos, daqueles que escreveram a Bíblia. Aos olhos da fé, a Bíblia não é só um conjunto de palavras sobre Deus, é também a Palavra de Deus: Ele é seu autor e seu protagonista. Não importa se os antigos autores da Bíblia inventaram Deus ou meramente registraram as revelações de Deus sobre si mesmo: sua obra atingiu, em termos literários, um estrondoso sucesso. Ela vem senso lida em voz alta, toda semana, há dois mil anos, para platéias que recebem com total seriedade, procurando conscientemente assimilar ao máximo a sua influência. Sob esse aspecto, não tem paralelos na literatura ocidental e provavelmente em nenhuma literatura. O Corão vem imediatamente á cabeça, mas os muçulmanos não consideram o Corão como literatura: essa obra ocupa, para eles, um nicho metafísico todo próprio. Os judeus e cristãos, ao contrário, mesmo reverenciando a Bíblia como algo mais que mera literatura, não nega que ela é também literária e concordam, em geral, que ela pode ser assim apreciada sem blasfêmia.

A apreciação religiosa da Bíblia coloca como foco central e explícito a bondade de Deus. Judeus e cristãos adoram Deus como origem de toda virtude, fonte de justiça, sabedoria, misericórdia, paciência, força e amor. Mas implícita e perifericamente foram se acostumando __ e depois, ao longo dos séculos, também se apegando __ a algo que podemos chamar de ansiedade de Deus. Deus é um amálgama de diversas personalidades num único personagem. A tensão entre essas personalidades faz com que Deus seja difícil, mas faz também que seja atraente, e até mesmo viciante. Ao emular conscientemente suas virtudes, o Ocidente assimilou de modo inconsciente essa tensão entre unidade e multiplicidade. No fim das contas, apesar do desejo que o ocidental ás vezes manifesta de um ideal humano mais simples, menos ansioso, mas “centrado”, as únicas pessoas que achamos satisfatoriamente reais são aquelas cujas identidades contêm diversas subidentidades aglomeradas num todo. Quando nós, ocidentais, procuramos nos conhecer pessoalmente, é isso que procuramos descobrir uns sobre os outros. Na cultura ocidental, a incongruência e o conflito interno não são apenas permitidos, chegam quase a ser exigidos. Pessoas meramente capazes de desempenhar vários papéis não correspondem a esse ideal. Elas têm personalidade __ ou repertório de personalidades __ mas não têm caráter. Pessoas simples sem complicações, que sabe claramente quem são e assumem um papel determinado sem relutar, também não correspondem a esse ideal. Podemos admirar sua paz interior, mas no Ocidente jamais as imitaremos. Centradas ou centradas demais, elas têm caráter, mas pouca personalidade. Entediam-nos como nós mesmos nos entediaríamos se fôssemos como elas.

Tornamos as coisas assim tão difíceis para nós mesmos porque nossos antepassados viam a si próprios como imagem de um Deus que, na verdade, havia complicado as coisas para si de maneira semelhante. O monoteísmo reconhece um único Deus: “Ouvi, ó Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é um”. A Bíblia insiste na unidade de Deus mais do que em qualquer outra coisa. Deus é a Rocha das Idades, a integridade em pessoa. E, no entanto, esse mesmo ser combina diversas personalidades. Mera unidade (caráter penas) ou mera multiplicidade (personalidade apenas) seriam bem mais fáceis. Mas ele é ambas as coisas e assim a imagem do humano que dele deriva (O HOMEM) exige ambas as coisas.

É estranho dizer isso, mas Deus não e nenhum santo. Muitas objeções podem ser feitas a seu respeito e já houve várias tentativas de melhorá-lo (as religiões assim fazem). Muitas coisas que a Bíblia diz a seu respeito raramente são pregadas no púlpito porque, se examinadas mais de perto, seriam um escândalo. Mas, mesmo que só parte da Bíblia seja ativamente pregada, nenhuma de suas partes é contestada. Em qualquer página da Bíblia, Deus continua sendo o que sempre foi: o original da FÉ de nossos pais, cuja imagem ainda vive dentro de nós como um ideal secular difícil, mas dinâmico. A originalidade de Deus é contagiante e o seu amor pelo HOMEM nos faz, através deste, conhecê-lo, isto é, através do HOMEM podemos conhecer DEUS.